Lúcia e Jéssica se teleportam para a vila, elas estão diante da casa do prefeito, ela bate na porta Raul atende.
Raul ( foto feito por Meta AI)
Rocca ( foto feita por Meta AI)
– Bom dia, Raul, como está sua mãe? - pergunta Lúcia
– Minha Rainha! - faz uma reverência - nada bem, ela perdeu muito sangue.
– Deixa-me vê-la.
Raul leva Lúcia até o quarto, onde Rocca está deitada em uma cama. Ela se aproxima toca na barriga dela e deixa sua luz irradiar por todo o corpo, verificando quais os pontos críticos, mas ela sente uma mão segurar seu braço.
– Minha Rainha, não há necessidade de gastar sua energia com essa velha orc.
– Você é minha amiga, Rocca.
– A curandeira do palácio de Handra veio, ela disse que não tem como curar a falta de sangue. Teria que ser feito uma transfusão, acho que foi isso que ela disse.
– Ela tem razão, você não quis ou não houve voluntário?
– Eu me voluntariei, mas ela não quis, minha rainha.
– Não do meu filho, vai enfraquecê-lo.
– Realmente, quem doa sangue fica fraco, mas apenas por dois dias, o sangue se repõe. - fala Lúcia.
– Minha rainha, aquelas criaturas são insaciáveis, elas não param, só quando o sol apareceu, algumas delas viram cinzas. - disse Rocca
– O sol as queimou?
– Sim, minha Rainha. - disse Raul.
– Meu filho é meu único herdeiro, ele precisa estar à frente do meu exército. Ele é um líder nato. Eu estava cogitando passar a liderança para ele, eu já tinha marcado uma reunião com você, minha rainha.
– Sim, eu me lembro. Tem certeza que não quer ser curada?
– Já lutei muito, minha rainha, agora é a vez dele. Meu povo tem medo das criaturas, eles precisam de um líder forte.
– Você também é Rocca - virando para Raul - não tem nenhum orc disposto a doar um pouco de sangue?
– Acho que apenas um, mas ele está na cidade do Valle.
– Não, meu filho, não chamei seu pai.
– Mãe ainda te ama.
– Mas está fraco, não quero que ele morra por mim.
– Rocca, eu entendo que você quer preservá-lo, mas já se passaram 500 anos, acho que ele já se fortaleceu. Peça para minha mãe entrar, Raul.
Ele assentiu e saiu, mas logo voltou com a Jéssica.
– Mãe você pode ir buscar Ravier?
– Sim claro, volto em cinco minutos.
Ravier (foto feita por Meta AI)
Cinco minutos depois, Jéssica entra com Ravier.
– Minha rainha, precisa de mim?
– Sim, Ravier preciso que doe seu sangue para sua mulher.
– Como desejar minha rainha.
– Chame a curandeira.
– Já estou aqui minha sobrinha. - disse Jaqueline entrando - Jéssica me falou que iria buscar Ravier para a transfusão, estou pronta.
– Ok pode começar. Vi que você já tinha curado a perna quebrada e o corte na jugular.
– Foi o que deu pra fazer, sem sangue não tinha mais o que fazer, mas agora tem.
Jaqueline pôs Ravier em uma poltrona ao lado da cama, inserido a agulha no braço dele, colocou a outra extremidade no braço de Rocca, com sua magia de cura, começou a fazer o sangue ser transferido para ela.
Quando ela percebeu que seria suficiente para a recuperação de ambos, ela parou a transfusão e retirou as agulhas.
– Pronto, agora é esperar, daqui uns 3 dias, estarão como novo. - disse Jaqueline guardando todo o equipamento. - Preciso lhe falar Rainha.
– É coisa séria, você só me chama de Rainha quando é sério, tia, tem algum lugar que eu possa conversar a sós, com ela, Raul?
– Tem sim rainha, no escritório do prefeito. Por aqui.
Eles saem do quarto e vão ao escritório.
– Onde está o prefeito? - pergunta Lúcia
– Ela saiu para resolver os estragos e dar um enterro digno aos nossos mortos.
– Ok, tudo bem, pode ir ficar com sua mãe, ela vai melhorar. Ah, diga a ela que eu aceito, a partir de hoje você é o novo líder dos orcs. Bem vindo a corte.
Disse e lançou um raio em direção a Raul, ele ficou parado, sentindo um ardor no braço direito e uma tatuagem surgiu ali, símbolo de Andraluz. Todos os líderes tinham uma, os que já haviam passado o título, a tatuagem ficava mais apagada, nos líderes era mais vivida.
Tattoo (Foto feita por Meta AI)
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Atualizado até capítulo 35
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