Segredo

...Francis ...

A minha sala exalava o cheiro de sexo, o gosto dela ainda estava na minha boca, o seu aroma estava impregnado no meu corpo. Tem sido assim a semana inteira, trepamos todos os dias, no carro, no escritório a última vez nem conseguimos esperar para chegar na minha sala então fizemos ali mesmo no elevador, não estou reclamando, mas estou me sentindo uma "puta" ela não me leva na casa dela, e ela não quer ir na minha, nunca passamos a noite juntos nem mesmo em um motel ou coisa parecida ela também não fala sobre relacionamento e toda vez que toco no assunto ela faz bico e jura que essa e a última vez, como agora mesmo. Estou observando ela tentar arrumar a sua aparência para disfarçar que não tinha acabado de ser comida em cada parte do meu escritório, ela jura que ninguém percebeu, mas só pelos sons que ela faz enquanto eu meto nela, dar para ser escutado por toda parte, ela bem escandalosa, adoro isso.

- Que tal sairmos para jantar?

- não posso eu...

- tenho coisas mais importantes para fazer. Já até decorei o seu discurso.

Falei com um tom sarcástico.

- se já sabe a resposta, por que pergunta?

- sabia que eu não sou só um pedaço de carne?

Ela olha para mim e sorri.

- O corpo humano é composto por aproximadamente 60% de água, além de outros componentes, como gordura, proteínas, minerais e carboidratos. Então eu sei que você não é só um pedaço de "carne".

Eu amo quando ela fala dessas coisas inteligentes, isso que a faz ser especial ela não usa o seu cérebro para se gabar ou se mostrar diantes as pessoas, ela só responde naturalmente.

- você sabe que é sobre isso que estou falando.

- então e sobre o que?

Ela já tá pegando a sua bolsa para sair, quando eu a agarra e a sento na minha perna.

- estou falando disso. Você vem aqui, usa o meu corpo, se satisfaz e depois me abandona.

- não estou te abandonando, eu só estou voltando ao meu trabalho.

- não?

- não!

- eu só sirvo para apagar o fogo dessa sua periquita fogosa né.

Ela só toma gargalhada genuína, o som é tão bom, pena que ela tá se divertindo com os meus sentimentos.

- você não quer saber de mim, não me manda mensagem se eu não mandar, não dorme comigo, a coisa é só sexual.

- e isso é perfeito.

Ela me dar um beijo nos lábios delicadamente.

- eu quero mais.

- foi você que disse que seria meu amante.

- larga esse cara e fica comigo, você me quer e eu te quero.

Mergulho no seu pescoço, a cheirando e brincando com o seu cabelo.

- eu não tenho namorado já disse isso. Então, porqueque você não pode viajar comigo? Ou dormir na minha casa? Ou namorar comigo?

- isso e só casual, para de tentar complicar as coisas.

- eu te fiz alguma coisa, para você me tortura assim?

- bom tirar a minha virgindade e me largar sozinha na praia e um motivo?

- eu nunca fiz isso.

- lá vem você de novo negando. Quando abri os meus olhos você não estava do meu lado?

- se você tivesse esperado dois minutos teria visto que eu voltei e ainda passei o dia te procurando.

- jura?

Ela parecia surpresa.

- pode perguntar para qualquer um, eu fiquei louco atrás de você até contratei detetives para te encontrar, mas infelizmente eu só tinha o seu primeiro nome. Então isso não e culpa minha.

- em primeiro lugar por que você saiu?

- tive que atender um telefonema.

- era tão importante assim, para me deixar só?

Parei um segundo e não acredito que vou usar o câncer da minha mãe, para fazer ela sentir pena de mim, pensando bem e uma boa jogada no amor e na guerra vale tudo.

- a minha mãe estava internada em um hospital tratando de um câncer no ovário, eu tinha que atender aquela poderia ser a última ligação dela.

Ela ficou pálida e fria.

- ela... el... Bem?

Ela estava gaguejando, o seu rosto de preocupação era evidente.

- ela tá curada e agora tá de férias com o meu pai na Itália.

- que bom. Mas enquanto essa tal de nina?

- como sabe o nome da minha cachorrinha falecida?

- Nina é uma cachorrinha?

- era! Ela faleceu há alguns anos e ainda sinto falta dela.

Ela levou a mão no seu rosto e ficava repetindo: Burra, burra, burra, várias e várias vezes.

- ei calma, você não é burra e a mulher mais inteligente que eu conheço.

Contenho a vontade de sorrir dela, ela pensou que a nina era uma mulher? Isso vai dar uma bela história no futuro.

- agora que resolvermos os dilemas podemos namorar?

- não!

- que droga porque não?

- porque a vida não e um morango.

Ela me dar um beijo de despedida e vai embora, partir daquele dia ela parou de ir no meu escritório sempre que era um assunto sobre a empresa ela mandava a secretária, as mensagens eram ignoradas eu cheguei a ir no prédio dela, mas eu não a vi fiquei com tanto medo dela desaparecer de novo que já estava entrando em um colapso. Entrou no meu escritório em ruínas, abro o meu cofre e retiro de lar o relatório do detetive e começo a ler, espero achar as respostas que estou procurando.

- registro de parto?

Limpei os olhos novamente, eu não podia acreditar no que estava lendo, ela teve um filho? E pela data de nascimento tenho certeza que o filho é meu.

- então é isso o seu segredo Lívia Marie.

Um filho, eu nunca pensei em ser pai, mas ter um filho com a mulher que eu amo era incrível, mas, ao mesmo tempo que eu estava feliz, eu também estava frustrado como ela não me contou? Eu sou a porra do pai, ou não sou?

Esperei ela sair da empresa dela, assim que noto o carro saindo da garagem eu interdito quase fazendo uma batida, mas fui rápido o suficiente, sai do carro e fui até ela, bati na janela e ela abriu.

- precisamos conversar.

- não tenho tempo agora.

- quando ia me contar sobre o meu filho?

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