O Garoto, com seu plano misterioso, nos levou até uma antiga construção próxima ao Portal das Almas.
Era um lugar que parecia ter sido abandonado há décadas, com paredes rachadas e equipamentos enferrujados.
No centro da sala, havia uma máquina estranha, coberta de poeira e cabos desconectados.
"O que é isso?" perguntei, olhando para o Garoto com uma mistura de curiosidade e desconfiança.
"É um gerador de energia," ele respondeu, com um sorriso tímido.
"Se conseguirmos ligá-lo, podemos desativar a barreira que bloqueia o portal."
"E como você sabe disso?" perguntou o Barbudo, com um olhar desconfiado.
O Garoto encolheu os ombros.
"Eu li em um livro."
"Um livro?" repeti, levantando uma sobrancelha.
"Em meio ao apocalipse zumbi, você encontrou tempo para ler livros sobre geradores de energia?"
Ele sorriu, com um brilho nos olhos.
"Eu gosto de ler."
A Tentativa de Ligar o Gerador
Enquanto o Garoto começava a mexer nos cabos e botões da máquina, o resto do grupo ficou de guarda, observando os arredores em busca de zumbis.
A Arqueira estava ao meu lado, com o arco pronto, enquanto o Barbudo mantinha a espingarda apontada para a entrada.
"Você acha que isso vai funcionar?" ela perguntou, em voz baixa.
"Eu não sei," respondi, com um suspiro. "Mas é a nossa única chance."
De repente, o Garoto gritou: "Está funcionando!"
A máquina começou a emitir um zumbido baixo, e as luzes piscaram.
No entanto, antes que pudéssemos comemorar, um barulho alto ecoou do lado de fora.
Era um grupo de zumbis, atraídos pelo barulho da máquina.
"Ótimo," murmurei, olhando para a Arqueira. "Parece que vamos ter que lutar de novo."
Ela sorriu, com um brilho nos olhos. "Eu estava começando a ficar entediada."
A Batalha
Os zumbis entraram na construção, movendo-se com uma velocidade assustadora.
O Barbudo atirou, acertando um deles na cabeça, enquanto a Arqueira disparava flechas com precisão mortal.
Eu me juntei à luta, usando a Luz Purificadora para afastar os zumbis, mas logo percebi que estava ficando fraco.
"Eu não posso continuar assim," eu pensei, sentindo a energia drenar de meu corpo.
"Eu preciso encontrar uma maneira de me fortalecer."
Foi então que eu vi o Garoto, ainda mexendo na máquina, tentando estabilizar a energia.
Ele parecia concentrado, mas também assustado.
Eu sabia que precisava protegê-lo, não importa o custo.
"Fiquem atrás de mim!" eu gritei, posicionando-me entre os zumbis e o Garoto.
"Eu vou segurá-los!"
O Erro do Destino
Enquanto eu lutava, algo estranho aconteceu.
O Garoto conseguiu estabilizar a energia, e a máquina começou a funcionar em plena capacidade.
No entanto, a barreira que bloqueava o Portal das Almas não foi desativada — ela ficou ainda mais forte.
"O que está acontecendo?" perguntei, olhando para o Garoto com desespero.
Ele olhou para mim, com lágrimas nos olhos. "Eu... eu acho que fiz algo errado."
Foi então que eu percebi: o Garoto tinha cometido um erro.
Ele tinha invertido a polaridade da máquina, fortalecendo a barreira em vez de desativá-la.
E agora, estávamos cercados por zumbis, com o portal ainda bloqueado.
"Bem," eu disse, com um sorriso irônico.
"Parece que o destino gosta de pregar peças."
A Reflexão
Enquanto o grupo se preparava para a próxima onda de zumbis, eu me sentei no chão, olhando para o Portal das Almas.
Eu sabia que tinha cometido erros no passado, mas agora, eu estava determinado a corrigi-los.
"Eu não vou desistir," eu disse, para mim mesmo.
"Eu vou encontrar uma maneira de consertar isso."
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Atualizado até capítulo 34
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