A sigo com o olhar e ela sai um pouco afastada da onde eu entrei ao lado da pedra, vou a andar na sua direção, enquanto ela guarda as suas coisas, que nem percebi estarem ali, chego no exato momento que ela está a colocar o short por cima do maiô, pega a sua mochila e sai na direção que vim
— Ei, espera não quis ofender, não me deixa aqui sozinho é maldade fazer isso no meu aniversário sabia (ela para de andar olhando para mim) pensei que fosse minha amiga Pequena
— Quantos anos esta fazendo? (sorrio, pois sei que consegui sua atenção e ela ficará aqui comigo)
— Dezoito, vim comemorar e acabei lhe encontrando
— Veio sozinho, tipo a sua namorada deve está aqui com você né, (diz meio receosa, parecendo ter medo da resposta)
— Não tenho uma, então vim sozinho, (respondo caminhado ate ela, abaixo-me perto do ouvido dela) você gostaria do cargo, ele está vago (levanto-me sorrindo, e acabo ainda mais satisfeito quando olho para sua face, vermelha que nem um tomate) estou a brincar com você (ela desvia o olhar, e juro que tive a impressão de ter visto decepção no seu olhar)
Passamos a tarde toda juntos, o meu celular já devia ter umas mil ligações no mínimo alternando entre o Douglas e o Rafael, e mesmo sabendo das consequências as aceitaria de boa, pois sei la essa menina dava-me uma paz que não tinha, quando estou com ela é como se tivesse em outro mundo, outra realidade
Ficamos ali, entramos na água, fizemos competições de nado, e até mesmo deitamos na areia jogando conversa fora
Conversamos de várias coisas inclusive que ela pretendia ser médica um dia, e agora estava no oitavo ano, contei que a minha mãe era médica e ela ficou fascinada, já estava a escurecer e esfriou um pouco, peguei minha camisa e dei para ela vestir, que recusou no início mais logo quando viu que não aceitaria um não a vestiu, observámos o por do sol, sentados naquela pedra, em determinado momento o celular dela toca e ao contrário de mim ela não aguentou a insistência e atendeu na quarta tentativa, ela falou com a pessoa que já estava a ir e desliga
— Obrigada por ter passado sua tarde comigo, principalmente por ser o seu aniversário, Grandão (olha dentro dos meus olhos, brincando com o pingente que se encontrava no meu pescoço, nossa aproximação era tão natural, que nos pegamos nos encarando, e lá está ela vermelha novamente, acho isso adorável nela, então ela pigarreia) então ainda não sou de maior como algumas pessoas aqui, (diz rindo apontando o dedo para mim) tenho que ir, mais antes queria dar algo a você,
— Vai me dar presente todo o ano, assim vou ficar envergonhado por não ter nada para você
— Para de graça, (me da um leve empurrão) pode pegar minha bolsa, por favor (pede para que eu pegasse sua mochila na areia, que estava do meu lado da pedra e assim fiz, desci ficando práticamente da altura dela em pé no chão enquanto ela estava sentada na pedra,)
Nisso abaixo-me a pegando e levanto ficando a frente dela para entregar a bolsa
— Aqui est... (sou surpreendido com um beijo dela, mesmo pego desprevenido a correspondi, lhe trazendo mais para mim, estou totalmente entregue naquele beijo, a sinto se movimentar ficando tipo de joelhos jogando o corpo um pouco para trás, o que me faz soltá-la)
E da mesma forma que começou terminou pois do nada ela se soltou de mim e pulou para o outro lado com a mochila na mão correndo como se tivessem atirando atrás dela, me deixando lá, paralisado, ela parou e gritou
— Feliz aniversário Grandão, até ano que vem, vou sentir saudades de você (me manda beijo, me fazendo soltar uma gargalhada)
E assim volta a correr, novamente a minha pequena sumiu da minha vista sem eu saber o nome dela, fiquei por mais um tempo ali, olho no meu relógio, são umas sete e meia da noite, pego minhas coisas e só ai percebo que a maluquinha foi embora com a minha camisa, no final das contas acabei dando alguma coisa para ela, faço o caminho de volta e entro no meu carro, vou devagar observando as luzes da cidade até que paro no sinal, e a vejo rindo numa espécie de pizzaria com mais duas meninas e três garotos, ela ainda estava com minha camisa, só que com a frente posta para dentro do short, o que me faz entender que ela vei direto para cá depois de me deixar lá sozinho, fico ali a observando, que nem percebo o sinal abrir, as buzinas me fizeram andar o que acaba chamado a atenção de quem está dentro da pizzaria, mais uns minutos saio da cidade e voltei para o campo, por volta das oito e quinze da noite, geral estava puto comigo, xingando e tudo, meu pai falou até babar, sobre minhas responsabilidades como futuro dono da facção, mais eu só pensava no beijo que ganhei daquela baixinha marrenta, e em como a encontraria denovo
Os treinos foram intensificados, e por ordem do meu pai fui isolado, mas nem liguei, o que deixou os demais putos comigo, apenas me empenhei para ficar ainda melhor no que faço, depois uns de três meses de isolamento descobri que o Rafa e Douglas tinha sidos transferidos para outro campo, tinha certeza que havia dedo do meu pai nisso, os demais garotos não se atreveram a se enturmar comigo, então segui o restante do ano sozinho, de certa forma não liguei, pois estava mesmo pensando em como iria sair daqui
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Atualizado até capítulo 169
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