Na manhã seguinte, o sol se infiltrava pelas janelas da luxuosa mansão, iluminando com brilhos dourados o interior decorado com opulência. O ambiente tinha um ar tranquilo, mas para Thailor, a calma era apenas superficial. Sentado em uma das elegantes poltronas da sala de estar, sua mente estava cheia de pensamentos inquietantes. Havia dormido pouco na noite anterior, incapaz de deixar de pensar no insólito acordo que havia feito com Dimitrei. Cada minuto que passava parecia aproximá-lo mais de um futuro incerto.
Seus dedos brincavam nervosamente com as bordas de suas mangas enquanto tentava se acalmar. As paredes de mármore e os quadros caros que adornavam a sala só faziam com que o lugar parecesse ainda mais intimidador. Sabia que aquele dia marcaria o início de algo monumental, um novo capítulo que o colocaria em uma situação que nunca havia previsto nem imaginado.
O eco dos passos de Dimitrei ressoando pelos corredores fez com que Thailor se endireitasse em seu assento, o coração deu um salto. O alfa entrou na sala com seu característico porte imponente, irradiando autoridade. Era como se a sala em si respondesse à sua presença, as sombras parecendo recuar enquanto ele avançava. A luz do sol se refletia em seu impecável terno escuro, cada movimento calculado e preciso. Não sorria, mas não precisava fazê-lo para transmitir poder.
Dimitrei era uma figura fascinante e intimidadora, alguém cujo controle da situação era tão firme quanto o de seu império empresarial. Com seu olhar penetrante, observou Thailor, que não pôde evitar baixar a cabeça por instinto, como se o simples ato de sustentar seu olhar fosse uma batalha que não podia vencer.
—Bom dia, senhor —murmurou Thailor, tentando adicionar um toque de cortesia ao seu cumprimento, embora sua voz traísse o nervosismo que o dominava.
—Chame-me Dimi —disse Dimitrei, seu tom tão direto que não deixava espaço para questionamentos—. Acostume-se, porque se me chamar ‘senhor’ na frente do meu pai, ele suspeitará.
A voz profunda de Dimitrei não era agressiva, mas tinha uma autoridade implícita que Thailor não ousava desobedecer. Assentiu com rapidez, lutando para adaptar sua mente ao novo nome.
—De acordo... Dimi —respondeu, tentando soar mais seguro do que se sentia, embora sua torpeza fosse evidente.
Dimitrei não perdeu tempo. Com um gesto firme, colocou um dossiê na mesa de mogno em frente a Thailor. O som do papel ao atingir a superfície pareceu ressoar na sala.
—Leia com atenção —ordenou, e seu tom sugeria que Thailor não tinha outra opção a não ser obedecer.
Thailor pegou o dossiê com mãos levemente trêmulas. O documento parecia pesar mais do que deveria, como se cada palavra que continha carregasse consigo o peso do destino. À medida que seus olhos percorriam as linhas de texto, sua respiração se tornou mais pesada. Cada cláusula, cada estipulação do contrato o arrastava mais para a realidade do que estava prestes a fazer.
O contrato era claro: não se tratava de um simples acordo de trabalho. O conteúdo detalhava os termos de um relacionamento pessoal, um acordo que o tornava o parceiro exclusivo de Dimitrei, e o que mais o surpreendeu foi a quantia de dinheiro que receberia por isso. O salário mencionado era astronômico, suficiente para mudar sua vida para sempre. Era mais do que ganhava em um ano inteiro, mas aquela cifra mensal parecia quase absurda.
‘Isso não é apenas um trabalho,' pensou Thailor, com o estômago embrulhado. 'Com esse dinheiro, poderia me tornar totalmente independente... Isso é uma oportunidade ou uma armadilha?' Sabia que aceitar o acordo significava mais do que dinheiro. Havia implicações emocionais e pessoais das quais não poderia escapar.
—Terminou de ler? —A voz de Dimitrei o tirou de seus pensamentos.
—Sim, senhor... desculpe, queria dizer Dimi —Sua falta de jeito veio à tona novamente, mas ele não conseguia evitar. Pegou a caneta que Dimitrei lhe oferecia e assinou o contrato com uma mistura de resolução e dúvida. Seus dedos traçaram sua assinatura com firmeza, mas em seu interior o caos continuava. Sentia como se tivesse cruzado uma linha invisível da qual não haveria retorno.
Quando Dimitrei voltou a se sentar à sua frente, Thailor olhou em seus olhos. A atmosfera na sala se carregou de tensão, uma expectativa pesada pairava entre eles.
—O contrato estipula que seremos um casal exclusivo por tempo indeterminado —começou Dimitrei, seu tom sério e calculado—. Você não poderá se envolver com nenhum outro alfa enquanto estivermos nesse acordo. Devemos manter nossas reputações impecáveis, e meu pai estará observando cada detalhe.
A menção do pai de Dimitrei apenas aumentou a pressão. Thailor sabia o que estava em jogo. Aquele homem não apenas controlava uma empresa, mas também tinha laços profundos com o mundo da máfia. O aviso era claro: qualquer deslize poderia ter consequências graves.
—Eu sei. Entendo perfeitamente o que você está dizendo, Dimi —respondeu Thailor, sua voz mais firme agora, embora seu coração ainda estivesse batendo forte. Sabia que estava correndo um risco, um que mudaria sua vida de uma maneira que não podia prever.
—Espero que sim —respondeu Dimitrei, inclinando-se na direção dele, seus olhos escuros fixos nos de Thailor—. Porque se você me enganar... as consequências não serão apenas para sua carreira.
A ameaça era clara, oculta por trás de uma fachada de palavras medidas, e Thailor não pôde fazer nada além de assentir com um nó na garganta, ciente de que estava entrando em um jogo perigoso.
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Atualizado até capítulo 74
Comments
Nelma Barcelos
não entendi? no início fala-se em casamento com herdeiros...
2025-02-07
0
Maryan Carla Matos Pinto
então.
ele precisa de herdeiros
2025-02-14
0
Elenilda Soares
sei, pensando só contrato né vai/Proud//Proud//Proud//Proud/
2024-12-03
3