Moana
Depois de fazer a entrega para aquele homem arrogante voltei para o restaurante e contei para o senhor Akira o que aconteceu e ele ficou muito nervoso.
— Menina, aquele homem não é qualquer um. Você não pode ofendê-lo. Com apenas um telefonema ele pode dificultar a sua vida e a do restaurante pela cidade toda.
— Como falei, acabei passando mal, não foi intencional. Ele pagou os dois pedidos.
Olho a minha volta e não vejo a senhora Anchii. Curiosa pergunto:
— Onde está a senhora Annchi? Quando sai mais cedo ela estava aqui.
— Minha amada teve que ir para a China hoje e só voltará daqui três meses... Ela vai cuidar da mãe dela que está com a saúde frágil.
— Se ela ligar diz que desejo melhoras para a mãe dela.
Me desculpo novamente com o senhor Akira e começo a limpar o restaurante já que os outros não gostam de limpar nada por aqui.
Já no outro dia aparece outra entrega no mesmo endereço e eu tive que ir entregar de novo, me alimento bem antes de ir e só para garantir como uma barra de chocolate.
Ao subir na moto coloco duas balas na boca ligo a moto e vou, chegando lá a menina da recepção me dá um largo sorriso e aponta para outro elevador, será que o que eu usei está ruim?
Ah, deixa para lá, entro no elevador que ela me indicou e ali vejo que é luxo puro, tem um senhor muito gentil sentado ao lado dos botões e do outro lado do elevador tem um pequeno e confortável sofá vermelho em veludo.
O senhor me pergunta o andar e digo que é o último, quando as portas se abrem estou dentro da sala daquele homem de olhar frio.
— Olá, Moana, que bom que hoje você não caiu em meus braços, é sinal que está bem.
— Aqui está seu almoço, como pode ver está tudo certo como o senhor pediu.
— Pode me chamar de Lúcifer. Não precisa de formalidades. Gostaria de se sentar?
— Não, obrigada! Apenas pague porque tenho outras entregas para fazer.
— Tudo bem, então. — ele paga a refeição, mas parece me analisar.
Ele passa o cartão e faz o pagamento, saio de lá o mais rápido que posso... Os dias vão passando e ele tenta a todo custo me puxar para conversar quando vou entregar seu almoço.
Só que não vou dar espaço para ele, não sei quais são suas intenções, nunca mais vou confiar em alguém de novo. Estou aqui de novo com o almoço dele e quando me viro para ir ele começa a falar:
— Moana Valvier Blanco, 26 anos, sua mãe Mary Valvier e seu avô Jeremy Blanco estão internados há alguns meses com câncer de pulmão e apesar da cirurgia ainda correm um grande risco de vida. Você trabalha no Banzai Sushi há pouco mais de um ano e tem hipoglicemia, que é quando uma pessoa tem o nível muito baixo de açúcar no sangue causando tontura, palidez e confusão mental, em alguns casos desmaios... Tem algo mais que preciso saber sobre você?
— Por que eu precisaria dizer algo sobre mim para você? Só entrego a sua comida... Invadiu minha privacidade para que?
— Posso ajudar com seu avô e sua mãe, dar condições melhores para eles em um hospital com médicos excelentes, você só precisa me ajudar com uma coisa.
— Eu agradeço, mas não, obrigada. Meu avô e minha mãe estão bem onde estão e estão sendo tratados por médicos maravilhosos. Sinto muito, mas uma pessoa como eu não pode ajudar alguém como você em nada. — me viro para sair e ele segura a minha mochila — O que você está fazendo? Me solta.
— Vamos nos ver novamente, Moana... Logo, logo. — ele solta a minha mochila e vou embora feito um foguete.
No final da tarde depois que entreguei todos os pedidos volto para o restaurante do senhor Akira e quando chego lá o vejo muito nervoso e agitado.
— O que foi, senhor Akira?
— Menina, como você pôde? Você trabalha aqui há tanto tempo como que agora faz uma coisa dessa?
— Senhor Akira, não estou entendendo nada.
Ele me puxa levemente pelo braço até seu escritório no restaurante, quando chegamos lá vejo aquele homem sentado em um dos sofás do senhor Akira.
— O que está acontecendo aqui? — o senhor Akira abre o bolso da mochila de entrega e puxa de lá um relógio de ouro com diamantes encrustado — Mas o que?
— Menina, como o relógio do senhor Phoenix veio parar na sua mochila de entregas? Por favor, me dê uma explicação plausível.
Olho para o relógio extremamente caro e depois para o homem de aparência arrogante e fria que está sentado tomando calmamente um chá.
— Senhor Akira, não sei como esse relógio veio parar aqui e também não botei um dedo se quer nele. Eu não preciso disso, sempre fui honesta.
— Senhor Phoenix, ela não é uma menina de má índole, nunca aconteceu isso antes e o relógio está aqui. Pode nos perdoar e deixar esse deslize para lá? Eu posso enviar outro entregador daqui para frente ou eu mesmo entrego sua comida.
— Não posso, senhor Akira, sinto muito! Acho melhor eu ligar para a delegacia agora mesmo.
— Por que está fazendo isso comigo? Eu não te conheço e não faço diferença na sua vida. Meu avô e minha mãe precisam de mim.
— Eu não estou fazendo nada com você... Mas tem um jeito, se estiver disposta a ouvir talvez eu não precise envolver a polícia.
Quando ele diz isso um flashback dessa semana passa na minha mente até a minha última entrega para ele hoje. Lúcifer não vai desistir e eu não posso ir presa, vai ser a palavra de um bilionário contra a de uma assalariada.
— Estou ouvindo, senhor Phoenix.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Heloisa Guerrera
Nossa que malvado ele jogou baixo coitada
2024-12-19
1
Deise diva
q viadoooo
2025-02-24
0
Vera Lúcia Subtil Oishi
ele foi perverso, não é atoa que o nome dele é Lucifer
2025-02-02
1