Capítulo 17

Thailor suspirou profundamente enquanto o luxuoso carro de Dimitrei se afastava do hospital. Sentado ao seu lado, Dimitrei mantinha uma calma aparente, embora Thailor soubesse que por trás daquela fachada de serenidade havia sempre um alerta constante, uma postura de controle inabalável.

O silêncio os envolvia durante o trajeto, e Thailor não se atrevia a rompê-lo. Apesar da proximidade que haviam desenvolvido nas últimas semanas, Dimitrei continuava sendo seu chefe, e Thailor não podia evitar sentir certa tensão cada vez que estavam juntos. Jamais conseguia relaxar completamente ao seu lado.

Ao pararem em frente à imponente mansão de Dimitrei, Thailor não conseguiu esconder sua surpresa. Embora tivesse crescido em uma família rica, a opulência e o tamanho da propriedade de Dimitrei superavam em muito a casa de seu pai. Era quase deslumbrante.

— Vamos — disse Dimitrei, abrindo sua porta e depois caminhando em direção à de Thailor. Mas antes que pudesse fazê-lo, Thailor tentou abrir a porta ele mesmo, ansioso para não incomodar Dimitrei.

— Não se mexa, deixe-me fazer isso — ordenou Dimitrei, e antes que Thailor pudesse responder, o ergueu com facilidade em seus braços.

Thailor se enrijeceu com o contato inesperado, desconfortável com a proximidade, mas sabia que se opor não seria bem recebido. Seu coração começou a bater acelerado ao sentir o corpo de Dimitrei tão perto. Seus peitos estavam colados, e aquela proximidade física o perturbava mais do que a dor de seus ferimentos. Ansiedade e nervosismo substituíram por completo qualquer outro sentimento.

Dois empregados os seguiram para dentro da majestosa mansão enquanto Dimitrei o carregava pelos amplos corredores, levando-o até um quarto grande e elegantemente decorado.

— Eles serão seus empregados. Peça-lhes o que precisar — indicou Dimitrei, ainda sem soltar Thailor de seus braços.

— Obrigado — murmurou Thailor, sentindo-se estranho com a situação.

— Não precisa me agradecer. Acostume-se, sou seu parceiro — respondeu Dimitrei com uma firmeza que deixava pouca margem para dúvidas.

Thailor assentiu enquanto Dimitrei o colocava suavemente sobre a cama, uma cama imensa e luxuosamente adornada, projetada para oferecer o máximo conforto.

— Os empregados irão lembrá-lo de tomar seus medicamentos e quando comer. Não quero que trabalhe até que esteja completamente recuperado. Ninguém deve vê-lo nesse estado, ou surgirão rumores desnecessários — acrescentou Dimitrei com seriedade, seus olhos fixos em Thailor com um olhar calculista.

— Tudo bem — respondeu Thailor, sentindo-se cada vez menor sob aquele olhar.

— Não precisará de nada do seu antigo apartamento. Amanhã terá tudo novo aqui. Um médico virá examiná-lo todos os dias. Se precisar de um cirurgião plástico, eu o trarei. Podem ficar cicatrizes na sua têmpora ou em outras partes do seu corpo depois do que aconteceu hoje.

Thailor abriu os olhos surpreso, sentindo que Dimitrei estava exagerando. — Dimi, ficarei bem. As feridas sararão com o tempo e alguns cremes. Não será necessário.

— Como quiser. Mas certifique-se de continuar tomando suas vitaminas e descansar bem. Quando estiver totalmente recuperado, iremos à Rússia para que conheça meu pai adotivo — finalizou Dimitrei, em tom autoritário. — Não se esqueça de tomar suas vitaminas, entendeu?

Thailor assentiu novamente, sentindo-se oprimido pela quantidade de regras que Dimitrei parecia impor. Depois de certificar-se de que tudo estava em ordem, Dimitrei saiu do quarto sem dizer mais nada. Thailor o observou partir, notando a rigidez em seu andar e a aura de controle que emanava. Apesar do tempo que passavam juntos, Dimitrei continuava distante, emocionalmente inacessível, o que fazia com que Thailor se sentisse mais desconfortável quando estavam perto.

Assim que os empregados deixaram o quarto, Thailor levantou-se cuidadosamente da cama e caminhou lentamente em direção à enorme janela que cobria toda uma parede. A dor em seu corpo era leve em comparação com a sensação de incerteza que o invadia.

Da janela, podia contemplar a vasta propriedade de Dimitrei: uma piscina reluzente, uma quadra de basquete e outra de tênis, e ao fundo, um campo de golfe privado que se estendia até um pequeno bosque. Tudo aquilo representava a vida de luxo que cercava Dimitrei, uma vida que agora, de alguma forma, também estava ligada à sua.

— Bem-vindo à casa do seu parceiro, Thailor — murmurou para si mesmo, olhando para além da janela enquanto tentava assimilar o que aquilo significava.

...

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Beatriz Silva de Oliveira

Beatriz Silva de Oliveira

primeira regra:TEM UM MONTE DE REGRAS

2025-02-14

1

Maryan Carla Matos Pinto

Maryan Carla Matos Pinto

Dimi /Drool//Drool//Drool/

2025-02-14

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Elenilda Soares

Elenilda Soares

dimi dimi dimi /Proud//Proud//Proud//Proud/

2024-12-04

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Atualizado até capítulo 74

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