A temporada que se seguiu em Manchester foi projetada para ser lendária, uma que os livros de história do futebol lembrariam não apenas pelos troféus conquistados, mas pelas histórias de superação, amor e legado que seriam escritas. Luís e Renan, agora firmemente estabelecidos como pilares do Manchester City, tinham seus olhos fixos em um objetivo quase mítico: a tríplice coroa. Mas o destino tinha mais em mente para eles do que apenas vitórias no campo.
A temporada começou com um marco espetacular: o Super Mundial de Clubes. Com um desempenho que só poderia ser descrito como dominante, o Manchester City, liderado por Luís e Renan, conquistou o título mundial, derrotando o campeão asiático na final. Luís foi o herói da partida, marcando o gol da vitória em uma demonstração de habilidade e determinação. Este foi apenas o começo de uma jornada que parecia ser abençoada pelos deuses do futebol.
A Premier League foi a próxima conquista, com o City mostrando um futebol de outra galáxia. Luís, com sua pontaria mortal, e Renan, com sua capacidade de orquestrar o jogo, foram fundamentais para cada vitória. A campanha foi uma obra-prima de consistência, e quando o último jogo terminou, com o City erguendo o troféu, não havia dúvidas de que estavam escrevendo uma nova página na história do clube.
No meio da temporada, o Intercontinental de Clubes foi uma oportunidade de ouro, e o Manchester City não desapontou. Contra um time sul-americano de renome, eles mostraram que a força do futebol europeu não era apenas uma questão de sorte. Renan, com uma assistência que parecia saída de um sonho, encontrou Luís para o gol decisivo, selando mais um título internacional.
A Copa da Inglaterra foi uma batalha feroz, mas o City, com Luís e Renan no coração da equipe, prevaleceu. Em uma final emocionante contra o Arsenal, Luís marcou o gol da vitória nos últimos minutos, uma exibição de paixão e talento que solidificou sua importância para o time. A celebração foi um momento de pura alegria, com Miguel correndo para o campo, abraçando seus pais, uma imagem de família e união que encantou o mundo.
Mas a Champions League prometia ser o maior desafio de todos. O caminho até a final foi repleto de partidas épicas, de adversários que testaram cada limite do time. Na final, enfrentando o Real Madrid, Luís e Renan estavam prontos para dar tudo. Luís, em uma atuação de mestre, marcou dois gols, colocando o City em uma posição vantajosa. A alegria, no entanto, foi rapidamente substituída por preocupação quando, nos acréscimos, em uma jogada de maldade, um defensor do Real Madrid fez uma entrada que lesou gravemente Luís.
A lesão foi séria, e as primeiras avaliações médicas não eram encorajadoras. A possibilidade de que essa poderia ser a última partida de Luís no futebol profissional pairava no ar como uma nuvem escura. A notícia abalou não apenas o clube, mas também a família. Renan, em choque, ficou ao lado de Luís, enquanto Miguel, ainda jovem para entender completamente a gravidade da situação, sentia a tristeza que permeava o ambiente.
Após a vitória na Champions League, selando a tríplice coroa, a celebração foi amarga. Luís, ainda no hospital, recebeu as notícias com uma mistura de orgulho e desespero. A depressão começou a se instalar; o futebol havia sido sua vida, seu meio de expressão, e a ideia de que tudo poderia acabar assim era devastadora.
Renan, que sempre foi o pilar de força para Luís, agora tinha um novo papel: ser o suporte emocional de seu companheiro. Ele organizava visitas de colegas de equipe, amigos e familiares, tentando manter um ambiente positivo. Miguel, com sua inocência infantil, trazia momentos de risadas e distração, desenhando para o pai, contando histórias inventadas e ajudando a ler seus livros favoritos. Renan lia "A Aventura do Pequeno Capitão" para Luís, lembrando-o de que, independentemente do que acontecesse, ele já havia deixado um legado que iria além do campo.
A recuperação foi um processo lento e incerto. Luís passou por várias cirurgias e sessões de fisioterapia intensiva. A mídia estava cheia de especulações sobre seu futuro, mas a família mantinha um círculo fechado, concentrando-se na recuperação. Renan, com a ajuda de amigos e ex-colegas de equipe, organizou um evento de caridade em prol da pesquisa médica para lesões esportivas, mostrando que mesmo fora do campo, poderiam fazer a diferença.
A depressão de Luís foi um desafio tanto para ele quanto para Renan. Houve dias onde a luz parecia se apagar, onde o amor pelo jogo parecia perdido. Mas em meio à escuridão, momentos de esperança surgiam. Renan começou a incentivar Luís a escrever, não apenas sobre futebol, mas sobre sua jornada, sobre a dor e a recuperação, sobre o amor e a perda. Luís, aos poucos, encontrou na escrita uma nova forma de se expressar, canalizando suas emoções em palavras que poderiam inspirar outros.
Miguel, por sua vez, continuava a trazer a alegria do futebol para dentro de casa. Ele praticava no quintal, às vezes com Luís observando das janelas, sorrindo com orgulho misturado com saudade do campo. Eles assistiam a jogos juntos, analisando táticas, discutindo jogadas, mantendo a paixão pelo esporte viva de uma maneira diferente.
Quando Luís começou a recuperar a mobilidade, uma nova perspectiva surgiu. Ele começou a considerar a possibilidade de não voltar ao futebol profissional como jogador, mas talvez como treinador ou comentarista, usando sua experiência e conhecimento para continuar contribuindo para o esporte que amava. Ele também se dedicava mais à literatura, escrevendo um novo livro, "Além do Jogo", que falava sobre a vida após a lesão, sobre encontrar propósito além do futebol.
O apoio de Renan e Miguel foi crucial. Eles organizaram surpresas, como partidas de futebol adaptado onde Luís poderia participar, mesmo que fosse de forma limitada. A comunidade do futebol, reconhecendo o impacto de Luís tanto dentro quanto fora do campo, lhe ofereceu várias oportunidades para continuar envolvido, desde comentar partidas para grandes redes de televisão até palestras motivacionais em escolas e academias de futebol.
A temporada terminou com uma cerimônia no Etihad Stadium, onde Luís foi homenageado não apenas por suas conquistas, mas pelo legado que estava deixando. A torcida, colegas, e até adversários do passado estavam presentes, aplaudindo um homem que havia mostrado que o verdadeiro espírito do futebol vai além de gols e troféus; é sobre coragem, amor e a capacidade de renascer das cinzas.
Luís, Renan e Miguel, juntos, olharam para o futuro com uma nova compreensão. Eles haviam conquistado a tríplice coroa, o Intercontinental de Clubes e o Super Mundial, mas o maior triunfo talvez fosse a jornada de superação, a força de um amor que pode curar todas as feridas e a construção de um legado que transcende o esporte. Luís sabia que, independentemente do que o futuro reservasse, ele tinha a família mais forte e amorosa ao seu lado, pronta para escrever o próximo capítulo juntos, não importa onde fosse.
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Atualizado até capítulo 61
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