Capítulo 18

Melissa ouvia atentamente, absorvendo cada palavra, e sorriu ao ouvir a mensagem. Ela sabia que, em algum nível, as palavras de Sabrina faziam sentido.

Sabrina: (virando-se para Anna) E você, Anna? Qual é a sua pergunta?

Anna, com um sorriso brincalhão, respondeu, já sabendo que não poderia esperar nada muito sério.

Anna: (rindo) Eu só quero saber se vou ficar mais rica!

Sabrina, sorrindo pela leveza da pergunta, puxou mais cartas e, ao olhar para elas, começou a falar com seriedade.

Sabrina: (calma, mas com uma leve ironia) Você tem muitas possibilidades à sua frente, mas as cartas indicam que o caminho para a riqueza não será fácil. A verdade é que você precisa se concentrar mais no que realmente importa, nas coisas que estão ao seu redor, nas relações que você constrói. O dinheiro virá, mas a felicidade verdadeira não está nele.

Anna riu da leitura, levando tudo com bom humor.

Anna: (brincando) Então, não vou ser milionária?

Sabrina deu uma risadinha, mas logo virou-se para Jenna.

Sabrina: (séria) E você, Jenna? O que quer saber?

Jenna, que estava ansiosa, fez a pergunta com um tom mais cauteloso.

Jenna: Eu... (pausando, um pouco mais tímida) Eu queria saber como posso conquistar o meu crush secreto.

Sabrina olhou para Jenna, agora mais concentrada. Ela sentiu a energia da pergunta e puxou algumas cartas, encarando-as por um momento antes de olhar nos olhos de Jenna.

Sabrina: (calmamente) Ele está mais perto do que você pensa. Mas você precisa ser honesta consigo mesma e com ele. A carta que saiu fala sobre sinceridade e abertura. Você precisa se permitir mostrar quem você realmente é, sem medo. Só assim ele vai se aproximar. Não tenha pressa, as coisas vão acontecer no tempo certo.

Jenna sorriu, seus olhos brilhando com a esperança renovada.

Jenna: (sorrindo) Uau, Sabrina, isso foi... incrível!

As três estavam fascinadas com a leitura de Sabrina. Elas sentaram em silêncio por um momento, processando as palavras que acabaram de ouvir. Sabrina, agora mais relaxada, sorriu para elas, ainda com uma aura misteriosa, mas de alguma forma mais acessível.

Sabrina: (com um sorriso suave) Eu disse que era sagrado. Mas acho que vocês entenderam o recado.

A sessão de tarô terminou, e as meninas começaram a arrumar o local, apagando as velas e guardando as cartas de Sabrina com cuidado. A energia no ambiente estava mais leve agora, e o clima descontraído foi voltando aos poucos, acompanhando as risadas e conversas entre elas. Sabrina se sentia mais centrada após as leituras, mas sabia que era hora de se preparar para o jantar. Elas rapidamente se vestiram de forma elegante, mas sem perder o tom descontraído do momento.

Alguns minutos depois, já estavam prontas e saíram do quarto, indo em direção ao restaurante do hotel. Quando entraram, Sabrina percebeu que Hugo estava com alguns alunos em uma mesa mais afastada. Ele era sempre cercado por uma aura de simpatia, com seu sorriso e atitude de bom humor, o que fazia com que muitas alunas se sentissem atraídas por ele. Ele era lindo, é claro, mas seu jeito simpático e engraçado fazia com que todos gostassem de estar ao seu redor. Ao perceberem a presença de Sabrina, as alunas olharam para ela com olhares discretos, lembrando do ocorrido mais cedo.

Mas Sabrina, ao contrário do que muitos imaginavam, se manteve tranquila. Seu olhar estava mais sereno, com um sorriso suave no rosto, quase enigmático. Ela não demonstrava nenhuma insegurança, apenas caminhava com confiança até a mesa de Lucas, o abraçando rapidamente, com um sorriso mais sincero desta vez.

Sabrina: (com um sorriso suave) Lucas, me desculpe por como te tratei antes. Eu estava... fora de mim.

Lucas ficou um pouco surpreso, mas respondeu ao abraço com afeto, embora ainda estivesse confuso com a mudança repentina de atitude de Sabrina.

Lucas: (com um sorriso leve) Não precisa se desculpar. Eu entendo. Como você está?

Sabrina sorriu de volta, com o rosto mais calmo e tranquilo.

Sabrina: (calmamente) Estou melhor agora. Só precisei de um tempo para mim mesma.

Enquanto isso, Hugo, que observava de longe, se sentia angustiado, não por causa do que sentia por Sabrina, mas pela situação em si. Ele sempre foi o tipo de pessoa que se esforçava para ser simpático e acolhedor com todos, sem distinção. Ele queria ser alguém legal, que tivesse uma energia boa ao redor, e isso fazia com que ele fosse querido por todos, incluindo Sabrina. No entanto, ao ver Sabrina e Lucas se abraçando, uma leve frustração surgiu nele, mas não por um motivo pessoal, e sim por perceber que havia falhado em seu papel de ser simpático e ajudar, especialmente depois do incidente de mais cedo.

