Assim que Tetsuya se foi, Alex desferiu um soco na porta da solitária gritando: “Desgraçado!”
Alex começou a caminhar de um lado para o outro pensativo, mas como ele não poderia fazer nada, o tempo passou e a noite chegou rapidamente.
A noite caiu sobre o presídio, e a solitária ficou ainda mais escura e silenciosa. Alex sentou-se no chão, encostado na parede, e fechou os olhos, tentando descansar.
Mas sua mente não conseguia relaxar. Ele estava pensando em Tetsuya e no senhor colecionador de unhas, e em como ele poderia se vingar deles.
De repente, Alex ouviu um barulho vindo do corredor. Ele se levantou e foi até a porta da cela, olhando pelo visor.
Ele viu um dos guardas do presídio se aproximando, com uma bandeja de comida na mão. Alex sabia que era a ceia, e que ele precisava comer para manter suas forças.
Mas quando o guarda chegou à cela, Alex notou que ele estava agindo de forma estranha. Ele estava olhando em volta, como se estivesse com medo de ser visto.
"O que está acontecendo?" perguntou Alex.
O guarda olhou para ele e disse: "Nada, apenas a ceia. Mas...". Ele pausou e olhou em volta novamente. "Eu tenho uma mensagem para você, Alex Corson. De um amigo".
Alex ficou curioso. Quem poderia estar enviando mensagens para ele? E o que poderia ser essa mensagem?
“Um amigo?” Cochicou Alex.
O guarda entregou a bandeja.
“Kaito manda lembranças, um amigo nunca se esquece do outro,” disse o guarda.
Assim que Alex olhou para a comida, ele viu que havia algo por baixo do arroz. Alex apenas sussurrou de volta: “Entendi, obrigado”.
O guarda apenas acenou com a cabeça e se retirou. Alex pegou a bandeja em mãos e se sentou no canto da solitária.
Alex olhou em direção a porta antes de fazer seu primeiro movimento, e após se certificar, Alex usou a colher de papel para afastar o arroz e descobrir uma pequena faca de fabricação caseira em seu prato.
Alex sorriu levemente e disse em voz baixa: “Kaito, Kaito, eu não sei quem é você, mas acho que somos mesmo amigos… Agora eu só preciso cumprir com a minha parte do acordo. Eu vou matar Ryota Nakamura”.
Não demorou muito até que Alex ouvisse passos do lado de fora de sua cela. Alex então escondeu a faca por dentro de suas roupas.
“Asuka… Finalmente chegou a hora,” sussurrou Alex. “Finalmente eu vou cumprir com minha missão original aqui matando dois coelhos com uma só cajadada, e você será livre, livre dessa perseguição que te impede de viver”.
Um dos guardas se aproximou da cela e a abriu.
“Alex Corson, você tem visitas,” disse o guarda.
Antes que Alex pudesse dizer qualquer coisa, ele logo viu que se tratavam dos três homens do senhor colecionador de unhas.
“Então chegou a hora?” Perguntou Alex.
Sem responder, um dos homens disse: “Venha conosco, vamos dar uma volta”.
Um dos homens entregou um maço de notas na mão de um dos guardas e fez um sinal de silêncio para ele. O guarda sorriu e assentiu com a cabeça.
Enquanto levavam Alex, um dos homens disse: “O senhor Ryota Nakamura ficará muito feliz em vê-lo, Alex Corson”.
Alex foi levado pelos três homens do senhor colecionador de unhas, acompanhados pelo guarda subornado. Eles o levaram por um corredor longo e escuro, até chegarem a uma porta de madeira pesada.
Um dos homens bateu na porta três vezes, e uma voz grave e autoritária respondeu: "Entre".
A porta se abriu, e Alex foi empurrado para dentro da sala. Ele se viu em uma sala luxuosa, com móveis caros e tapeçarias valiosas. No centro da sala, sentado em uma cadeira de couro, estava o senhor Ryota Nakamura.
Ryota Nakamura era um homem alto e magro, com cabelos grisalhos e olhos frios. Ele olhou para Alex com um sorriso cruel e disse: "Ah, Alex Corson. É um prazer finalmente conhecê-lo".
Alex sabia que precisava ser cuidadoso. Ele estava em uma situação perigosa, e precisava encontrar uma maneira de se safar. Ele olhou em volta da sala, procurando por qualquer coisa que pudesse usar a seu favor.
E então, ele lembrou da faca que Kaito havia enviado. Ele a havia escondido em suas roupas, e agora era o momento de usá-la.
“Por favor, não se acanhe,” disse Ryota Nakamura. “Aproxime-se, sente-se aqui na tapeçaria, de frente para mim, eu quero conhecê-lo melhor”.
Alex hesitou, mas um dos homens o empurrou e Alex acabou caindo de joelhos sobre a tapeçaria.
Ryota Nakamura olhou para Alex com um olhar frio e disse: “Sabe, não sou um homem de pedir duas vezes, eu não gosto muito disso, então… Apenas me obedeça, tudo bem?”
Alex se sentou na tapeçaria com o pensamento na faca que estava escondendo e pronto para cortar a garganta de Ryota Nakamura.
“Eu fiquei sabendo que lá no Brasil, de onde você veio, você é conhecido como o Berserk das ruas,” disse Ryota Nakamura. “Eu gosto de lutas, e me disseram que você é um verdadeiro campeão”.
Desconfiado com a declaração, Alex perguntou: “Quem foi que te contou sobre mim?”
Ryota Nakamura sorriu friamente e respondeu: “Uma pessoa aqui e outra ali, eu tenho muitos contatos, senhor Alex Corson”.
Alex franziu a testa, desconfiado da resposta de Ryota Nakamura. Ele sabia que Ryota Nakamura estava escondendo algo, e ele precisava descobrir o que era.
"O que você quer de mim?" perguntou Alex, tentando manter a calma.
Ryota Nakamura sorriu novamente e disse: "Eu quero ver se você é tão bom quanto dizem. Eu quero ver você lutar".
Alex sentiu um arrepio na espinha. Ele sabia que Ryota Nakamura estava planejando algo, e ele precisava estar preparado.
"O que você tem em mente?" perguntou Alex, tentando ganhar tempo.
Ryota Nakamura se levantou da cadeira e disse: "Vamos ver. Vamos ver se você é capaz de derrotar meu melhor lutador".
Alex sentiu um nó no estômago, mas a oportunidade bateu à sua porta quando Ryota Nakamura se virou para acenar para um de seus homens que estava na sala com ele. Naquele exato momento, Alex sacou a faca, correu até Ryota Nakamura, saltou e o esfaqueou no pescoço. Alex puxou a lâmina de um lado a outro cortando a garganta de Ryota Nakamura.
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Atualizado até capítulo 21
Comments
Fatima Vieira
eita
2025-03-04
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