Após o encontro com o feiticeiro Kurotsuki, Taro e seus amigos deixaram a caverna e acamparam ao pé do Monte Kurai.
A noite estava fria, e o céu estrelado parecia observar cada movimento deles.
Taro sentia o amuleto pulsar em seu peito, como se estivesse vivo.
Ele ainda não entendia completamente o que Kurotsuki quis dizer com "enfrentar sua própria escuridão interior", mas sabia que algo dentro dele estava mudando.
Enquanto se preparavam para dormir, Taro começou a sentir uma estranha sensação, como se algo estivesse se despertando em sua mente.
De repente, ele ouviu uma voz suave, quase como um sussurro, que vinha de dentro dele.
"Bem-vindo, Taro. Você foi escolhido."
Ele olhou em volta, mas Riku e Yumi estavam ocupados preparando o acampamento e não pareciam ter ouvido nada.
"Quem está falando?" perguntou Taro em voz baixa.
"Sou o Sistema Naobito," respondeu a voz.
Eu fui ativado pela maldição que você carrega. A partir de agora, cada decisão que você tomar terá consequências.
Você pode escolher o caminho da luz ou o caminho das sombras.
"A escolha é sua!"
Taro ficou confuso. "O que isso significa?"
"Você logo entenderá," disse a voz.
"Mas lembre-se: cada ato de bondade fortalecerá sua conexão com a luz, enquanto cada ato de egoísmo ou crueldade o aproximará das sombras.
No final, você se tornará aquilo que escolher ser."
Antes que Taro pudesse responder, a voz desapareceu, deixando-o com mais perguntas do que respostas.
A Interface Mental
Na manhã seguinte,Taro acordou com uma sensação estranha.
Ele sentia como se houvesse uma tela invisível em sua mente, mostrando informações que só ele podia ver.
Era o Sistema Naobito, que agora parecia estar completamente ativado.
A “interface” mental era simples, mas intrigante.
Havia uma barra de progresso dividida em duas partes: uma marcada como Luz e outra como Sombra.
No momento, ambas estavam equilibradas, mas Taro sabia que isso poderia mudar rapidamente.
"Como eu uso isso?" perguntou Taro mentalmente, tentando não chamar a atenção de seus amigos.
"Você já está usando," respondeu Naobito.
"Cada escolha que você fizer será registrada aqui. Mas cuidado: o sistema não é perfeito.
Às vezes, ele pode falhar ou interpretar suas ações de maneira incorreta."
"Falhar? Como assim?" perguntou Taro, preocupado.
"Você verá," disse Naobito, enigmaticamente.
A Primeira Escolha
Enquanto o grupo continuava sua jornada em direção ao vale abaixo do Monte Kurai, Taro começou a perceber que o Sistema Naobito estava sempre observando.
Cada pequena decisão, desde ajudar Yumi a carregar sua mochila até compartilhar sua água com Riku, era registrada na barra de progresso.
No entanto, a primeira escolha real veio quando eles ouviram gritos vindos de uma clareira próxima.
Taro e seus amigos se esconderam atrás de algumas árvores e observaram.
Um grupo de bandidos estava atacando uma caravana de mercadores.
Os bandidos eram brutais, rindo enquanto roubavam os pertences dos mercadores e os ameaçavam com espadas.
"O que fazemos?" sussurrou Riku, seu rosto pálido de medo.
"Podemos tentar ajudá-los," sugeriu Yumi, segurando firmemente seu bastão de caminhada.
Taro sentiu o amuleto pulsar em seu peito.
Ele sabia que essa era sua primeira escolha real desde que o Sistema Naobito foi ativado.
Ele poderia intervir e tentar salvar os mercadores, arriscando sua vida e a de seus amigos, ou poderia seguir em frente, evitando o conflito.
"Vamos ajudá-los," disse Taro, decidido. "Não podemos deixar que isso aconteça."
Riku e Yumi concordaram, e os três avançaram em direção à clareira.
Taro sentiu uma onda de energia percorrer seu corpo, como se o Sistema estivesse observando cada movimento dele.
A Batalha na Clareira
Os bandidos não esperavam por uma intervenção. Quando Taro e seus amigos apareceram, eles ficaram surpresos, mas logo recuperaram a compostura e atacaram.
Taro usou sua espada de madeira com habilidade, desviando dos golpes dos bandidos e contra-atacando com precisão.
Riku, apesar de seu medo, usou sua agilidade para distrair os bandidos, enquanto Yumi usou seu bastão para defender os mercadores.
Durante a batalha,Taro sentiu algo estranho.
Cada vez que ele desviava de um golpe ou ajudava um dos mercadores, uma luz suave emanava de seu corpo.
