• Colégio Kane 11:00h
Uma sala grande, tinha várias cadeiras posicionadas em círculos. No meio do círculo, alguns cavaletes com telas em branco.
Louis Olid se posicionou no centro, enquanto várias jovens entravam e tomavam seus lugares.
...
Vinny: Essa é definitivamente a única aula que você gosta não é Ezra?
Ezra: Sim. Estou muito feliz hoje.
Lin: O que vai acontecer com a outra professora de artes?
Vinny: Provavelmente vai dividir as turmas com o professor Louis.
Lin: É verdade. Faz sentido.
Ezra: Então, tivemos sorte de estar com ele.
Uma jovem se aproximou de Lin, ela usava uma saia cinza, e a camisa branca do uniforme, que realçava a cor amarela de seus cabelos, bem longos.
Lin: Quer falar comigo Kelly?
Kelly: Sim. É, posso sentar aqui?
A menina indicou a cadeira vazia ao lado de Lin.
Lin: Claro. Sem problemas.
Kelly: Você vai para o acampamento, amanhã?
Lin: Sim. Você também?
Kelly: Sim. Eu também vou. Faz tempo que o colégio não tem uns passeios legais né?
Lin: É? Não me recordo de períodos sem nenhum evento.
Kelly: Sim, haviam outros, mas eram muito chatos.
Louis: Alunos! Para quem ainda não me conhece, sou o Professor de Artes, Louis Olid. Eu quis trazer hoje, uma ideia interessante para trabalharem nos próximos meses; As telas!
Ezra: As telas?
Lin: Então vamos pintar certo?
Ezra: Que legal.
Louis: A tela em si, é uma ferramenta de importante para expressar a arte, uma, que se torna viva, a partir da sua junção com o que é criado nela. Temos inúmeras formas de criação para elas. A maioria de vocês, com certeza viu essas telas e já imaginou pincéis e tinta. Vamos além disso! Tintas, lápis, giz, carvão, texturas em relevo e uma infinidade de técnicas, que criam algo espetacular! Por isso, quero a atenção de todos, a partir de agora...
O Professor não teve dificuldade alguma em prender a atenção dos alunos, com a sua forma apaixonada de se expressar pelo tema. Chagado o fim do dia, enquanto os alunos iam embora, ele parou perto de outros dois professores, que no portão do colégio, observavam os jovem saírem.
Louis: Boa tarde.
Prof. Ramires: Louis, seja bem vindo de volta.
Prof. Geisa: É realmente, estamos felizes que tenha voltado. Lamentamos muito a sua perda, não deve ter sido fácil.
Louis: ...
Ramires olhou para Geisa, e tossiu levemente antes de continuar.
Prof. Ramires: Bem, souberam da operação policial que aconteceu mais cedo?
Prof. Geisa: Sim, e como não saber. Quatro oficiais estavam nas entradas do colégio. Pediram para trancamos os portões.
Louis: Então... Eram mesmo dispostos o que escutei.
Prof. Geisa: Disparos!? Eu não ouvi nada da minha sala. Ainda bem, se não acho que mandaria todos deitarem no chão.
Prof. Ramires: Curioso, daria mesmo para ouvirmos daqui? Parece que a operação foi lá nos prédios abandonados.
Louis: Talvez eu tenha... imaginado.
Prof. Geisa: Olha só, lá vem o Ezra... Esse menino... Se é que dá para chamar de menino, deveria estudar em uma escola especial.
Louis olhou Ezra que vinha sorrindo na direção deles.
Louis: Porque diz isso?
Prof. Geisa: Ele é todo problemático. Ele e grande e desajeitado, está sempre quebrando coisas e machucando os outros alunos... Ele é violento. Soube que quebrou o braço do aluno da última turma, torcendo a sangue frio... Sem contar que é atrasado. Demora muito mais que os outros alunos para aprender as coisas. Ele atrapalha a aula perguntando várias vezes...
Prof. Ramires: Olha o Ezra ai! Como está garotão?
Ezra: Professores... Estou bem obrigado. Vim apenas cumprimentar o meu tio.
Nesse momento, Geisa olhou para Ezra abraçando Louis, e arregalou os olhos sem graça.
Ezra: O Senhor vem para casa hoje?
Louis: Sim. Daqui a meia hora, estarei lá.
Ezra saiu correndo na direção da rua.
Prof. Geisa: Céus... Professor Louis, me desculpe....
Louis: Por falar o que pensa? Não há necessidade de se desculpar. Detestaria que você não se comportasse como realmente é. Se me dão licença, tenho que pegar as minhas coisas.
Louis se afastou.
Prof. Ramires: Você é sem noção mesmo ham?
