P O V YASMIN BITENCOURT
SEGUNDA FEIRA
08:15 PM
RIO DE JANEIRO 📍
As lágrimas ainda descia pelo meu rosto branquinho que agora deve estar totalmente vermelho, não sei como eu ainda conseguia chorar mais elas descia sem a minha permissão.
Meu celular não parou de tomar um segundo se quer, eu preferi não atender, só falei que estava bem e que queria ficar sozinha!
Pode me chamar de egoísta por sumir durantes horas depois da sua família ter recebido uma péssima notícia sobre seu estado de saúde.
Mais tenta se colocar no meu lugar, se não está sendo fácil pra eles imagina pra mim, porque seria eu que ficaria quase morando dentro de hospital sobre efeitos de remédios e mais remédio.
Claro sem contar o fato que todo mundo iria parar as suas coisas pra ficar comigo, eu gosto de atenção, gosto de ser o dengo das pessoas que eu amo, porém não era assim que eu queria.
Não era dessa forma que eu me imaginei tendo atenção das pessoas que amo, era de um jeito diferente não assim.
Desci do ônibus em frente a entrada do alemão, respirei fundo limpando as lágrimas que ainda caia e comecei a subir a ladeira .
Apesar de ser uma segunda feira da vida, o alemão estava movimentado, era carro subindo e descendo e as motos então nem se fala, o que estava acontecendo eu não sei, mais também não fazia tanta questão de saber.
As vezes eu preferia ficar longe dessa vida, nada contra acho que cada um faz da sua vida o que bem quiser, tinha pessoas boas e pessoas ruim nessa vida.
Mais o que havia de maldade não era brincadeira, eu posso , comprimento quem fala comigo mais e sempre eu aqui e eles lá, eu não mexo com ninguém e ninguém mexe comigo, bom alguns.
Cheguei na porta de casa e do portão dava pra ver as coisas lá dentro, minha irmã abraçada com seu marido, meu pai com os olhos fundo e um olhar vazio.
Ninguém ali tinha uma cara muito boa, era visível seus rostos inchado pelo choro, e eu havia causado aquilo era a minha culpa de todos estar assim.
Eu sei que não poderia me culpar por algo que eu não tinha culpa nenhuma, eu não havia pedido pra ficar doente e muito menos havia escolhido fazer todos sofrer.
Mais mesmo sabendo de tudo isso eu não conseguia enviar de me sentir culpada, eu tentando colocar isso na minha cabeça mais não entrava nunca.
Respirei fundo abrindo o portão com cuidado e logo fechando ele atrás de mim, caminhei de vagar pelo longo quintal de casa, entrei dentro de casa fazendo toda a atenção do ambiente se voltar a mim.
Só tinha eles aqui, a minha família, graças a Deus meus amigos não estava aqui, eu não queria ver qual seria a reação deles ao descobri da minha doença, já não bastava a minha família não queria mais gente sofrendo, não hoje.
Tudo que eu precisava hoje era de um tempo pra mim, um banho morno e me deixar no meu quarto e conversar com Deus.
Léo: oh minha princesa, seu pai estava preocupado - ele falou me abraçando forte e eu abracei mais forte ainda e logo sentir algo molhar minha pele clara- vai ficar tudo bem, estamos aqui pra você e logo você estará bem ok?- perguntou segurando meu rosto com suas mãos morenas e forte
Meu pai era um gato, tinha seus 40 anos mais tinha tudo em cima, ninguém fala que ele tem a idade que tem, seu corpo totalmente trincado e em forma, seu serviço ajudava muito nessa parte.
Ele trabalhava em construção, era pesado mais ele sempre fala que dá conta do recado, sem contar que ele não recebia mal, muito pelo contrário ele recebia muito bem e a gente vivia bem aqui no alemão.
Apesar das invasão de polícia e até mesmo de outra facção, aqui era o lugar mais seguro que poderia ter eu jamais trocaria esse lugar por qualquer outro.
Eu cresci aqui, meus pais cresceram aqui, aqui de alguma forma me trazia paz, eu não vou dizer que jamais iria embora daqui até porque eu nunca sei do dia de amanhã.
Mais se de alguma forma eu pudesse escolhe onde morar eu sem dúvidas escolheria aqui.
Eu: me desculpa papai, mais eu precisava ficar sozinha, são tantas informações - falei baixo sentindo seus braços forte me prender contra seu corpo - eu não queria fazer vocês chorar - falei dessa vez chorando e escutando os fungos de minha irmã
Olhei pra ela ainda abraçada com o meu pai e vi seu rosto vermelho, seus olhos pequenos e inchados, ela sussurra um eu te amo e me fez da um pequeno sorriso em meios as lágrimas...
Me soltei do papai e fui em sua direção, meu cunhado a soltou e eu corri prós seus braços sentindo ela me apertar com força e beijando todo meu rosto.
Ana foi a única versão feminina que eu tive do meu lado, apesar da pouca diferença de idade ela foi pra mim como mãe.
Sempre soube da existência da mamãe, meu pai sempre fazia questão de dizer o quanto ela era linda, de como ela me amava sem nem mesmo ver meu rosto.
Infelizmente não consegui conhecer ela, mais tudo que escutei do meu pai e da Ana parecia que eu já havia conhecido ela
Ana foi como mãe, me ensinou várias coisas e aprendemos várias coisas juntas,ela e a minha força assim como o papai, pelos dois eu faço qualquer coisa sem nem pensar duas vezes.
Ana: não me afasta assim de você meu amor, eu vou sempre estar aqui, eu sempre vou cuidar de você igual eu fazia quando você era pequena meu amor, jamais sairei do seu lado nunca - ela falava me apertando contra seu corpo como se tivesse medo que eu fugisse
Eu: eu amo você - falei me desmontando em seu braço, logo sentir corpos nos abraçando e vi que meu pai e meu cunhado havia se juntado a nós.
Eu gostava do meu cunhado, ainda mais sabendo que ele cuidava muito bem da minha irmã e a fazia feliz, eu não tinha nada contra ele muito pelo contrário ele sempre que podia me mimava.
Era como se eu fosse o chaveiro deles, e eu queria que continuasse assim.
..........
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Atualizado até capítulo 62
Comments
Vitoria Barbosa
tadinha ela não merecia isso 😢💔🥹
2024-08-20
1
Janaina Miranda
Yasmin tem uma longa batalha pela frente mais com o apoio da família vai ajudar muito ela
2024-08-13
0
Áu🌹
Mas… porquê estar sempre a falar sobre a aparência do pai e sobre como ele é gato??! Estranho isso
2024-07-11
3