Thailor sentia uma crescente dúvida interior enquanto ouvia Camilla. Suas palavras estavam carregadas de intenções que ele não podia ignorar. Não acreditava, nem por um segundo, que seu falecido pai tivesse arranjado um casamento entre ele e Evan, o sobrinho de Camilla. Para Thailor, tudo isso não passava de mais uma das artimanhas de sua madrasta para tentar destruí-lo, temerosa de que, em algum momento, ele pudesse reclamar a herança que ela lhe havia tomado.
—Thailor, você tem que me ouvir — insistiu Camilla, tentando suavizar a voz, mas a urgência em seu tom era inegável —. Seu pai planejou tudo antes de morrer. Queria que você se casasse com Evan para garantir seu futuro.
Thailor negou com firmeza, o maxilar apertado pela frustração. —Não acredito em você! Meu pai jamais mencionou nada disso. Por que eu deveria confiar em você, Camilla? Você sempre quis controlar minha vida. Você tem medo de que eu recupere a fortuna que você me roubou, não é?
Camilla fingiu um suspiro de resignação, os olhos mostrando uma pena calculada. —Eu entendo que isso seja difícil para você, mas é o melhor, Thailor. Evan é um bom homem. Ele cuidará de você, tal como seu pai teria querido.
Mas as palavras de Camilla só atiçaram ainda mais a fúria de Thailor. —Saia daqui! — gritou, a voz cheia de desprezo —. Não vou me casar com ele, não importa o que diga!
A tensão no apartamento tornou-se quase insuportável. Camilla não tinha ido até lá com a intenção de ceder; ela havia planejado cuidadosamente cada passo desse confronto. Não permitiria que Thailor vivesse em paz. Sabia que, se o jovem conseguisse manter seu relacionamento com Dimitrei, poderia usar essa aliança para retomar o controle da empresa do pai, algo que Camilla não estava disposta a permitir.
Thailor sabia que não podia ficar de braços cruzados. Respirou fundo, decidido a tomar o controle da situação. Levantou-se de seu assento e se aproximou de Camilla e Evan, os olhos cheios de determinação.
—Já tomei minha decisão — disse com firmeza —. Quero que vocês vão embora agora mesmo. Não são bem-vindos aqui.
Camilla olhou para ele, incrédula diante de seu desafio. —O que está dizendo, Thailor? Sou a esposa do seu pai. Você não pode me expulsar assim.
—Este é o meu apartamento — respondeu Thailor, sem perder a calma —. Tenho o direito de decidir quem entra e quem não entra. E você e seu sobrinho não são bem-vindos. Vocês não são minha família, são apenas uns intrusos.
Evan, tentando apaziguar a tensão, se levantou também. —Thailor, acho que você está interpretando mal a situação. Tudo isso é um mal-entendido. Minha tia está apenas cumprindo o último desejo do seu pai.
—Não há mal-entendidos — respondeu Thailor, cortante —. Não vou permitir que vocês controlem minha vida. Fora da minha casa!
Camilla, furiosa, se levantou, o rosto vermelho de raiva. —Você vai se arrepender disso, Thailor. Se seu pai estivesse vivo, estaria decepcionado com sua atitude.
Thailor olhou para ela com desdém, a expressão fria como gelo. —Meu pai não está mais aqui, e agora eu decido sobre a minha vida. Não me arrependerei de expulsá-la.
Decidido a pôr fim à situação, Thailor estendeu a mão para pegar Camilla pelo braço e tirá-la do apartamento. Mas a mulher resistiu, recusando-se a se mover.
Evan, alarmado pela ação de Thailor, reagiu rapidamente, afastando sua mão com brusquidão. —Não toque na minha tia!
—Tire essa mulher daqui antes que eu tenha que usar a força! — advertiu Thailor, a paciência esgotada.
—Você não tem modos? — gritou Evan, furioso com a ameaça.
—Modos? Sua família é que não tem modos! Vocês me roubaram tudo! São uns miseráveis ladrões! — Thailor explodiu, liberando a raiva acumulada durante anos, a frustração de ter sido despojado de tudo por Camilla e seu clã.
PAF.
O som da bofetada ecoou pelo apartamento quando Camilla, incapaz de se conter, esbofeteou Thailor com força. Antes que ele pudesse reagir, Evan o empurrou para trás, fazendo com que Thailor perdesse o equilíbrio.
CRASH!
Thailor caiu de costas sobre a mesa de centro, ralando a perna no processo. No entanto, se levantou rapidamente, o rosto endurecido e cheio de determinação. Não ia deixar que o medo o dominasse.
Endireitou-se, sem desviar o olhar de Camilla e Evan, seu corpo vibrando de fúria, mas também de uma calma perigosa. Sabia que esse confronto não terminaria ali, mas também sabia que não se deixaria intimidar nunca mais.
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Atualizado até capítulo 74
Comments
Francilene Gouveia
kd o namorado que ñ aparece pra mostrar pra essa cobra que ñ se mexe no que é dele kkk
2025-03-18
0
Lucia Moura
pois é eu achei que ele teria seguranças para protegê-lo
2024-11-29
0
Lindalva Candido
Nossa cadê o segurança que devia estar o protegendo?
2024-11-09
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