— É o que, (engasguei com o ar por não esperar esse pedido dela) Pequena está a brincar né (e ela continua séria contudo agora cruza os braços me encarando)
— Sério que vai ser mão de vaca e não vai dar-me um beijinho, tá legal eu mesma compro então, (sai da minha frente parando na barraca de doces que está ao meu lado)
Fico igual um boco olhando-lhe numa mistura de alívio e decepção por entender errado o seu pedido, quando a moça entrega-lhe o doce e ela vai pegar o dinheiro na sua bolsa chego até ela pagando
— Anda vamos sair daqui (ela sorrindo concorda e pega no meu braço andando comigo lado a lado, vamos ao circo onde ela se acaba de rir, quase nem vi a peça pois prestava mais atenção nela)
— Vou procurar alguma coisa para comer (diz olhando para os lados, procurando uma forma de sair da arquibancada, lotada, já que estamos no meio)
— Nesse caso lhe acompanho pois também estou faminto, (seguimos juntos nossos caminhos que devemos ter ficado cerca de mais uma hora juntos, fomos em alguns brinquedos que estavam montados ali, acho que foi a primeira vez que realmente me divertir acompanhado do sexo oposto, voltamos para as barracas de jogos e ela ganhou no tiro ou alvo um pingente em formato de cruz de madeira que acabou me dando sem pensar duas vezes
— Olha aqui, para você Grandão, assim poderá lembra de mim, quando voltar para sua casa (me deu um sorriso tão lindo, se apoia em mim ficando na ponta dos pés o colocando em meu pescoço, nisso ela olha para trás quando uma senhora grita um nome que não cheguei a entender direito, pois foi de longe, e muito rápido e como ela atendeu de primeira ela não o repetiu)
— Tenho que ir Grandão, foi bom te ver denovo (me olhou apreensiva, como se tivesse sido pega fazendo algo errado, se bem que ela sumiu por mais de duas horas então ela deve está encrencada)
— Ei espera, Pequena, qual é seu nome
Ela saiu a correr, acredito que nem deve ter escutado a minha pergunta de tão rápido que se foi, ela estava novamente com a senhora da outra vez acredito ser a avó dela, que está a brigar com ela e puxa-lhe pelo braço, quando penso em ir até elas Douglas aparece-me puxando a gritar que sujou, pois os monitores estavam nessa festa também e já haviam pegado Rafael, damos carreira de volta para o campo, o problema que quando chegamos todos já estavam a nossa espera inclusive o meu pai
— Te espero na minha sala (sai andando sério, e nisso os meninos seguem com o monitor para o quarto ou seja essa reunião era exclusivamente para mim)
Cara era mil vezes melhor ter tomado uma surra de vara de metal, do que ficar lá escutando sermão dele o cara pegou pesado, mais ainda assim valeu a pena pois tive a chance de ver minha pequena
Ficamos na solitária por três semanas treinando sozinhos tipo sem ver ninguém, quando finalmente saímos você pensa aí eles tomaram jeito só que não a primeira coisa que fizemos foi planejar a nossa próxima fuga, o desafio estava melhor, pois agora todos estavam de olho na gente o que dava a adrenalina de nós fazer querer ir só para mostrar que podíamos e assim fizemos, obtendo sucesso, fizemos o pacto de ser os melhores de todo o campo, enfiando a cara nos treinos durante a semana, e aproveitando a farra nos fins e assim se foi mais um ano, no meu aniversário de dezoito anos, resolvi que podia sair sozinho desta vez pois não pretendia voltar no mesmo horário de sempre, então fui ousado saindo no meio da semana, era um dia ensolarado, fui a praia como nunca gostei muito de multidão, tirei minha camisa a prendendo na beira da bermuda e coloquei os fones, andando pela margem do mar me afastando cada vez mais dos outros
Quando já não tinha mais ninguém a vista, me sentei numa pedra que tinha por ali, coloquei minhas coisas sobre ela, observando o mar por alguns minutos, a brisa estava tão gostosa que tirei a bermuda pois decidir mergulhar, sai num ponto aonde conseguia ficar de pé no fundo mais a água ainda estava no meu peito, quando do nada ela sai da água bem na minha frente, ficando cara a cara comigo, ela se assusta e acaba afundando novamente, no impulso a pego pela cintura a voltando para superfície a colando a mim, depois de tossir cuspindo um pouco da água que ela engoliu, ela sorri ao me reconhecer
— Que susto garoto, estou começando a achar que só nos encontramos uma vez por ano e quase nos machucando (diz rindo) quer me matar é isso
— Pelo menos desta vez, não trombamos um no outro, o que uma criança como tu está fazendo por aqui sozinha tão longe dos outros, fugiu da tua avó denovo pequena
— Sem sermão Grandão, tu é meu pai por acaso, para sua informação não sou mais uma criança tenho treze anos tá, então já sou considerada uma adolescente, (cruza o braço sobre o peito, totalmente despreocupada do fato de que estou segurando ela, que não toca o pé no fundo como eu estou) e respondendo sua pergunta não estou fugindo da minha avó, hoje saí com umas amigas minha, só que elas, me deram um perdido para ficar com uns garotos então resolvi vir para cá já que não gosto de ficar sozinha em multidões
— E ala, ela é rebelde, pode crer o adolescente, e me conta aí você também tá de rolo com esses moleques por acaso (pergunto um pouco irritado)
— Não é da sua conta, (se solta de mim, com ignorância afundando novamente, acho graça do seu nervosismo, com certeza deve ser BV ainda, e aqui estou eu feliz por constatar isso)
Sinceramente com ela tenho vários sentimentos em um curto espaço de tempo
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Atualizado até capítulo 169
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