Lúcia
Nos teleportamos para o meu escritório, estou atômica, não estou acreditando no que vi.
– Lú, pode ir, preciso falar com seu irmão.
Ela sai, nos deixa sozinhos, começo a andar de um lado para o outro. Estou nervosa.
– Agora me fala exatamente o que você viu.
– Desculpa, tia, por ter falado daquele jeito é que fiquei assustado.
– Eu também, agora, eu quero que você fale. - Eu falei impaciente.
– Quando chegamos lá eu vi um homem ao seu lado de mão dada, mas não percebi que era ele quando eu o vi, porque na minha visão era um homem e não um vampiro.
“Depois na segunda visão tudo ficou nítido, eu vi o rei vampiro do seu lado rodeado por vampiros e seu escudo estava sobre ele, estava em batalha mas vocês estavam de mãos dadas. Lutando junto.”
– A visão pode mudar, dependendo das nossas escolhas.
– Tia, você olhou para o futuro dele, o que você viu?
– O que eu falar aqui fica entre nós, entendeu?
– Sim, entendi.
– Quando eu olhei o futuro dele, eu me vi nele, eu estava com ele.
– Mas eu vi vocês.
– Sim, mas não foi o que eu vi, eu estava com ele, juntos, como vou explicar, como namorados. Como eu posso ficar com um vampiro? Como eu posso gostar de um vampiro? Como eu vou explicar isso pra minha mãe?
– Calma, tia , eu estou do seu lado.
– Você não entende, eu preciso de um herdeiro, mas não com um vampiro.
Como eu poderia ter um filho de um vampiro? Isso era impossível, não poderia acontecer.
– Tia, o seu herdeiro precisa ser necessariamente com cinco elementos? Porque na minha opinião você tem cinco opções.
– Cinco? - Olhei para ele com espanto.
– Sim, Helena, eu, Roberto, Lú e Lena. Nós somos descendentes dos reis, não somos?
– Parando pra pensar, você tem razão, deixa-me ver. - estendi as mãos e ele me deu as dele.
Olhei para o futuro dele e sorri quando vi. Ele não seria meu herdeiro mas poderia me dar um irmã que seria.
– O que viu, tia?
– Seu futuro.
– Isso eu sei, desculpa, só queria saber.
– Não posso te dizer o que eu vi, mas posso te dizer pra ir no jardim, tem uma pessoa lá que te fará feliz.
– No jardim? - ele falou animado - e quem eu vou encontrar?
– Vai lá saber.
Narrador
Ele saiu apressado, curioso para saber quem seria, ao chegar no jardim ele teve a visão da mulher mais linda que ele achava, ela estava tomando chá com Helena e Lena.
Jéssica (imagem feita com Meta AI)
Ela estava rindo descontraída, então ele entendeu o que sua tia disse, ele teria que ter coragem para se declarar. Ela é que o faz feliz, ele se sente feliz só de estar perto dela. Ele se perde em pensamentos e só percebe que elas estão levantando e só percebeu que elas haviam notado tarde demais, Helena passou perto dele e cochichou.
– Vai fundo irmão, ela é toda sua, mas faz direito pra não assustar minha avó.
– Do que você está falando?
– Você sabe. - e saiu com um sorriso malicioso.
Rafael
Eu e meu irmão estávamos andando pela cidade admirando, como era moderna, estamos indo para o castelo, fazia meia hora que minha rainha tinha me deixado, eu já estava com saudades, mas eu estava indo até ela.
Senti uma onda de poder e dez segundos depois levei um susto quando ela apareceu na nossa frente.
– Vem comigo, preciso de vocês. - disse ela abrindo um portal e nos fez passar por ele.
Aparecemos em uma arena, percebi que havia um contingente de soldados com armaduras douradas. Mais à frente dos soldados havia outro contingente de soldados com armaduras prateadas.
– Guerreiros, Handra está sendo atacada pelo mago das trevas, fadas e mago adiante. - ela fala e os soldados com armadura prateadas desapareceram.
– Guerreiros de elite, adiante. - os que estavam próximo as nós também desapareceram. - Tropas élfica marchem.
Ela abre um portal e os soldados passam por ela. Foi aí que eu percebi as orelhas pontudas, neste mundo também tinha elfos. Depois das tropas ela vira para nós.
– Agora é a nossa vez. - e ela segurou no meu braço e no do meu irmão e quando eu achei que passaria por um portal eu já estava diante de um portão enorme de prata, os soldados tentavam segurar mas estava ficando difícil.
– Roberto vá lá em cima dar uma olhada. - ela falou para um guerreiro que era a cara do Antônio, só poderia ser irmão dele.
Ele saiu voando, o que? O cara voa, como isso é possível? Eu não estava acreditando.
– Magos de fogo à frente.
Ela ordenou, eu olhei para trás e percebi que a uns 30 metros havia uma névoa branca, com certeza era o escudo da cidade.
Neste momento o portão sofreu um grande baque, e se abre, os vampiros entrando como um exame os magos de fogo fazem uma barreira mas são tantos que o fogo não segura, começa uma batalha dos soldados contra os vampiros e como estão feios, olhos vermelhos esbugalhados, presas grandes e pra fora, estão tão magros que os ossos da face estão aparentes.
Eu luto com um vampiro, pego minha adaga e corto o pescoço dele e depois jogo na barreira de fogo que queima seus restos. Os soldados me vendo começam a fazer o mesmo.
Próximo a névoa branca tem uma mulher de armadura azul e cabelo branco ela faz um fogo azul lamber uns vampiros que tinha escapado da batalha.
Vejo minha rainha de frente ao portão, vou até ela, mas para conseguir chegar até lá, mato uns cinco vampiros. Estou do seu lado, seguro sua mão, ela não me repele, mas percebo uma luz multicolor ao meu redor, percebo que é seu escudo me protegendo.
O mago das trevas está no portão. Tenho a impressão que ele ficou mais velho, deve ser coisa da minha cabeça.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 35
Comments