Prof. Geisa: Eu não sabia. Eu juro que não sabia que era o sobrinho dele. Ai, que coisa. Acho que ele vai me odiar agora.
•••||•••
• Residência Olid - 20:00h
Eder caminhou pela sala, e viu através da porta de vidro, Louis sentado na beirada da piscina. Se aproximando silenciosamente, ele se sentou ao lado do irmão.
Eder: Sabe que você e o Lin, são pessoas que eu não gosto de ver perto de uma piscina. A não ser que estejam usando uma boia de braço.
Eder riu, e viu um sorriso se formar no rosto do irmão.
Louis: Se você não tivesse aparecido mais cedo àquele dia...
Eder: Você ia morrer por causa de uma borboleta.
Louis: Sim... Porque eu queria tirar uma foto da borboleta. Foi uma borboleta a primeira coisa que eu pintei sabia? Era tão facinante.
Eder: Eu sei. No seu quarto tinham vários desenhos de borboletas. Até nos seus cadernos... Quando saiu de casa, eu descobri esse seu tesouro.
Louis: Em casa, a minha borboleta é o Nestor. Estou rodeado por telas dele... Ele está em todos os cantos daquela casa. As vezes me sinto bem. Mas em outras, eu entro em desespero. Olho para todas elas, e queria puxar ele de alguma, para poder abraçar ele. Na minha casa, a nossa cozinheira se foi. O antigo motorista depois do Ralph, também se foi... Não tem ninguém para relembrar aquelas vidas maravilhosas comigo.
Eder: Eu...nem sei o que te dizer.
Eder passou o braço ao redor dos ombros do irmão.
Louis: Pensei com isso, que fui cruel com você. Te deixei sofrendo aqui, sozinho. Estar sozinho é... Um castigo terrível.
Eder: Eu merecia, esqueceu. Sofrer tudo isso, fez eu ser quem eu sou hoje. E tenho certeza que me ama muito mais do que antes, certo?
Louis: Sim.
Eder: O Nestor disse para nós três vivermos! Ele tinha medo da ausência dele nos desesperar. Teve medo pelo Gregg, com quem dividiu uma longa parte da vida. Teve medo por mim, porque ele me resgatou da minha própria escuridão, e muito mais por você.. Porque ele temia que nunca mais fosse sorrir.
Louis: Ele foi tudo para gente... Realmente se não fosse por ele, nenhum de nós estaríamos vivos. E amamos ele tanto... Mesmo assim, no meu caso, temo que nunca consiga fazer o que ele me pediu. Não tem como eu amar novamente.
Eder: Não tem que pensar nisso. Sei que ele fez você prometer. Mas também sei, que ele vai entender perfeitamente.
Louis: Posso... Dormir com vocês?
Eder: Claro que pode. Porque não fica aqui por um tempo? Eu vou precisar mesmo. Tenho uma viagem importante em breve. Vamos abrir outra unidade da Zanfarm, no prédio da OL da cidade Garanda.
Louis: Caramba. Então a OL e a Zanfarm vão ser parceiras?
Eder: Sim. Já é um projeto antigo meu e do Brayan. Elas serão com irmãs. E eu fico tão contente, sabendo que nossa empresa ajuda empresas como a do Brayan, que leva remédios para pessoas que precisam.
Louis: É, gosto de ver você assim. CEO da OL. E pensar que renegou tantas vezes assumir o comando da empresa.
Eder: Não era o meu momento ainda. Você também renegou, não é?
Louis: Eu descobri que não gostava tanto disso. Após àquela primeira exposição de quadros, eu decidi que queria ensinar arte. E o Nestor me incentivou. Por isso, eu estudei para virar professor.
Eder: Eu sei. E pensar que nossos pais, sequer nos deixaram frequentar o colégio. Bem... Falando nisso, esqueci de assinar a autorização do Ezra para o passeio.
Eder se levantou.
Louis: Quando você vai viajar?
Eder: Daqui à duas semanas. O plano é irmos os três, Brayan, Gregg e eu.
Louis: Então ia deixar o Ezra sozinho?
Eder: Não. Estava pensando em o deixar na casa do Brayan, com o Alisson. Mas, se o tio dele for estar em casa. Se não se importar é claro.
Louis: Não. De forma alguma. Fico contente em poder ajudar em algo.
Louise sorriu para Eder, satisfeito por receber sua nova tarefa.
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Atualizado até capítulo 94
Comments
Jucilene De Fatima
que triste por el/Sob//Sob//Sob//Sob//Sob/
2025-03-02
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Onyxdacocada
Esse foi o capítulo mais nostálgico que eu já li, obrigado Writer por me fazer chorar😭
2024-11-10
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