Mas quando um dos bandidos caiu no chão, ferido, Taro sentiu uma tentação estranha.
Ele poderia acabar com a vida do bandido, garantindo que ele nunca mais causaria mal a ninguém, ou poderia poupá-lo, mostrando compaixão.
O Sistema Naobito sussurrou em sua mente: "Escolha com sabedoria, Taro. Cada decisão moldará seu destino."
Taro olhou para o bandido ferido, que agora estava de joelhos, suplicando por misericórdia. Ele respirou fundo e baixou sua espada.
"Vá embora," disse Taro. "E nunca mais volte a fazer isso."
O bandido, surpreso, fugiu para a floresta, deixando para trás seus companheiros, que logo seguiram o exemplo.
As Consequências
Após a batalha, os mercadores agradeceram a Taro e seus amigos, oferecendo-lhes comida e suprimentos como recompensa.
Taro sentiu uma sensação de realização, mas também percebeu que algo havia mudado dentro dele.
O amuleto em seu peito brilhava mais intensamente, e ele sentiu que havia fortalecido sua conexão com a luz.
No entanto, o Sistema Naobito sussurrou novamente: "Você escolheu o caminho da compaixão.
Mas lembre-se: nem todas as escolhas serão tão claras.
Às vezes, o bem e o mal se confundem."
Taro olhou para seus amigos, que estavam comemorando a vitória, e sentiu um peso em seu coração.
Ele sabia que essa era apenas a primeira de muitas escolhas difíceis que teria que enfrentar.
As Falhas do Sistema
Mais tarde, enquanto o grupo descansava, Taro decidiu testar o Sistema Naobito.
Ele pegou uma maçã e a dividiu em três partes, dando uma para Riku e outra para Yumi.
Ele esperava que o sistema registrasse isso como um ato de bondade, mas, para sua surpresa, a barra de Sombra aumentou levemente.
"O que aconteceu?" perguntou Taro mentalmente.
"O sistema interpretou sua ação como um ato de egoísmo," explicou Naobito.
"Você manteve a maior parte da maçã para si mesmo."
"Isso não faz sentido!" protestou Taro.
"O sistema não é perfeito," disse Naobito.
"Ele pode falhar ou interpretar suas ações de maneira incorreta. Cabe a você decidir se confia nele ou não."
Taro suspirou, frustrado.
Ele percebeu que o Sistema Naobito não era uma ferramenta infalível, mas sim um guia imperfeito que exigia discernimento e sabedoria.
Após o incidente com a maçã, Taro começou a questionar o Sistema Naobito.
Ele percebeu que, embora o sistema fosse uma ferramenta poderosa, não era infalível.
Suas falhas poderiam levar a interpretações equivocadas de suas ações, e isso o deixava inseguro.
Como ele poderia confiar em algo que nem sempre entendia suas intenções?
Enquanto o grupo continuava sua jornada, Taro decidiu testar o sistema novamente.
Desta vez, ele encontrou um coelho ferido na floresta.
O animal estava com uma pata presa em uma armadilha, e Taro sentiu uma onda de compaixão.
Ele se ajoelhou ao lado do coelho e cuidadosamente libertou-o da armadilha.
"Você está bem agora," sussurrou Taro, acariciando o coelho antes de soltá-lo na floresta.
Imediatamente, ele sentiu o amuleto pulsar em seu peito e viu a barra de Luz no sistema aumentar levemente.
No entanto, para sua surpresa, a barra de Sombra também aumentou.
"Por que a barra de Sombra aumentou?" perguntou Taro mentalmente, confuso.
"O sistema interpretou sua ação como uma interferência no curso natural da vida," explicou Naobito.
"O coelho poderia ter sido uma presa para outro animal, e ao salvá-lo, você alterou o equilíbrio da natureza."
"Isso é ridículo!" protestou Taro. "Eu só queria ajudar."
"O sistema não julga suas intenções, apenas suas ações," respondeu Naobito.
"Cabe a você decidir se está disposto a aceitar as consequências de suas escolhas."
Taro suspirou, frustrado.
Ele começou a perceber que o Sistema Naobito era mais complexo do que imaginava.
Não se tratava apenas de escolher entre o bem e o mal, mas de entender as nuances de cada decisão e suas repercussões.
O Encontro com o Viajante Misterioso
No final da tarde, o grupo encontrou um viajante idoso sentado à beira do caminho.
Ele parecia cansado e faminto, com roupas esfarrapadas e um olhar perdido.
Taro sentiu uma onda de compaixão e decidiu ajudá-lo.
"Senhor, você está bem?" perguntou Taro, aproximando-se cuidadosamente.
O viajante olhou para ele com olhos cansados. "Estou apenas descansando, jovem.
