18 O encontro com o vampiro

Lúcia 

Faz um mês que os ataques começou, eles não conseguem entrar nas cidades mas atacam nas estradas, os carros e os transportes de alimentação e materiais, como só atacam à noite sugeri que o tráfego de veículos nas estradas a noite fosse limitado ou escoltado por magos de fogo.

De alguma forma eles têm medo do fogo, então é uma forma de prevenção. Mas de alguma maneira está tendo desaparecimento de humanos, normalmente eles não obedecem os avisos e saem à noite para fora das cidades.

Meu irmão já voltou para a terra, mas meus sobrinhos ficaram, estão treinando e evoluindo muito, principalmente a furacão chamada Lú, meu irmão a chama assim, eu entendo porque, quando fica com raiva ela perde o controle da magia e é fogo e água pra todo lado, quem não sai queimando, sai molhado. 

Ela tem o dom de criar fogo e extingui-lo e por incrível que pareça o dom da cura, ela queimou uma colega acidentalmente e ela ficou tão preocupada que despertou o dom de cura.

Ela está aprendendo a controlar, já Lena descobriu os dons da farmácia e camuflagem, garota peralta, vive pregando peças nos irmãos. 

Roberto tem os dons da terra e o deslocamento do ar (ele pode voar) se tornou útil contra os vampiros.

Agora Antônio, esse é promissor, centrado, aprende rápido, tem os dons de camuflagem e prever o futuro (mas ele não sabe ainda, não teve a primeira visão ainda). Mais uma coisa, ele acha que não percebi, mas ele é apaixonado pela minha mãe, que está alheia à paixão dele. 

Estou no meu escritório quando Rômulo entrar.

– Minha Rainha.

– Aconteceu alguma coisa, irmão?

– Sim, encontramos dois vampiros no limite do escudo. Estavam nas árvores.

– E como os encontrou?

– Eles não se esconderam. Dizem que vieram falar com você.

– Serão traidores do mago?

– Acho que não, um deles diz ser o rei dos vampiros e ele está aqui para ajudar. 

– O que o rei dos vampiros veio fazer aqui? Ajudar ele é um vampiro, desde quando vampiro ajuda?

– Não sei por isso vim ver com você.

– Onde eles estão?

– No posto da guarda norte, uma coisa interessante é que eles não atacaram.

– Se eles querem me ver vamos lá. Mas todo cuidado é pouco. Chame Antônio e a Lú quero  fogo comigo por precaução. 

– Ok, vou chamar. - ele desaparece e cinco minutos depois uma batida na porta.

– Entre.

– Mandou me chamar, tia? - falou minha pestinha preferida ou melhor furacão.

– Sim, você vai comigo ao posto da guarda. - e outra batida - entre.

– Com licença, estou aqui minha rainha.

– Bom, você também vai comigo ao posto da guarda. Preciso de poder de fogo contra dois vampiros. Mas Lú, não é pra queimar eles, é só uma precaução.

– Tá bom, tia, não vou fazer churrasco de vampiro hoje.

– Lú, mais respeito, você está diante da rainha!

– Minha tia me ama, tá! - diz mostrando a língua pra ele - né tia? - não pude deixar de rir.

– É, minha pestinha preferida, já me deu tanto trabalho. Kkkkkk, vamos.

Nós teleportamos para o posto, assim que cheguei senti uma sensação diferente, antes de entrar olhei para Antônio e ele estava  com os olhos brancos. 

– O que você viu Antônio? - perguntei 

– Eu… não sei direito, mas eu vi um homem do seu lado e ele é estranho mas não é inimigo. Mas o que foi isso, estou zonzo.

– Foi sua primeira visão, não se preocupe você se acostuma. Acho que vamos saber agora que vampiro é esse.

Mas com aquela sensação eu parei e olhei para o futuro, eu consegui ver onde só havia trevas, eu consegui ver luz, o futuro mudou, talvez realmente esse vampiro que está aqui será um aliado.

Entramos no posto e fui até o soldado, ele apareceu e me levou a presença dos vampiros, mas antes conjurei minha armadura, um prevenido vale por dois.

O soldado abre a porta e eu tenho a visão de um homem elegante de preto com um medalhão no pescoço, alto, forte e lindo, meu coração dispara, o que é isso, que Deus grego é esse, Jesus me abana. Fico parada olhando para ele e ele para mim.

– Minha Rainha, esse é o rei dos vampiros Rafael, pelo menos foi o que ele disse.

Nem escutei o que o soldado falou, fiquei parada, a última coisa que denuncia quê ele é um vampiro são os olhos vermelhos 

– Prazer em conhecê-la, eu sou Ricardo, irmão de Rafael.

Olhei o segundo vampiro, uma versão mais nova do primeiro, mas um pouco menos forte mas tão alto quanto o outro.

– Prazer Rainha Lúcia.

– É imenso prazer em conhecê-la, eu sou Rafael, rei dos vampiros de Obscura.

Nossa que voz, estou tremendo por dentro, mas não posso demonstrar, me direciono para a mesma e me sento na cadeira atrás dela.

– Queria falar comigo, então fala, não tenho tempo para ser desperdiçado.

– Longe disso, nós temos um inimigo em comum.

– Que inimigo

– O mago das trevas Plínio.

– O mago anda quieto, meu problema está sendo os ataques de vampiros nas estradas. Meu inimigos é igual a você.

– Desculpe, mas esses vampiros não são como eu. Nós, em Obscura não mordemos humanos, eles doam sangue no banco de sangue, para a nossa alimentação, cuidamos dos nossos humanos. 

– Então me diga porque vieram então.

– O mago é poderoso, recrutou e corrompeu muitos vampiros, na atual circunstâncias em que se encontram são monstros sanguinários, um vampiro com sede muda sua aparência, esquece o lado humano e a sede fala.

– E você está disposto a matar os seus iguais? - Falo zombando.

– Sim, eles jamais voltarão a ser como antes.

– Os ataques são à noite, e já desapareceram 50 pessoas.

– 50 pessoas é muito pouco para 1.000 vampiros.

– 1.000 vampiros? 

– Você já deve ter matado muito ou não.

– Matamos em torno de uns 100, mas se vierem 1.000 ainda resta 900 deles. - disse Antônio.

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