– Então Tia Jack, o que você quer me falar?
– Não foi só aqui que houve ataque, na vila Florestal algumas fadas desapareceram.
– Houve ataque lá também?
– Não propriamente, mas o prefeito da vila Florestal disse que foram 4 fadas desaparecidas. Fadas entre 12 e 15 anos.
– Já havia despertado os elementos, quais elemento são as fadas?
– Todas híbridas, água e natureza, elemental da água, elemental de fogo e natureza e fogo. Estou achando que o ataque aqui foi uma distração para que sequestrassem essas fadas.
– Vou lá verificar, qual foi a decisão de Lígia enquanto a isso?
– Ela mandou levantar todos os escudos mágicos das vilas fora de Handra.
– Sábia decisão, foi por isso que minha mãe deixou ela no comando, a nova condessa é tão política quanto estratégica.
– Vou chamar minha mãe…
– Já estou aqui, filha.
– 😲⁉️ Como você sabia? - pergunta Jaqueline
– Fadas de luz, tia, fadas de luz sentem o chamado.
– É isso aí. Senti que Lúcia precisava de mim, então vim. Vamos para onde?
– Para a Vila Florestal.
– Podem ir eu vou terminar aqui e depois eu volto para Handra. - disse Jaqueline.
– Ok, Vila Florestal, então. - falou Jéssica.
Elas se teleportam para a vila, chegando lá, Rebeca já estava à espera na casa da prefeita, em reunião com a prefeita, o vice e o sargento do posto da quadra na vila.
– Bom ver vocês. - disse Lúcia aparecendo no meio da sala.
– Minha rainha - todos respondem ao mesmo tempo.
– Vamos aos fatos, por favor.
– Hoje de manhã, uma mãe veio a minha casa para relatar que a filha de 12 anos que recentemente ativou os elementos da água e natureza desapareceu vindo da casa de uma amiga por volta das 8:00 da noite. - falou o sargento - eu estava de saída para o posto da guarda.
“Mais tarde no posto, outra mãe veio relatar o mesmo, mas suas filhas de 13 e 15 anos sumiram no quintal de casa por volta das 8:30 da noite, recolhendo roupa do varal, as roupas ficaram caídas no chão.”
“ E por último há uma meia hora a mãe da primeira trouxe a mãe da quarta dizendo que a filha tinha ido dormir na casa da primeira e que provavelmente desapareceram juntas, essa tem 14 anos.”
– Os elementos de cada uma? - pergunta Lúcia
– As irmãs são elemental da água e elemental do fogo. A de 14 anos, natureza e fogo.
– Eles entraram na vila e ninguém percebeu. - disse Rebeca - mas agora com os escudos ficará difícil isso acontecer.
– Sargento, estão procurando? - pergunta Lúcia.
– Sim, minha rainha, mas encontramos um rastro mágico, magia das trevas.
– Magia das trevas? Tem certeza?
– Sim, minha rainha, um rastro de magia das trevas, sei que parece impossível é a mesma magia da Bruxa, parece ser até mais forte.
O sargento é um mago elemental do ar, era casado com uma fada de natureza e água. Seu dom é sentir o cheiro da magia, além de poder voar.
Lúcia ficou incomodada, ela havia sentido essa magia das trevas antes de ir buscar o irmão e sua família. Estranhamente não conseguia ver o futuro.
– Sei que não é o momento, mas o almoço será servido, podem me acompanhar por favor? - disse a prefeita.
Assim todos foram para a sala de jantar, sentados à mesa, as especulações sobre o desaparecimento das meninas continuam até que uma serviçal entra e fala alguma coisa no ouvido da prefeita.
– Minha Rainha, chegou uma informação importante, as garotas foram encontradas no limite do escudo. - falou a prefeita.
– Onde elas estão agora? - pergunta Lúcia.
– Estão sendo levadas para a enfermaria.
– Elas estão machucadas? - pergunta o sargento.
– Nenhum ferimento grave, mas estão cansadas, fracas e com algumas escoriações. - respondeu a prefeita.
– Vou vê-las.
– Espere, minha Rainha, elas não chegaram ainda, estão vindo de carro. Vai demorar uns 10 minutos para chegar.
– Elas estão tão fracas que não podem se teleportar? - Lúcia fala com espanto.
– Não é isso, elas estão sem magia.
– Como?!! - falam todos ao mesmo tempo.
– Três delas estão sem magia, a única com magia se recusou a sair de perto das outras.
– Bom, neste caso, terminamos o almoço. Me dêem licença, perdi a fome - diz Lúcia, levanta e se retira.
– Também peço licença. - diz Jéssica e acompanha Lúcia - Onde você vai, filha.
– Para a enfermaria, é uma caminhada de 10 minutos até lá. Provavelmente chegaremos junto com as meninas, preciso saber que espécie são essas criaturas.
Saíram da casa da prefeita e caminharam pelas ruas da vila que eram asfaltada, todas as cidades e vilas de Andraluz eram modernas, com carros voadores elétricos, caminhões de transporte, telefones celular, internet, televisão, tudo que tinha de moderno na terra tinha também em Andraluz.
Só que a energia é solar, e a refinaria agora extraia gás natural, usado nas indústrias e resistência.
Logo elas chegaram a enfermaria, que era como um posto de saúde, pois o hospital só tinha nas grandes cidades como: Handra, Luminus, Lustral, Britocurpe, cidade do Vale das Sombras e a cidade industrial de Lunara.
– Olá, Rita.
– Minha Rainha - disse a curandeira fazendo uma reverência.
– Você já avaliou as meninas?
– Sim, minha Rainha. Ana Clara, de 12 anos, perdeu totalmente a magia e está fraca demais. Pedi ajuda para a curandeira de Handra, ela deve chegar em instantes.
– Já cheguei, Rita. - falou Jaqueline.
– Graças aos Céus, a menina Ana Clara está muito fraca, só a nossa grande curandeira para saber o que podemos dar a ela.
– Assim eu fico sem graça, Rita, você também é curandeira.
– Sim, sim, mas só você é curandeira e farmacêutica.
– Ok, vou lá dar uma olhada na menina.
– E as outras Rita? - pergunta Lúcia.
– As irmãs, Beatriz de 13 e Bruna de 15.
Beatriz também perdeu sua magia mas está mais forte um pouco mas está muito cansada devido a caminhada, no momento está dormindo.
“Bruna perdeu apenas metade da magia ficando apenas com o elemento ar. Ela também está descansando.”
“ Já a menina Letícia de 14 anos está 100 %, sua magia não foi roubada, mas tinha alguns arranhões, já estão curados. Se a Minha Rainha quiser pode conversar com ela, ela está acordada.”
– Quero sim, preciso entender quem estamos enfrentando.
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Atualizado até capítulo 35
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