Mas agradeço sua preocupação."
Taro ofereceu ao viajante um pouco de sua água e um pedaço de pão.
O homem aceitou com gratidão, e Taro sentiu o amuleto pulsar novamente.
Desta vez, a barra de Luz aumentou significativamente, enquanto a barra de Sombra permaneceu inalterada.
"Finalmente, algo que o sistema entendeu corretamente," pensou Taro, aliviado.
No entanto, enquanto o grupo se preparava para seguir viagem, o viajante olhou para Taro com um olhar penetrante.
"Você carrega uma grande responsabilidade, jovem," disse ele.
"Mas cuidado: nem tudo é o que parece. O caminho que você escolher moldará não apenas seu destino, mas o destino de muitos outros."
Antes que Taro pudesse responder, o viajante desapareceu, deixando para trás apenas uma leve névoa e um silêncio perturbador.
"O que foi isso?" perguntou Riku, olhando em volta, confuso.
"Eu não sei," respondeu Taro, sentindo um frio percorrer sua espinha.
"Mas acho que ele não era um viajante comum."
A Escolha Difícil
À noite, enquanto o grupo acampava, Taro decidiu explorar mais o Sistema Naobito.
Ele fechou os olhos e concentrou-se na interface mental, tentando entender como funcionava.
Ele percebeu que havia uma seção chamada Habilidades, que estava bloqueada.
"O que são essas habilidades?" perguntou Taro mentalmente.
"São poderes que você pode desbloquear à medida que avança no sistema," explicou Naobito.
"No entanto, cada habilidade tem um custo.
Algumas exigem que você se aproxime mais da Luz, enquanto outras requerem que você mergulhe nas Sombras."
Taro ficou intrigado.
Ele queria saber mais, mas sabia que não poderia desbloquear nenhuma habilidade até que fizesse escolhas mais significativas.
No dia seguinte, o grupo encontrou uma pequena vila que havia sido atacada por bandidos.
As casas estavam queimadas, e os moradores estavam desesperados.
Taro e seus amigos decidiram ajudar, distribuindo comida e água para os sobreviventes.
No entanto, enquanto ajudavam, Taro ouviu um gemido vindo de uma das casas destruídas.
Ele entrou e encontrou um bandido ferido, preso sob os escombros.
O homem estava gravemente ferido e mal conseguia respirar.
"Por favor... ajude-me..." sussurrou o bandido, estendendo uma mão trêmula.
Taro hesitou.
Ele sabia que o bandido era responsável pelo sofrimento da vila, mas também sabia que deixá-lo morrer seria uma decisão cruel.
Ele olhou para o Sistema Naobito e viu que a barra de Luz e a barra de Sombra estavam tremulando, como se o sistema estivesse indeciso.
"O que eu faço?" perguntou Taro mentalmente.
"Essa é uma escolha que só você pode fazer," respondeu Naobito.
"Mas lembre-se: cada decisão tem consequências."
Taro respirou fundo e decidiu ajudar o bandido.
Ele chamou Riku e Yumi, e juntos conseguiram libertar o homem dos escombros.
No entanto, assim que o bandido foi libertado, ele puxou uma faca e tentou atacar Taro.
Riku reagiu rapidamente, desarmando o bandido e o imobilizando.
Taro ficou chocado, mas também sentiu uma onda de alívio por não ter sido ferido.
"Você viu?" disse Riku, olhando para Taro com reprovação.
"Ele não merecia sua ajuda."
Taro olhou para o bandido, que agora estava sendo amarrado pelos moradores da vila, e sentiu um peso em seu coração.
Ele sabia que sua decisão de ajudar o bandido havia sido correta, mas também entendia que nem sempre as boas ações são recompensadas.
As Consequências
Após o incidente, Taro percebeu que a barra de Luz no Sistema Naobito havia aumentado, mas a barra de Sombra também havia subido levemente.
Ele ficou confuso.
"Por que a barra de Sombra aumentou?" perguntou Taro mentalmente.
"O sistema interpretou sua ação como um risco desnecessário," explicou Naobito.
"Ao ajudar o bandido, você colocou a si mesmo e seus amigos em perigo."
"Isso não é justo," protestou Taro.
"Eu só queria fazer a coisa certa."
"O sistema não julga suas intenções, apenas suas ações," respondeu Naobito.
"Cabe a você decidir se está disposto a aceitar as consequências de suas escolhas."
Taro suspirou, frustrado.
Ele começou a perceber que o Sistema Naobito era mais complexo do que imaginava.
Não se tratava apenas de escolher entre o bem e o mal, mas de entender as nuances de cada decisão e suas repercussões.
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Atualizado até capítulo 34
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