Mantendo a Unidade

Ryuji olhou para trás e viu os protagonistas, os primeiranistas, os homens de Derek e os demais membros de seu esquadrão, todos observando-o. A pressão dos olhares de desaprovação pesava sobre ele.

Ethan, Léo e Tommy estavam prontos para o que der e vier.

James Foster, Oliver Knight e William Blake mesmo machucados, iriam seguir Ryuji por onde fosse.

Charlotte estava sendo amparada por Alex, mas ambos tinham a determinação nos olhos.

Richard deu um passo à frente, seus olhos frios fixos em Ryuji.

— Derek tem razão, Ryuji. Nossa força está na nossa unidade e na nossa capacidade de responder com força a qualquer ameaça. Se você não entende isso, não merece estar aqui — disse Richard, sua voz baixa e ameaçadora.

Ryuji sentiu um nó na garganta. Ele sabia que todos esperavam que ele agisse como um verdadeiro líder de gangue, mas seu coração lutava contra essa realidade.

— Eu... eu entendo — murmurou Ryuji, tentando esconder a confusão e a tristeza em seus olhos.

Derek se afastou, completamente satisfeito com a situação. Rebecca e Jackson estavam bem atrás dele, mostrando que o trio iria permanecer unido.

— Ótimo. Agora vamos garantir que todos saibam que não devem nos desafiar. Estamos juntos nessa — disse Derek, seu tom firme e decisivo.

A tensão ainda estava presente. Ryuji sabia que precisaria fazer uma escolha em breve: seguir o caminho da violência e da brutalidade, ou encontrar uma maneira de liderar sem sacrificar seus valores. O torneio de apostas finalmente tinha chegando ao fim, porém, como mesmo mencionei, a atmosfera ainda era carregada de tensão e adrenalina. Moe voltou da rua com uma expressão séria, interrompendo o burburinho que se espalhava pelo pátio.

— Só tinham três invasores mesmo — disse Moe, recolhendo o bastão. — E pelo que parece, acho que lidamos com todos.

Richard e Breno se entreolharam e, sem precisar de palavras, decidiram o próximo passo.

— Vamos ter uma "conversa" com os invasores capturados — disse Richard, seu tom deixando claro que seria um interrogatório.

— Certo, precisamos descobrir o que eles estavam planejando — concordou Breno, seguindo Richard enquanto arrastavam os prisioneiros para um canto mais isolado.

Os invasores se olharam com expressões de medo.

Alexandre se aproximou de Ryuji com sua expressão severa.

— Ryuji, você e os seus precisam comparecer à próxima reunião. Será daqui a dois dias, na sexta-feira — ordenou Alexandre, deixando claro que isso não era um convite, mas uma exigência.

Ryuji, ainda um tanto abalado, lhe encarou, pálido. Olhou para os demais membros de sua divisão e respondeu.

— Estaremos lá — respondeu Ryuji, firme.

A gangue começou a se dispersar, os ânimos se acalmando gradualmente. Ryuji ficou com os protagonistas e os primeiroanistas, iniciando uma conversa enquanto caminhavam para o portão da quadra, indo em direção ao metrô.

Derek, ainda machucado, se aproximou de Ryuji, sua expressão um misto de respeito e desafio.

— Parabéns, Ryuji. Agora você é o líder. Vou obedecer suas ordens... mas só até nos enfrentarmos novamente — disse Derek, um sorriso presunçoso aparecendo em seus lábios.

— Não tenho intenção de decepcionar — respondeu Ryuji, mantendo o olhar fixo no de Derek. — Mas lembre-se, não estamos aqui apenas para lutar. Precisamos de unidade.

— Unidade? — Derek soltou uma risada sarcástica. — Vamos ver quanto tempo isso dura. Mas, por enquanto, sou todo ouvidos.

Os protagonistas e os primeiroanistas observaram a troca de palavras, sentindo a pressão da responsabilidade que agora recaía sobre Ryuji. Richard, com seu olhar analítico, não pôde deixar de intervir.

— Ryuji, liderança vai além de força bruta. Precisamos de estratégia e visão. Não subestime o que está em jogo aqui.

— Eu sei disso, Richard — respondeu Ryuji, com um aceno de cabeça. — E vou provar que sou digno desse papel, não apenas para vocês, mas para todos que dependem da nossa força.

Os heróis, foram pela Linha A, de um lado do metrô, Ryuji, James, Oliver e William. Ethan, Léo e Tommy. Charlotte e Alex. Os primeiros antagonistas, também estavam no metrô, mas foram pela Linha B, Derek, Rebecca e Jackson. bem como Ryan Marine e Jake Red, que Derek os reconheceu como fortes.

Enquanto caminhavam, Ryuji sentia o peso dos olhares de seus companheiros, todos esperando algo dele. A jornada até o metrô era curta, mas cheia de significado. Eles não eram mais apenas indivíduos; agora eram parte de algo maior, algo que exigia mais do que apenas força física. Exigia coragem, inteligência e, acima de tudo, unidade.

"Entramos rivais, desconhecidos e sem muita importância para o que iria acontecer. Agora, saímos mais fortes e dentro de um propósito. O que será que nos espera". — imaginou Ryuji.

O trem metropolitano se aproximava da estação, levando consigo os primeiranistas, os protagonistas e Ryuji. É aqui que os times de heróis e antagonistas se viram pela última vez neste dia.

E em pouco tempo, dentro do metrô, cada um deles preparava-se para desembarcar em suas respectivas paradas.

— Aqui é a minha parada. Até logo, pessoal. — disse James, dos primeiranistas, acenando para os outros antes de sair.

Ele foi o primeiro.

— Nos vemos amanhã na escola. — acrescentou Tommy, dos protagonistas acenando também.

Este foi o último.

As despedidas de Rebecca e Alex, foram com os olhares intensos e fervorosos. O trio dos heróis estava mais conectado do que nunca. Ryuji permaneceu no trem por mais algumas estações antes de finalmente chegar à sua parada. Ele saiu e caminhou em direção à sua casa modesta de dois andares, localizada em um tranquilo bairro residencial.

Ao chegar à porta de sua casa, Ryuji foi surpreendido por um jovem um pouco mais velho que ele, usando uma jaqueta branca com um número 5 nas costas. Seu olhar era perspicaz e seu porte demonstrava confiança.

— Desculpe incomodar, mas você é Ryuji, certo? — perguntou o jovem, mantendo-se respeitosamente à distância.

Ryuji assentiu, curioso sobre a identidade do rapaz.

— Você não me parece muito forte. Realmente venceu Derek? — questionou o rapaz desconhecido.

— O que houve? Veio atrás de briga? Eu estou pronto para o que der e vier! — argumentou Ryuji com sua postura de luta.

— Acalme-se, estou apenas tirando uma com a sua cara. Até porque, se lutássemos, eu venceria sem esforço algum.

Ryuji começou a suar frio. Seria uma armadilha de uma gangue rival?

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