O Mundo dos Zumbis era um lugar assustador.
Cada passo que eu dava fazia um som estranho, como um gemido, e o ar tinha um cheiro forte de morte e desespero.
Eu não sabia quanto tempo havia passado desde que voltei daquela dimensão estranha, mas uma coisa era certa: eu estava completamente perdido.
O amuleto no meu peito ainda brilhava, mas de um jeito fraco, como se estivesse cansado.
Eu sentia a maldição pesando em mim, como se a escuridão estivesse tentando me engolir por dentro.
Mas eu não podia desistir.
Eu tinha que continuar.
O Encontro com o Vovô Jiro
Enquanto eu caminhava, vi uma figura à distância.
Era uma alma perdida, mas diferente das outras.
Ela parecia mais... consciente.
Eu me aproximei com cuidado e então percebi quem era.
Era Jiro, meu avô.
Ele estava lá, com o mesmo olhar sábio e gentil que eu lembrava.
"Jiro?" eu sussurrei, sem acreditar.
Ele sorriu, mas havia tristeza em seus olhos.
"Taro, meu neto.
Você está em um lugar perigoso."
"Eu sei," eu respondi, sentindo um nó na garganta.
"Eu não sei como sair daqui."
Jiro olhou-me com um olhar profundo.
"Você precisa se lembrar de quem você é.
A escuridão tenta te consumir, mas você é mais forte do que ela."
Eu senti lágrimas escorrendo pelo meu rosto.
"Eu não sei se consigo, Jiro.
Eu sinto que estou perdendo a mim mesmo."
Ele colocou uma mão no meu ombro, e eu senti um calor que há muito não sentia.
"O senhor é um Kurokawa, Taro.
A força do seu pai e a compaixão da sua mãe estão em você.
Não deixe que a escuridão apague isso."
Eu olhei para ele, tentando me segurar. "O que eu faço?"
"Encontre o Portal das Almas," ele disse.
"É o único caminho de volta.
Mas cuidado,Taro.
O portal é guardado por algo que você não está preparado para enfrentar."
Antes que eu pudesse perguntar mais, Jiro começou a se dissipar, como se nunca tivesse estado lá.
Eu estendi a mão, tentando segurá-lo, mas ele se foi, deixando apenas um eco de sua voz no ar.
A Busca pelo Portal das Almas
Eu continuei caminhando, com as palavras de Jiro ecoando em minha mente.
O Portal das Almas era minha única esperança, mas eu não fazia ideia de onde ele estava.
O mundo ao meu redor parecia se dobrar e se contorcer, como se estivesse tentando me confundir.
Enquanto eu avançava, eu vi mais almas perdidas.
Algumas tentavam me atacar, enquanto outras apenas olhavam para mim com olhos vazios.
Eu sabia que não poderia ajudar todas, mas também não poderia simplesmente ignorá-las.
Foi então que eu encontrei algo que me deixou intrigado.
No meio de uma clareira, havia um espelho antigo, cercado por uma aura estranha.
O espelho refletia uma luz fraca, como se mostrasse algo além do que os olhos podiam ver.
Eu me aproximei do espelho e olhei para o reflexo.
Eu vi uma imagem de mim mesmo, mas diferente.
O reflexo tinha olhos vermelhos e uma aura sombria, como se fosse uma versão corrompida de mim mesmo.
"O que isso significa?" eu perguntei, confuso.
"É o que você pode se tornar," sussurrou Naobito em minha mente.
"Aqui, suas escolhas definirão quem você é."
Eu olhei para o reflexo por um momento, sentindo uma onda de medo e dúvida.
Eu sabia que precisava continuar, mas também sabia que o caminho à frente seria cheio de desafios.
O Encontro com o Guardião
Após horas de caminhada, eu finalmente cheguei ao Portal das Almas.
Ele era uma estrutura imponente, feita de pedra negra e adornada com símbolos antigos.
No entanto, a entrada estava bloqueada por uma criatura gigantesca e aterrorizante.
Era o Guardião das Almas, uma entidade poderosa que parecia feita de escuridão pura.
"Você não pode passar," disse o Guardião, com uma voz que ecoava como um trovão.
"Eu preciso," eu respondi, tentando soar confiante. "Eu preciso voltar para casa."
O Guardião olhou para mim com olhos brilhantes. "Então prove que você é digno."
Ele atacou, movendo-se com uma velocidade assustadora.
Eu tentei me defender, mas estava fraco demais.
Eu usei a Luz Purificadora, mas desta vez o poder não foi suficiente.
O Guardião desviou do ataque e golpeou-me com uma força avassaladora, fazendo-me cair no chão.
Eu olhei para o amuleto em meu peito, que agora brilhava intensamente.
Eu sabia que não poderia vencer o Guardião apenas com força.
Eu precisava encontrar uma nova maneira de lutar.
O Sacrifício
Eu concentrei toda a energia que me restava no amuleto, canalizando-a em um último ataque.
A luz que emanou de meu corpo foi tão brilhante que iluminou todo o Mundo dos Zumbis, dissipando as criaturas e as sombras ao meu redor.
O Guardião gritou em agonia, tentando se proteger, mas a luz era muito forte.
Quando a luz se dissipou, eu estava deitado no chão, sem vida.
O amuleto em meu peito havia se quebrado, e as sombras ao meu redor começaram a se dissipar.
O Guardião havia desaparecido, mas eu sabia que ele não estava morto — apenas derrotado, por enquanto.
O Retorno
Eu abri os olhos e vi o Portal das Almas à minha frente.
Ele estava aberto, e eu sabia que era minha chance de voltar para casa.
Eu me levantei, sentindo uma onda de alívio e tristeza.
Eu sabia que o caminho à frente seria difícil, mas também sabia que eu não estava sozinho.
"Eu sou Taro," eu disse, para mim mesmo. "E eu vou encontrar uma maneira de voltar para casa."
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Atualizado até capítulo 34
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