19 Encontro com a companheira.

Rafael

Eu e Ricardo estávamos no limite da floresta estava no final do dia, então ficamos nas sombras das árvores vendo um posto da guarda, não havia muro como na cidade em que havíamos passado no meio do caminho, andamos a noite por uma estrada com asfalto e durante o dia íamos pelas árvores.

Estamos sentados em um tronco, esperando anoitecer para podermos chegar até o posto, mas os guardas nos viram primeiro, nos abordou com suas espadas de prata, um deles tinha fogo nas mãos.

– Viemos em paz - eu disse - se for possível gostaria de falar com sua rainha.

– Vocês são vampiros? - falou um dos guardas.

– Eu sou Rafael, rei dos vampiros de Obscura.

Eles empunharam as espadas, e um deles ficou com um brilho laranja.

– Calma, não viemos lutar, não somos o inimigo aqui, somos aliados. - meu irmão disse - não atacamos vocês, porque nos atacam?

– São vampiros, se bem que vocês são diferentes, mais humanos, os outros são mais feios.

– Quer dizer que somos bonitos? - disse Ricardo sarcástico.

– Não foi o que eu disse. - falou o guarda acendendo fogo na mão livre.

– Ei! Cama, não estamos aqui pra brigar. Viemos em paz, só queremos ajudar, por favor. - eu disse.

Eles abaixaram as espadas, esperamos até anoitecer e fomos levados para o posto, um dos guardas atravessou uma espécie de campo de força branco, e de repente o campo de força abril como se fosse uma porta de correr, entramos e a porta se fechou atrás de nós.

Olhei em frente, tive uma vista espetacular, a cidade toda iluminada, com um castelo de cristal no alto, com carros voadores, pelos deuses, eu já tinha visto um carro na terra, mas carro voador? Era demais para minha cabeça processar.

Fomos levados para uma sala quase vazia se não fosse a mesa no fundo da sala, mas a sala é ampla, comportaria dez pessoas, tranquilo.

De repente eu sinto meu coração bater, o coração de um vampiro só bate quando sua companheira está por perto.

Estou encostado na mesa e a porta se abre e entra uma mulher jovem, com uma armadura dourada com uma pedra verde no meio do peito, segurando um cajado dourado com uma espécie de sol com a pedra verde no meio. Seus cabelos compridos, castanhos com uma mecha branca na frente. Ela pára no meio da sala, eu me afasto da mesa, fico olhando para ela, linda na minha frente.

Não escuto nada e nem ninguém, mas acordo quanto ela fala e que voz.

– Prazer Rainha Lúcia. - Nossa, ela é a rainha.

– É imenso prazer em conhecê-la, eu sou Rafael, rei dos vampiros de Obscura.

Ela caminha e senta na cadeira atrás da mesa, dois guardas-costa estão com ela, um tem um brilho azul e o outro tem um brilho vermelho.

Ela é firme e demonstra força quando fala, tento falar com calma, explicar o motivo que viemos, mas ela é sarcástica.

– E você está disposto a matar os seus iguais?

– Sim, eles jamais voltarão a ser como antes. - falo com pesar.

– Os ataques são à noite, e já desapareceram 50 pessoas.

– 50 pessoas é muito pouco para 1.000 vampiros. - penso porque será que não atacaram as cidades.

– 1.000 vampiros?

– Você já deve ter matado muito ou não.

– Matamos em torno de uns 100, mas se vierem 1.000 ainda resta 900 deles. - disse o guarda de luz azul com armadura prateada.

– Não fomos apresentados.

– Eu sou Antônio…

– Guarda-costa da rainha - completa Ricardo.

– Não preciso de guarda-costa, ele é meu guerreiro e sobrinho, pertence à realeza, igual a você que é irmão do rei.

Diz ela imponente levantando da cadeira e batendo na mesa com as duas mãos, esquentadinhoa minha companheira, mas preciso me conter para não ir até ela e a beijar. Como ela fica linda com raiva.

– Por favor, não vamos se alterar, não queremos brigar, não é Ricardo? - olho para ele e ele levanta as mãos em rendição.

– Ok, mas eu sou a fada mais poderosa de Andraluz, não sou rainha a toa, e essa também é minha sobrinha, ambos tem o elemento fogo, que se mostrou eficaz contra vampiros.

– Entendi e você de qual elemento é? - fiquei curioso.

– De todos os cinco.

– Cinco? E esses elementos são?... - meu irmão pergunta.

– Fogo, água, ar, terra e - ela sorriu, e que sorriso - o mais importante a luz.

– E esse brilho em volta deles?

– Esse brilho é o escudo, assim como em todas as cidades. Mas o escudo reflete o brilho dos elementos de cada um.

E eu vi uma luz multicolor ao redor dela, entendi que como ela tinha os cinco elementos, seu escudo tinha várias cores.

– Você disse que ambos são de fogo, mas ele é azul e ela é vermelho, porque?

– Na verdade eles são híbridos, ela tem três escudos, mostra a eles Lú.

O brilho vermelho sumiu e apareceu um azul piscina ondulado como se fosse água mesmo. Quando o azul piscina sumiu apareceu uma luz roxa.

– Ela é a última fada a ter três escudos, de fogo (vermelho), de água (azul piscina) e os dois juntos (roxo). E ele seu fogo é azul por conta do elemento luz.

Olhei para o rapaz e ele estava parado com os olhos brancos. Lúcia seguiu meu olhar e percebeu a mesma coisa.

– Antônio, o que você viu? - ela perguntou.

– É ele.

– O que tem eu.

– Tia, é ele, o homem que eu vi antes, ele é o aliado. Ele precisa estar ao seu lado. Nós só vencemos se ele estiver aqui.

Não entendi o que ele quis dizer, é como se ele tivesse visto o futuro. Ela veio até mim, meu coração disparou.

– Dê-me suas mãos, preciso ver.

Pelos deuses, ela quer segurar nas minhas mãos? Fiquei nervoso mas estendi minhas mãos para ela. Quando ela segurou, seus olhos ficaram brancos era como se ela não me visse, suas mãos eram quentes e de repente as minhas também ficaram. Ela soltou imediatamente. Ela virou para os sobrinhos.

– Vamos - virou para mim - vocês estão convidados a ficarem no castelo de Luminus.

E simplesmente desapareceu.

– O que foi isso? Não entendi nada - disse meu irmão.

– Eu também não.

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