Moana
Sou Moana Blanco e trabalho no Banzai Sushi, um restaurante metade japonês e metade chinês. Lá tem o senhor Akira e a senhora Annchi, ambos são bons chefes, eu faço as entregas e também atendo o telefone.
Faço de tudo um pouco no restaurante e claro que temos mais pessoas trabalhando no restaurante, mas não falam comigo. Eles são parentes dos donos e só falam nos seus próprios idiomas entre si, me ignoram totalmente. Só que não me importo, não dependo deles para viver e por mim é até melhor não falarem comigo mesmo.
Eu cuido da minha mãe e do meu avô, eles tem a mesma doença e nem são da mesma família. Meu avô é pai do meu pai, meu pai fugiu quando eu nasci e meu avô cheio de vergonha decidiu assumir o lugar do filho ajudando a minha mãe em tudo.
A minha avó também ajudou ao lado do meu avô, porém quando eu tinha doze anos ela faleceu após levar um susto num assalto.
Minha mãe e meu avô se ajudaram muito durante o luto e oito meses depois minha mãe descobriu que estava com câncer no pulmão. Ela até iniciou o tratamento e o câncer sumiu voltando quatro meses atrás.
Ele voltou de forma violenta e uma semana depois meu avô descobriu que também estava, agora os dois estão no hospital. As contas e despesas pago com meu salário e as gorjetas que são muito boas, não posso perdê-los, os dois são minha base e preciso deles.
Eu conheci um cara quando tinha dezessete anos. Aaron foi legal comigo e tinha vinte e um já. O amei tanto que me entreguei e acabei engravidando. Minha mãe e meu avô me apoiaram muito e fiquei feliz.
Aaron então decidiu que eu deveria ir morar com ele no apartamento dele, que não era muito longe da casa da minha mãe e eu fui. O primeiro tapa a gente nunca esquece, fui atender a porta porque nós tínhamos pedido pizza e o entregador fez uma piada gentil por ver minha barriga que já estava começando a aparecer eu apenas sorri.
Aaron fechou a porta e me deu um tapa tão forte que cai sentada no sofá atrás de mim com meus cabelos negros e cacheados virados junto com meu rosto. Eu perguntei porque ele fez aquilo e, ao mesmo tempo ele ajoelhou-se e pediu perdão, disse que o ciúme havia cegado ele.
E assim foi até eu completar seis meses de gestação que foi quando ele me deu a verdadeira surra. Parei no hospital em trabalho de parto prematuro, a médica vendo as minhas manchas roxas pelo rosto e corpo chamou a polícia que prendeu ele na sala de espera do hospital.
Aaron não resistiu a prisão meu filho, "Dom", nasceu mais faleceu no dia seguinte e eu me acabei de tanto chorar e o Aaron acabou respondendo pelo homicídio do próprio filho, eu nunca mais soube dele... Depois disso parei de confiar nos homens por completo.
Aaron
Hoje o senhor Akira me liberou mais cedo, pois vou ao hospital levar umas frutas para minha mãe e meu avô... Chegando no hospital vejo que a minha mãe está sozinha no quarto e a cama do meu avô está vazia.
— Mãe, cadê meu avô?
— Seu avô teve muita dificuldade de respirar essa noite e então levaram ele para fazer novos exames! Filha, precisa entender que o que temos pode nos levar a qualquer momento e isso é inevitável. Precisa conhecer alguém que te apoie e cuide de você quando não estivermos aqui.
— Mãe, pare. Eu não preciso de ninguém só de vocês. O senhor Akira pagou pela cirurgia de vocês dois para remover parte do câncer e só precisam de tempo para se recuperar. Eu trouxe melão docinho como a senhora gosta.
Quando eu venho para a visita eles sempre me dão duas horas e meia para ficar e já se passaram duas horas, ainda não vi meu avô. Não quero ir sem vê-lo antes.
Quando estou pensando em ir até meu avô a enfermeira abre a porta empurrando a maca em que ele está com os olhos fechados... Colocam ele na cama e ela explica que vai levar uns minutos até ele acordar e que só poderei ficar mais dez minutos depois disso, eu agradeço e fico olhando para ele.
— Filha, você está aqui esse tempo todo e não te vi comer o seu chocolate, está ficando pálida. Sabe que tem glicemia baixa e não pode ficar sem ingerir doces por muito tempo. — minha mãe fala preocupada comigo.
A verdade é que já estou sentindo tonturas já tem uma hora, mas a preocupação com meu avô me fez esquecer de comer meu chocolate que carrego comigo para uma emergência.
Olhando para o meu avô e ansiosa para que ele acorde pego um pedaço do chocolate e como devagar, só que não passa a tontura e eu tenho que me sentar. Minha mãe chama a enfermeira e ela já vem trazendo uma bolsa de soro com glicose.
Já sou conhecida aqui, depois que acaba o soro volto a me sentir melhor e meu vô acorda, dou mamão para ele e depois de conversar um pouco sou obrigada a deixá-los no hospital.
Volto para casa, a casa é o único bem que temos no nosso nome, até pensei em hipotecar a casa quando eles ficaram no hospital para pagar as despesas, mas com a ajuda do senhor Akira não precisei chegar a esse ponto.
Chego em casa e vou direto tomar um banho, depois fui esquentar a lasanha que fiz ontem e acabei não comendo, pois, estava com muito sono e cansada.
Me sento de frente para a tv e coloco no programa: "Vivendo com o inimigo", eu adoro assitir isso, mal me dou conta que já comi a lasanha e pego meu biscoito que está ao lado do sofá na mesinha e como.
Eu dou graças a Deus por ter um ótimo metabolismo e não engordar porque estou sempre beliscando por causa da glicemia baixa. Pego uma coberta e continuo no sofá assistindo o programa.
Essa casa ficou estranhamente silenciosa depois que eles foram para o hospital, me sinto sozinha, angustiada e ansiosa para amanhecer para ir trabalhar e depois passar minhas duas horas e meia com minha mãe e meu vô.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Josi Gomes
ATÉ AGORA, SÓ NOMES FEIOS , RSRSRSRS
2024-10-19
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Mclaudia Oliveira
Força guerreira 💪🙏
2024-09-14
0
Juliete Maceno
começando dia 0209/2024
2024-09-03
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