P O V ALEMÃO
UMA SEMANA DEPOIS
SEXTA FEIRA
07:54 AM
RIO DE JANEIRO 📍
Eu tinha quatorze anos quando minha mãe conheceu meu padrasto, no começo o cara era fechamento imagina um cara exemplar?
No começo eu era contra, morria de ciúmes da minha mãe, mais se ela estava feliz porque seria eu a atrapalhar sua felicidade?
Eu demorei quatro anos pra aceitar o seu relacionamento, apesar de ser contra eu nunca havia feito nada pra atrapalhar ela as vezes eu tinha a esperança dela ver o que eu via.
Tinha algo nele que não me agradava, mesmo ele sendo trabalhador, um cara responsável e que de certa forma fazia bem a minha mãe e me respeitava, quando eu finalmente dei o braço a torcer tudo mudou.
As brigas começaram, as traições começaram, todos os dias ele chegava tarde da noite em casa, era nítido os cheiros de perfume barato de mulher em seu corpo, ele já não fazia questão de esconder que estava com outras.
Isso eu sabia porque no dia seguinte eu ia tomar banho e o banheiro fedia a perfume doce barato, o pior era saber que minha mãe aceitava aquela situação, eu já tava com 18 anos na época!
Eu trabalhava na parte da manhã, chegava em casa por volta das seis horas da tarde e sete e meia eu já estava no portão da escola pra concluir meu último ano.
Eu tinha as minhas economias, eu não precisava ajudar em nada em casa, Wemerson apesar de ter se tornado um filho da puta ele não deixava a gente pagar nada.
Eu falava pra minha mãe pra gente ir embora, a gente tinha condições de ir pra um outro lugar e viver tranquilamente durante alguns meses.
Mais não, ela tinha a esperança dessa fase passar, como todo mundo diz, "e fase do casamento, logo essa fase acaba" mais porra se tem traição já não tem mais o respeito ou tem?
Eu ficava bolado mais eu respeitava a sua decisão, até que começou as agressão, ele chegava tarde, eles brigava, ele batia nela e no dia seguinte pedia desculpas.
E foi assim durante muito tempo, depois já não tinha pedidos de desculpas, muitas vezes eu entrava no meio a onde que eu ia ver um mandado bater na minha mãe e não fazer nada?
O fada era que a dona Angélica era cabeça dura, se ele chegasse de mansinho pro lado dela, desse presente ela já o desculpava e fingia que nada aconteceu até tudo se repetir.
Aí eu via que não tinha mais solução, por mais que doia eu parei de ajudar não tinha como ajudar alguém que não queria ser ajudada, toda vez que eles começava com a brigas eu saia de casa.
Mais numa dessa saída havia dado ruim, quando eu voltei em casa tava tudo cheio de sangue, era normal já que ele machucava pra valer a minha mãe, mais aí meu coração acelerava.
Quanto mais eu danava mais eu sentia um aperto no meu peito, chamei a minha mãe mais não obtive resposta, fui no banheiro e estava tudo limpo indicando que ela não havia passado por ali.
Chamei pelo meu padrasto e também não obtive resposta, mais quando eu cheguei em seus quarto meu mundo parecia ter desabado, ele estava Ali jogada na cama nua.
Com o costo totalmente machucado, seu corpo havia marcas em todo lugar, toquei em sua pele morena que e seu corpo estava gelado ali meu mundo parou, ela havia me deixado ali sozinho no mundo.
Ele acabou com a vida dela e de certa forma acabou com a minha também, mais tudo piorou quando a polícia chegou não sei quem havia chamado mais ali estava elas mais não pra prender o verdadeiro culpado.
Eu havia levado culpa da morta da mulher que me colocou no mundo, eu havia sido culpado de matar não só a minha mãe mais como a criança que estava em seu ventre.
Fui acusado de homicídio, estrupo e uma tentativa de homicídio, eles nem ao menos me deixaram falar, eu nem tive a chance de dar o meu depoimento, eu tentei, eu gritei, eu chorei mais não consegui.
Um preto nunca tem chance de se explicar, eu não morava na favela, eu não roubava, eu não matava, eu trabalhava dobrado pra poder conseguir tirar a minha mãe daquele inferno, eu estudava pra poder dar orgulho a minha mãe e de ser alguém na vida.
Eu era só um moleque de 18 anos sendo preso por matar a sua própria mãe e seu próprio irmão que nem ao menos teve a chance de conhecer o mundo.
Preso naquela delegacia eu escutava na tv toda hora saindo meu nome, o menino que matou a mãe, era diagnosticado com surtos de raiva e problemas mentais, ainda sim escutei aquele filho da puta falando que sempre tanta esconder esse meu problema pra não ver ninguém me julgando.
O choro parecia tão real que se eu não conhecesse aquele filha da puta eu diria que ele estava falando a verdade, ali eu soube que havia sido ele a chamar a polícia, havia sido ele a fazer a denuncia.
Quando me transferiram pro presídio foi quando conheci o antigo dono do Alemão, fui parar na mesma cela que ele ali contei tudo foi quando a minhas lágrimas secaram e no lugar dela veio o ódio.
Eu mataria aquele filho da puta, eu iria fazer com ele o mesmo que ele fez com a minha mãe, eu iria destruir a vida dele da mesma forma que ele destruiu a minha.
Foi ali em meio de noites e noites acordado que eu jurei vingança pela minha mãe e meu irmão, foi no meu de brigas e gritos dentro daquele presídio que eu jurei acabar com a vida dele.
Quando fugi da cadeia eu foquei em aprender tudo que eu tinha que aprender, atirar, lutas e toda essa porra toda, caribe me ensinou tudo que ele sabia e com o tempo eu fui aprendendo mais e mais.
Hoje eu estou atrás daquele desgraçado e logo ele vai estar na minha mão!
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Atualizado até capítulo 62
Comments
Janaina Miranda
cara que barra ele passou por isso ele é assim cismado com tudo
2024-08-13
0
Pedro Miguel
Oi Autora primeira vez que leio um romance seu Tá Lindo Será que o padrasto dele é o pai da Yasmim?
2024-07-13
3