— Então, vamos direto ao ponto, eu quero que você fique comigo — Eu não tinha motivos realmente para querer que seja extremamente ele, mas eu gostei dele, seu rosto era bonito, seu corpo era mais bonito ainda e digamos... Sua personalidade era um merda, assim como a minha.
— Como assim? Ta me chamando para um encontro? Como isso me daria dinheiro? — Eu rir e me levantei, chamei a empregada e pedi para que trouxesse vinho.
— Aceita beber comigo? — Ele concordou, eu me sentei mais próximo dele e como esperado, ele se afastou.
— Eu sou mais do que você acha e no momento, se eu quiser ter tudo isso ainda sem que alguém queria me matar... E é aí que você entra, coisa fofa — A empregada trouxe o vinho e eu tomei o líquido na taça, ao contrário dele, ele estava tão receptivo comigo, por que estar assim agora? Dessa forma não será mais divertido tê-lo pra mim.
— Como poderia ajudar você?
— Case-se comigo ou viva comigo, o que vier primeiro — Falei dando de ombros.
— Hum... Estar bem — Eu o olhei surpreso, não achei que ele aceitaria tão rápido, achei que iria ter que convencê-lo até que ele cogitasse a ideia, mas pelo visto, estava errado.
— Bem... Ótimo, alguma condição? Dúvida? Ou observação que eu precisava saber?
— Até então, sem condições
— Dúvida?
— Por quanto tempo terei que viver com você?
— No máximo, 1 ano, é tempo o suficiente para que eu tome o lugar de meu pai e aí você será livre. Observação?
— Não toque nas minhas coisas, não pergunte sobre minha vida e não se meta em meus assuntos — Sua convicção me surpreendeu, o que ele tem tanto a esconder?.
— Hum. — Ele olhou para o celular e depois olhou para mim.
— Quando virei para cá?
— De preferência, hoje a noite — Ele concordou com a cabeça e tomou o vinho que estava no copo, depois se levantou, demonstrando que iria embora.
— Não estar interessado sobre minhas condições ou observações? — Ele guardou o celular me olhando com certa indiferença.
— Não estou interessado, esse "casamento" não passa de um trabalho qualquer, discutiremos os assuntos financeiros mais tarde, tenho trabalho a fazer
— É bom com computadores, não é?
— Sou bom com o que me pagam — Eu abri um sorriso.
— Então... Se eu pagasse para que me fizesse um boquete agora, você seria tão bom assim? — Ele ficou surpreso, vi isso em seus olhos castanhos, ele limpou a garganta e voltou a me olhar com aquele olhar de indiferença... Ha, porra... Isso está me irritando.
— Não sou uma puta, quer receber um boquete? Pague por um — Ele se aproximou da minha janela, eu fiquei sentado, tentando entender sua ação, ele me chamou com os dedos, levantei e fui até ele e ele apontou para uma prostituta que estava encostada no poste conversando com outra prostituta.
— Ali, tenho certeza que só para um boquete não irá sair tão caro, talvez... 80 Won — Ele deu batidinhas "amigáveis" em meu ombro e depois foi em direção à porta, eu ainda estava parado ali, surpreso com o que acabou de acontecer, ninguém nunca falou assim comigo, eu o olhei.
— Claro, se tiver dinheiro para pagar, "coisa fofa" — Ele me soltou um beijo e depois foi embora, meu coração estava disparado, ele era diferente, era forte, arrogante, posso arriscar dizer, até mais arrogante que eu.
— Hahahaha.... — Coloquei a mão no peito.
— Isso está ficando cada vez melhor...
MAIS TARDE
Eu estava nesse exato momento na casa de minha mãe, ela já estar velha e não consigo deixa ela para trás, ela foi uma péssima mãe para mim mas ela ainda é minha mãe.
— Nunca mais você veio aqui filha, o que aconteceu com seu cabelo? Estar parecendo um homem — Eu estava sentado no sofá, ela estava em minha frente segurando em minha cabeça de uma forma delicada.
— Mãe, eu não sou uma mulher e você sabe disso — Falei tirando sua mão de minha cabeça, ela aparentemente ficou chateada pois deu as costas e foi para a cozinha, eu olhei para baixo.
— Me arrependo de ter vindo... — Falei baixo fazendo uma massagem na testa.
— Yejin, por que me trata como uma estranha?! Eu sou sua mãe filha! É por causa de seu pai não é?... Ele disse algo? — Ela voltou com um semblante diferente, não me surpreende ver esse semblante, o vi por anos, junto com tapas e murros.
— Já chega mãe!! — Falei irritado, me levantei e apertei o punho.
— Aquele merda sumiu! Ele tem a porra de uma família perfeita! Ele abandonou a você e você descontou em mim toda a sua frustração
— Yejin! Não fale comigo assim mocinha!!!
— Deus.... Pela última vez... EU NÃO SOU A PORRA DE UMA MULHER!!!! EU SOU HOMEM!!!! — Ela se assustou, eu respirei fundo, peguei meu celular e guardei no bolso.
— Você teve um filho, não uma filha... Mas sinceramente.... Você não deveria ter nenhum filho — Falei passando por ela e indo até a porta, ela começou a chorar, eu engoli o seco e apertei a maçaneta da porta, não iria voltar, não para o mesmo erro... Sair da casa irritado, triste, frustado.
— Porra! — Eu parei em um beco para fumar, eu fui me abaixando até chegar no chão, juntei as pernas e passei a mão na cabeça, me pergunto porque eu estou tentando ainda fazer minha mãe entender que ela estar doente, que ela precisa de ajuda... Mas ela não quer se ajudar, insiste em dizer que teve uma menina, insiste em querer me moldar para ser sua tão sonhada filha.
— Senhor Soo? — Eu levantei a cabeça e vi um homem, igual ao Kenai, claro que tinha coisas diferentes, ele era mais sério, seus olhos eram verdes, até sua postura era mais séria que a do Kenai.
— Posso ajudar? — Falei me levantando.
— Prazer, Denahi, irmão mais velho do Kenai, podemos conversar?
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Atualizado até capítulo 67
Comments
juliana Sereno
Que triste a mãe fez o filho virar mulher /Sweat//Sweat//Sweat//Sweat//Sweat/
2025-03-18
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