Capítulo 18

Na manhã seguinte, Thailor foi despertado por um leve bater na porta. Ele se mexeu entre os grossos lençóis que o envolviam e suas pálpebras, ainda pesadas de sono, se abriram lentamente. Piscando várias vezes, ele tentou dissipar a névoa de sonolência que o mantinha preso.

Com um leve gemido, Thailor se levantou da cama. A dor em sua perna ainda não havia desaparecido, e cada passo que ele dava lhe lembrava da intensidade da luta com Evan. Mancando levemente, ele caminhou até a porta e, com esforço, a abriu.

Clique.

Em frente a ele, estava Maria, a criada designada como sua assistente pessoal desde a noite anterior. Seu cabelo estava preso em um coque arrumado, e seu uniforme impecável refletia a disciplina que caracterizava os funcionários de Dimitrei.

—Bom dia, senhor Thailor —disse ela, com um sorriso gentil—. É hora do seu café da manhã e seus remédios.

Maria entrou com uma bandeja que continha uma refeição leve e vários comprimidos. Os aromas do café da manhã encheram a sala, mas Thailor, ainda sonolento e com o corpo dolorido, mal conseguia pensar em comer.

—Obrigado, Maria. Vou tomar um banho primeiro —respondeu com a voz rouca, ainda carregada de cansaço.

—Precisa de ajuda, senhor? —perguntou ela, preocupada.

—Não, obrigado. Estou bem —respondeu ele com um sorriso forçado. Ele sabia que sua independência era limitada, mas o orgulho o mantinha firme.

Maria assentiu e se retirou em silêncio, deixando a bandeja sobre uma pequena mesa ao lado da janela. Thailor se deixou cair de volta na beirada da cama e massageou a perna, notando que a dor havia piorado. Um suspiro de frustração escapou de seus lábios. A dor irradiava por sua panturrilha, estendendo-se até a coxa, fazendo-o sentir como se sua perna pesasse toneladas.

Com um grande esforço, ele se levantou e caminhou lentamente em direção ao banheiro, cada passo uma pontada. Ao chegar, ele se olhou no espelho. O que viu o fez franzir a testa: seu rosto pálido e os hematomas da luta se destacavam sob a luz branca do banheiro. Seus olhos tinham olheiras marcadas, e uma fina linha vermelha descia de sua têmpora até a bochecha, onde Evan o havia atingido com mais força.

—Que desastre... Dimi me viu assim ontem...—murmurou, tocando a ferida com delicadeza. A dor lancinante o fez afastar a mão rapidamente. Ele abriu a torneira e lavou o rosto com água fria, o alívio imediato refrescando sua pele enquanto tentava acalmar sua mente.

Ele passou quase meia hora se lavando, mas quando voltou para o quarto, viu que a bandeja do café da manhã continuava intacta. Sentou-se com cautela e observou a comida: torradas douradas, ovos mexidos e uma tigela de frutas frescas. Apesar de não sentir fome, sabia que devia comer algo para ajudar em sua recuperação. Pegou o garfo com a mão trêmula e começou a comer em silêncio, tentando ignorar o mal-estar que sentia em seu corpo.

Quando terminou, um novo bater na porta interrompeu seus pensamentos. Desta vez, Maria não estava sozinha. Entrou acompanhada por um homem alto, o médico pessoal de Dimitrei, que carregava uma maleta na mão e uma expressão séria no rosto.

—Como se sente hoje, senhor Thailor? —perguntou o médico enquanto colocava sua maleta sobre a mesa.

—Minha perna está pior. Mal consigo andar —admitiu Thailor, com um tom mais fraco do que gostaria de mostrar.

O médico se aproximou, fez um sinal para que Thailor se deitasse e começou a examinar sua perna com atenção. A dor aumentou à medida que o médico pressionava e apalpava a área, seus dedos se movendo com precisão.

—Parece que há inflamação na panturrilha, possivelmente uma contusão mais grave do que se pensava —disse o médico enquanto continuava a avaliar a perna, sua expressão tranquila, mas concentrada.

Nesse momento, a porta se abriu de repente. Dimitrei entrou, seu olhar intenso focado na cena. Ele franziu a testa ao ver o médico apalpando a perna de Thailor, e sua expressão se escureceu ainda mais ao notar que o cobertor havia deslizado até a coxa de seu parceiro.

—O que aconteceu com a sua perna? —perguntou Dimitrei, seu tom autoritário enquanto caminhava em direção à cama.

O médico levantou os olhos e respondeu com calma. —Ele tem uma inflamação na panturrilha, mas estou verificando para me certificar de que não há outras áreas afetadas.

—Se é a panturrilha, por que você está examinando até a coxa? —esbravejou Dimitrei, enquanto pegava o cobertor e o colocava de volta com cuidado sobre a perna de Thailor, cobrindo-o completamente.

—Dimi, a dor chega até a coxa. Ele está examinando tudo para ter certeza de que não há nada mais —disse Thailor, tentando acalmar a tensão que via nos olhos de Dimitrei.

O médico, acostumado aos impulsos protetores de Dimitrei, sorriu com paciência. —Vou receitar medicamentos adicionais e um creme para reduzir a inflamação. Ele estará melhor em breve.

Dimitrei assentiu, sem dizer mais nada, mas sua postura rígida e a forma como apertava a mandíbula demonstravam que ele não estava completamente satisfeito.

....

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Comments

Elenilda Soares

Elenilda Soares

já começou com os ciúmes /Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm/

2024-12-04

0

Hercilia Cavalcante de Jesus

Hercilia Cavalcante de Jesus

E começou a demonstração de ciúmes./Grin/

2025-03-24

0

Maga

Maga

Dimi está se roendo de ciúmes...😂😂

2025-03-30

0

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Atualizado até capítulo 74

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