Maya ficou confusa com a reação do velho que lhe olhava apavorado.
– Sim, eu estou aqui com os Ferraz. Eu moro na chácara do Sr Roberto Ferraz.
– Por favor não me faça mal, sou apenas um velho! – disse se ajoelhando aos seus pés
– Não! Não irei lhe fazer mal. Do que está falando?
– Agora faz todo sentido a sua conexão com o Lobo, você traz consigo a maldição dos Maias para essa terra, você é a era do Jaguar voltando para destruir tudo que estiver na sua frente! Não chegue perto de mim! Não chegue perto!
O velho abriu o alçapão e saiu correndo, desesperado, e desapareceu na névoa sombria da floresta.
Maya não entendeu nada, balançou a cabeça em negativa e disse:
– Esse velho é completamente louco! Eu deveria trazer a era do Lobo, não?
Mesmo com medo dos assassinos de outrora, Maya acabou saindo do esconderijo, pois precisava voltar ao acampamento antes que o Senhor Roberto percebesse.
Ela foi caminhando pela floresta e o medo voltou a lhe consumir, começou a se perguntar se aqueles assassinos estavam a espreita, a vigiando. Ela nunca sentira medo de nenhum animal ali da floresta quanto sentia do animal humano, que viu hoje.
Suas pernas tremiam e o medo estava lhe deixando sem conseguir pensar com clareza. Ela correu e se escondeu atrás de uma árvore enquanto a paranóia de estar sendo perseguida dominava a sua mente.
– Por favor, Lobo guardião, me ajuda! – ela disse para si, desejando proteção.
Ela correu mais um pouco e se escondeu atrás de uma nova árvore.
– Por favor Lobo, apareça!
Ela ouviu um tiro, ecoar das profundezas da floresta e correu o mais rápido que pode.
Correu, correu e correu até perceber que estava fora da região proibida.
Ela se abaixou, se apoiando em seu joelho, arfando de cansaço.
Após se recuperar, ficou em uma posição ereta e disse para si mesma.
– Vai ver que esse lobo nem está vivo mais… Talvez deva desistir de reencontrá-lo.
Tudo estava silencioso, não se ouvia nem o canto dos pássaros. Maya balançou a cabeça em negativa, se virou para continuar o caminho quando ouviu um rosnado vindo de suas costas, se virou e ficou hipnotizada com aqueles enigmáticos olhos amarelos de seu protetor, lhe observando.
Ele continuou parado enquanto ela estava parada, ela deu um passo em sua direção e ele deu um passo para trás.
– Eu não vou te machucar, tudo bem? – ela diz olhando para o lobo que lhe olhava com aqueles olhos enigmáticos.
Ela desistiu de se aproximar e tomou a direção que estava indo e o Lobo começou a acompanhar de longe.
– Então você vai mesmo me proteger pelo caminho? – ela pergunta e ouve um rosnado baixo – Eu posso saber o seu nome?
O lobo apenas responde com um rosnado baixo.
– Lars? – Maya se pergunta nesse momento porque pensou aquilo – O seu nome é Lars?
O Lobo volta a dar um rosnado baixo e a conversa para naquele momento.
A garota e o lobo trilharam em silêncio o caminho até o acampamento, e quando chegaram perto o lobo parou de andar e começou a rosnar assustadoramente, mostrando todos os seus poderosos caninos.
Ele olhava fixamente em direção ao acampamento e Maya parou, se escondeu e ficou silenciosamente observando as movimentações e vozes que vinham do local.
Ela correu e se escondeu em outro arbusto, para observar mais de perto e só nesse momento percebeu que as vozes eram do Senhor Roberto e dos outros caçadores.
Nesse momento olhou para Lars e pediu que partisse, pois tinha medo que seu amigo se tornasse uma vítima daqueles homens.
Após se certificar que o animal desapareceu na névoa escura da floresta, ela foi andando até o acampamento
Os caçadores quando perceberam a presença da garota ficaram quietos instantaneamente e todos lhe acompanhavam com um olhar desconfiado.
O silêncio persistiu até que Bruno, primo de Nick interrompeu a questionando:
– Maya, por onde andava? Sabe que não é seguro ficar andando por aí sozinha.
Ouvindo a voz de Bruno, Maya empalideceu, de repente se lembrou da voz de um dos assassinos daquela moça na floresta. Sua razão começou a lhe dizer que não poderiam ser a mesma pessoa, mas quanto mais ele falava, mais a certeza se implantara em seu coração.
– Eu… eu… Fui caçar coelhos! – disse tentando disfarçar o choque.
– Não vejo nenhum coelho?! – disse Senhor Roberto se aproximando.
– Não… Eu não… Eu não achei nenhum Senhor Roberto. – suas pernas tremiam e visivelmente estava com medo.
Foi nesse momento que os homens se entreolharam e Bruno se aproximou e abaixou a cabeça lhe encarando.
O coração da garota quase parou e voltou a bater violentamente em seu peito. Bruno segurou em seu queixo, lhe fazendo obrigatoriamente a manter contato visual com ele e a questionou:
– Você andou ouvindo gritos, Maya? Você foi para a região próximo as montanhas?
Maya engoliu em seco, e respondeu gaguejando:
– Na… Na… Não ouvi nada. A… a flo.. a floresta esta… estava silenciosa… co… como sempre!
Bruno rosnou de raiva e agarrou o seu pescoço, a suspendendo no ar e começou a sufocá-la.
– Pois para mim parece que está mentindo!
...
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Atualizado até capítulo 35
Comments
Irá
Agora ETA a hora do lobo dar um grande Uivado para acalmar o coração de Maya autora não deixa ele fazê-la mal, faz o lobo da um susto e Maya sair correndo novamte por favor por favor
2025-01-08
1
Maria DA Gloria
esses cretinos que matam as pessoas,e sr Roberto é o líder
2025-01-12
0
Maria Lopes
Nossa senhora dos inocentes...ela não têm astúcia para mentir convincentemente, agora aquele grupo de caçadores devem ser caçados e acabado com suas raça miserável e assassino.
Autora dos céus...
eu já lê todos os seus livros, e isso aqui é bem diferente. Parabéns, você me causou medo 😱
2024-11-09
1