Hugo sempre procurava agir de maneira descontraída e engraçada com todos, e a última coisa que queria era deixar qualquer situação desconfortável. Sua raiva não era dirigida a Sabrina, mas ao fato de não ter lidado com tudo de uma forma mais cuidadosa. Ele sabia que tinha sido precipitado ao agir daquela forma e se sentia incomodado por não ter conseguido ser o "fofo" que sempre tentava ser.

Sabrina e as meninas se sentaram à mesa onde Lucas estava, e logo o ambiente se encheu de risadas e conversas. Lucas, sempre animado, apresentou Sabrina a alguns dos seus amigos e amigas, que eram, sem dúvida, os mais populares da escola. As meninas pareciam muito à vontade, e Sabrina percebeu que, apesar de estar no meio de tantas pessoas novas, ela se sentia estranhamente acolhida. Mesmo assim, ela não podia negar que sua mente ainda estava presa no ocorrido de mais cedo.

Conforme o jantar prosseguia, Sabrina tentou se distrair com a comida e com as conversas, rindo e se divertindo. Contudo, algo dentro dela ainda estava em conflito. Ela tentava afastar esse pensamento, mas não conseguia ignorar a sensação de desconforto que lhe rondava. Quando o assunto finalmente se desviou para algo mais leve, Jenna se aproximou de Sabrina com um sorriso sutil, e, num tom baixo, pediu para conversar.

Jenna: (sussurrando, com um olhar curioso) E aí, Sabrina, o que você vai fazer com o que aconteceu hoje? Vai contar para os seus pais? Se você fizer isso, vai dar um problema enorme para o Hugo, e ele pode ter sérios riscos na área profissional dele… Ou você vai esconder tudo, só entre nós?

Sabrina olhou para Jenna por um momento, absorvendo a pergunta. Ela sabia que aquela conversa não era fácil. Em seu coração, o que aconteceu mais cedo parecia ter ficado para trás, mas, ao mesmo tempo, ela sabia que o impacto de suas decisões poderia ser maior do que ela imaginava.

Ao olhar para Hugo, que estava em uma mesa afastada com outros alunos, Sabrina percebeu algo. Ele estava ali, mas sua postura estava distante, como se ele estivesse absorto em seus próprios pensamentos, alheio ao que acontecia ao seu redor. Mesmo com a companhia dos outros alunos, parecia que ele não estava totalmente presente, e havia algo em seu olhar, uma tristeza sutil, que chamou a atenção de Sabrina.

Sabrina permaneceu observando Hugo por alguns segundos, seu olhar fixo no rosto dele, como se tentasse entender o que se passava em sua mente. Ela viu a expressão distante e, por um momento, sentiu uma sensação estranha se formando em seu peito. Era uma mistura de empatia e algo que ela não conseguia identificar, talvez até um pouco de pena. Mas o sentimento não fazia sentido, especialmente considerando o que aconteceu entre eles mais cedo.

Sem saber o que exatamente fazer com essa emoção, Sabrina sentiu uma vontade súbita de se aproximar dele, abraçá-lo e dizer que estava tudo bem. Algo nela a impulsionava a dar esse passo, a fazer com que ele soubesse que o que aconteceu não significava o fim de tudo. Como se ela não quisesse perdê-lo, como se ele fosse uma peça importante para ela, mesmo sem ter clareza sobre o porquê.

Sabrina: (com voz suave, mais para si mesma) Eu... não sei, Jenna. Eu realmente não sei o que fazer. Eu só... não sei.

Jenna a observou atentamente, percebendo a confusão nos olhos de Sabrina, e não pressionou mais. Ela sabia que Sabrina não tomaria uma decisão precipitada, e ela não queria forçá-la a se decidir sem antes refletir. O olhar de Sabrina continuava distante, e Jenna deu um sorriso compreensivo antes de voltar para a conversa com as outras pessoas.

Enquanto isso, Sabrina sentia uma verdadeira luta interna. Por um lado, havia o peso do que aconteceu, o risco de colocar Hugo em uma situação difícil. Por outro, algo dentro dela dizia que talvez tudo o que ele precisasse fosse um pouco de compreensão, e quem sabe, um pouco de amizade. Isso a fazia pensar em como ele sempre foi gentil com todos, e ela não queria ser a pessoa a tirá-lo desse equilíbrio.

Por mais estranho que fosse esse sentimento, Sabrina sabia que precisava tomar um tempo para refletir sobre tudo aquilo. Ela não queria tomar uma decisão errada, mas, ao mesmo tempo, não podia ignorar a empatia que estava começando a sentir por Hugo.

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Comments

Maria Eduarda

Maria Eduarda

kakakkakakakak, o que eu perguntaria

2025-01-27

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