Moana
Melinda tem uma energia incrível, ela fala bastante, mas acho muito engraçado, ela tem alma jovem e é muito persistente. Tenho certeza no pouco que a conheço que Lúcifer tem muito dela. Ele está calmo e nos observa enquanto conversamos.
— Sim, senhora Phoenix, eu... — ela me interrompe levantando suas mãos.
— Para você nada de senhora Phoenix. Me chame de Melinda, não espera, me chame de sogra, não me chame de sogrinha ou melhor pode me chamar de algum apelido carinhoso?
— Desculpa, amor, às vezes minha mãe é como uma força da natureza, linda, mas impossível de controlar. Mãe, vai com calma tá, nós não vamos nos casar amanhã e ter um bebê no dia seguinte, então acalma seu coração, ok? — Lúcifer tenta suavizar a intensidade de sua mãe.
— Garoto, não acaba com a minha felicidade. Voltando para a minha norinha querida agora... Então pode começar a me contar tudo sobre você. — ela sorri e apoia o queixo nas mãos feito uma menina animada.
— Eu me chamo Moana Valvier Blanco, tenho 26 anos, moro no andar de baixo e nos conhecemos já faz um tempo, como ele mesmo disse. E o único problema que eu tenho é hiperglicemia, meu avô e minha mãe são meus únicos parentes próximos vivos que eu tenho e eles estão no hospital internados se recuperando de uma cirurgia... No pulmão, ambos tem câncer.
— Meu anjo, eu sinto muito por eles. Me desculpa eu não... — dessa vez eu que interrompo ela para que não se sinta mal.
— Está tudo bem, Mel, eu já me adaptei a isso ou quase... Não se preocupe.
— Minha norinha me deu um apelido fofo. As minhas amigas vão morrer de inveja. Vou contar para todas. Quanto ao que me contou sobre você se precisar de mim para qualquer coisa não êxite em me ligar ou me chamar, conte comigo para tudo. E se esse meu filho idiota te deixar triste ou fizer você chorar pode me chamar que irei colocá-lo no lugar dele. Olha aqui, Lúcifer, não faça mal a minha norinha ou lhe darei a surra que você nunca ganhou na vida.
— Diante de tal ameaça a minha integridade física acho que não teremos nenhum tipo de problema, não é, amor? — ele olha para mim que acabo deixando escapar um sorriso, mas me recomponho em seguida. Por uma fração de segundo realmente pareceu um relacionamento de verdade.
Continuamos conversando por mais algum tempo até que vimos que já iria dar onze horas da noite e Lúcifer se oferece para ir levar a mãe para casa, eu tive que esperar eles saírem para ir para casa, mas ao chegar na porta do elevador vejo algo que me deixa muito irritada.
Para sair do apartamento dele preciso da chave dele, ao lado onde deveria existir o botão para chamar o elevador tem apenas o mesmo mecanismo para passar o cartão e acabo de reparar que do outro lado tem outro, mas nada de botão.
Resumindo, apenas com a chave dele eu poderia sair daqui, mas que ódio. Eu grito, mas sei que é inútil, pois ninguém vai me ouvir além dos funcionários de Lúcifer que só respondem há ele.
Eu me sento no confortável sofá da sala e acabo pegando no sono... Acordo me sentindo muito confortável, nossa esse sofá é mesmo muito bom.
Quando abro meus olhos e me viro para o lado não estou no sofá, mas sim na cama dele. Eu me levanto imediatamente e percebo que estou apenas de calcinha e sutiã, o grito vem... Olho para o lado e vejo ele levantar rápido e o mesmo está apenas de cueca e mais nada.
— Aí ... Mas que barulhenta. Por que está gritando a essa hora da manhã sua maluca?
Dou um pulo da cama e me ponho de pé...
— O que aconteceu entre nós? Por que estou semi nua na sua cama? Por que você está semi nu? O que estou fazendo na sua cama?
— Perguntas demais... — ele se levanta e caminha para o banheiro, mas antes de entrar se vira para mim e fala: — Você deu sorte que eu dormi vestindo isso, normalmente eu durmo nu.
Ele entra fechando a porta atrás dele. Espero por quase uma hora até que ele sai do banho.
— Finalmente. Você é o único homem que conheço que demora tanto no banho quanto uma mulher.
— Você é irritantemente barulhenta... — ele veste um roupão e me leva até o elevador.
Ele passa a droga da chave para as portas se abrirem e sem olhar na minha cara vai embora, mas que idiota mais detestável. Eu entendo o porquê dele não estar com ninguém, quem em sã consciência ficaria com alguém tão frio, vazio e distante como ele? Só uma louca mesmo, o que não é o meu caso pois estou na boca do lobo empurrada.
Quando chego em meu apartamento tomo um banho e me arrumo para ir ver meu vô e minha mãe, quando entro no elevador me deparo com ele que me olha de cima a baixo incrédulo.
— O que você está vestindo? Vai trabalhar de entregadora? Volte agora mesmo e coloque algo decente. Você não pode sair assim.
— Me dê um bom motivo para fazer o que você está mandando. — ele tira seu celular do bolso e me mostra um dos sites de fofocas mais famoso de Los Angeles... Minha cara está estampada como rosto feminino em propaganda de maquiagem. — Eu não acredito nisso. O que vou dizer para minha mãe e meu vô?
— Que nos apaixonamos e blá blá blá... Agora vamos, não vou tirar meus olhos de você até que troque de roupa. — ele aperta o botão para voltarmos ao meu apartamento.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Summer 🔥
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
2024-12-25
0
ana
🤣🤣🤣🤣
2024-12-15
1
luciane souza
Mas é mandão cruzes
2024-08-18
0