P O V YASMIN BITENCOURT
SEGUNDA FEIRA
09:30 AM
RIO DE JANEIRO 📍
Médico: sua situação podemos considerar estável, tem solução isso só dependerá de você e do seu organismo - ele falou olhando nos meus olhos
Hoje já era um outro médico, esse já era alto, com seus olhos claros, lábios vermelho e um tom de pele mais escuro, em seu dedo era visível a aliança de ouro indicando que ele era casado.
Ele era bonito, mais o que me deixava mais apreensiva era que a forma fria que ele falava, sua voz grave e firme consegui deixar todo o ambiente sem vida e mais fria.
Leo: deixa de enrolação doutor, pode falar de uma vez... A minha filha tem algo sério?- ele perguntou preocupado e nervoso
O médico olhou sério para o meu pai por ele ter cortado a sua fala, ele suspirou fundo e pegou os exames e entregando na mãos dos meus pai.
Médico: como eu ia dizendo, a paciente esta com câncer no colo uterino, isso explica o motivo das dores abdominais, o câncer está indo do estágio dois, claro se começarem o tratamento agora podemos evitar que o câncer se espalhe- ele falou agora olhando pra mim
Meus olhos estava cheios de lágrimas, meu corpo tremia, já era possível escutar o choro da Ana e meu pai fazendo mil perguntas pro médico.
Leo: como isso doutor, ela sempre fez exames constantemente, como isso pode ter aparecido isso assim do nada?- ele perguntava confuso depois de ter falado várias coisas que eu não havia prestado atenção
Médico: casos assim acontece, as vezes o resido do câncer demora a aparecer, não tem sintomas, não tem dores não tem nada, a sorte e que conseguimos encontrar cedo e com tratamento podemos acabar com isso, sorte que nem outras pessoas tem infelizmente, já aconteceu de casos do paciente e a família já descobrir no último estágio do câncer, mesmo a gente trabalhando tentando ajudar nem sempre dar certo - ele falava algumas coisas que eu quase não entendia
Eu só conseguia pensar no que eu irei fazer agora, como será a minha vida daqui pra frente, minha rotina agora seria somente hospital e casa, meus cabelos longos iria cair e a cada dia mais eu perderei os meus cabelos.
As pessoas me olharia com pena, piadas sobre mim eu sempre iria escutar, e pra ajudar eu nunca mais poderei realizar o sonho de ser mãe um dia....
Eu senti meu pai e minha irmã me abraçando chorando, enquanto o médico encarava a gente, a sua cara de sério que ele tinha quando a gente entrou mudou completamente, era possível ver seus olhos cheios de lágrimas todo emocionante a cena que ele estava vendo.
Eu: eu não poderei ter filhos doutor?- perguntei com um no na garganta, eu escondi meu rosto no peito do meu pai e fiquei esperando uma resposta sua mais ao invés disso apenas escutei sua respiração pesada e a sua limpada de garganta
Medico: isso e algo difícil de te responder senhorita Yasmin, casos assim e difícil alguém engravidar depois das quimioterapias algumas pessoas não consegue gerar um filho.
Porém não quer dizer que e impossível, já que pra Deus nada e impossível, Mais no caso de pacientes casados, sejam homens ou mulheres, há ainda a opção de retirar os óvulos e os espermatozoides, fazer a fecundação in vitro e congelar os embriões. Após o tratamento e a remissão, estarão prontos para serem implantados no útero. "Quando a paciente está curada e em boas condições clínicas, após a implantação dos embriões as chances de a gravidez ser bem-sucedida são exatamente as mesmas de qualquer outra mulher"- ele fala, Segundo ele, o ideal é que a fertilização dos espermatozoides ou a implantação dos embriões seja feita em até três anos após a coleta, para que a possibilidade de sucesso seja maior.
Mais como alguém poderia se apaixonar por uma doente?
Ana: vai dá tudo certo, estamos com você meu amor - ela falou beijando a minha cabeça, sentir o corpo do meu pai me apertando em seus braços junto com a minha irmã
Eu tentava segurar as lágrimas porém o no que se formava na minha garganta me impedia de fazer qualquer coisa.
Eu queria gritar, eu tinha tantas perguntas, porque?
Eu me cuidava tanto, eu era sempre certinha em tudo, porque tinha que acontecer comigo?
O médico pediu pra mim esperar lá fora que ele precisava falar com eles sozinhos, ainda meio atordoada eu me levantei e fui pra fora.
Caminhei até a saída do hospital e logo mandei uma mensagem pra Ana falando que precisava ficar sozinha mais que logo estaria em casa!
Peguei um ônibus qualquer e logo desci na primeira praia que apareceu, caminhei pro local mais deserto e me joguei no chão enquanto as lágrimas escorria sem permissão nenhuma.
Parecia que eu havia levado um soco bem na boca do estômago, eu era tão nova, eu me cuidada, claro que comia besteira como qualquer outra pessoa, mais eu me cuidava como ninguém.
Agora a onde eu olhasse iria ter alguém me olhando com dó, alguém me olhando com pena e cochichando pra onde estiver.
Meu sonho ali havia sido destruído, eu jamais geraria um filho, eu jamais teria aquela sensação de ver as mudanças do meu corpo, a barriga crescendo, o beber se mexendo.
Isso era o que eu mais achava lindo, aquele momento seu com o filho, a mamentação aquele momento materno.
Meu peito doia sabendo que eu jamais iria ter aquele momento, o pior era não saber se eu estaria aqui pra ver meu pai refazendo sua vida, ver minha irmã ter seu primeiro filho.
E se eu não sobreviver? Eu nunca terei a oportunidade de conhecer o amor da minha vida, e de ter a minha própria família!
Enquanto eu chorava e pensava em como minha vida iria mudar daqui pra frente, as horas passava e a vontade de voltar pra casa e sentir aquela sensação horrível de sofrimento só acabava comigo.
De agora em diante as atenção seria apenas pra mim e a minha doença, claro que eu amava atenção, adorava ser mimada e ter todos ao meu lado me mimando, porém não dessa forma...
Não com todos sabendo que estou doente e que posso morrer daqui uns meses, daqui uns anos ou até dias.
.......
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Atualizado até capítulo 62
Comments
Janaina Miranda
aí que triste 😭 e que dê tudo certo no tratamento dela e tbm que ela consegue ser mãe
2024-08-13
0
jeovana❤
Ñ entendi uma coisa como assim o pai dela refazendo a vida?
2024-08-10
1
Mari Silva
que triste /Scowl/
2024-07-12
2