O Trio dos Heróis

A madrugada londrina estava fria como uma lâmina de gelo, cortando através das camadas de roupas e penetrando até os ossos. A cidade parecia um gigante adormecido sob o manto espesso da escuridão, suas ruas vazias iluminadas apenas por postes de luz amarelada que lançavam sombras longas e fantasmagóricas. O frio mordia a pele e fazia as feridas arderem, lembrando os protagonistas das batalhas anteriores.

Ethan, Léo, Tommy, Alex, e Ryuji caminhavam lentamente pelas ruas desertas, após saírem do metrô, ainda sentindo o peso da derrota e das feridas. O ar frio e cortante trazia consigo um silêncio quase absoluto, quebrado apenas pelo som dos passos sobre o asfalto úmido e pelo ocasional tremor de dentes.

— Está frio demais para isso — murmurou Ethan, tentando aquecer as mãos nos bolsos do casaco.

— É Londres, cara. O frio aqui não dá trégua — respondeu Léo, apertando o passo para se manter aquecido.

— Vocês estão bem? — perguntou Tommy, olhando para os amigos com preocupação.

— Essas feridas não vão cicatrizar tão cedo com esse frio. — completou Ryuji.

— Eu estou bem, só um pouco dolorido — disse Alex, tentando esconder a dor com um sorriso forçado.

— Temos que pensar em como vamos enfrentar Derek amanhã... — disse Ethan.

Ryuji, caminhando à frente do grupo, parou e virou-se para encarar os amigos com seus olhos vermelhos que brilhavam com uma determinação feroz, apesar da dor evidente.

— Amanhã vamos mostrar a eles do que somos feitos. — declarou Ryuji.

— Precisamos ser mais realistas. Derek e a sua gangue são fortes e estão em maior número. — disse Ethan.

Sua voz refletia a frustração e o medo que sentia.

— Temos que nos preparar melhor.

— Concordo... Mas.... Afinal, o que vamos fazer? — perguntou Alex.

Ryuji respirou fundo, sentindo o ar frio queimar seus pulmões.

— Não vamos lutar de frente como hoje. Vamos ser estratégicos.

A noite londrina envolvia-os como um cobertor de sombras, e o frio penetrante parecia intensificar a gravidade da situação. O grupo continuou caminhando, buscando abrigo e um pouco de calor para planejar sua estratégia. A madrugada avançava, fria e silenciosa, enquanto os protagonistas seguiam seu caminho, unidos pela causa comum e pela chama de resistência que queimava em seus corações. Eles sabiam que a luta seria dura, mas estavam prontos para enfrentar o desafio.

A madrugada começava a rugir com seu frio cortante, enquanto o grupo de protagonistas encontrava um abrigo temporário embaixo de uma árvore. O local oferecia algum alívio contra o vento congelante e permitia que todos pudessem respirar um pouco mais tranquilos, mesmo que apenas por um breve momento.

"O que iremos fazer?" — era a expressão no rosto de todos.

De repente, o som de passos rápidos e hesitantes ecoou pela rua. Os primeiros-anistas, visivelmente abalados e determinados, se aproximaram do grupo.

— Precisamos falar com vocês... — disse Charlotte.

Ela estava com olhos expressivos e uma postura decidida, apesar de estar ferida.

— Queremos ajudar. Não podemos simplesmente ficar de fora.

Ryuji observou os rostos ansiosos dos primeiroanistas. Entre eles, uma garota com um físico atlético e um olhar feroz chamou sua atenção.

— Quem é você? — perguntou Ryuji, apontando para a garota.

— Meu nome é Charlotte Evans. Eu luto muay thai — respondeu ela, erguendo o queixo com orgulho.

— Não vou ficar de fora dessa luta.

— Certo, Charlotte vem conosco. — Ele olhou para os outros, avaliando suas condições. — Alex, você também vai. Precisamos de sua força.

— Não vou decepcionar! — respondeu Alex, sentindo uma onda de determinação.

Ethan, Léo, Tommy, James, Oliver e William se entreolharam, apreensivos.

— E quanto a nós? — perguntou Ethan, tentando manter a calma. — O que vamos fazer enquanto isso?

— Vocês precisam se esconder e se recuperar. Amanhã, temos que estar prontos para o que quer que Derek esteja planejando. — Ryuji olhou para cada um deles com seriedade. — Não sabemos o que ele pode fazer, então fiquem juntos e cuidem uns dos outros.

— Vamos nos preparar para o pior, mas torcer pelo melhor — disse Tommy, tentando aliviar a tensão com um sorriso.

Ryuji, Charlotte e Alex começaram a planejar a recuperação e treinamento para o dia seguinte. Eles sabiam que precisariam de toda a força e habilidade possíveis para enfrentar Derek e sua gangue.

— Precisamos nos aquecer e cuidar dessas feridas — disse Charlotte, já mostrando seu conhecimento em primeiros socorros. — Amanhã, não podemos estar debilitados.

Enquanto Charlotte tratava das feridas do grupo, Ryuji e Alex começaram a discutir estratégias.

— Charlotte, você conhece bem o muay thai. Como podemos usar isso a nosso favor? — perguntou Ryuji.

— Vamos focar em ataques rápidos e decisivos. Posso mostrar algumas técnicas básicas de chutes e cotoveladas que podem derrubar um oponente rapidamente — explicou com sua voz firme.

Alex observava atentamente, absorvendo cada detalhe.

— E quanto a você, Alex? — perguntou Ryuji. — Qual é a sua maior vantagem?

— Minha força física. Posso usar isso para ataques diretos e para proteger vocês — respondeu Alex, confiante.

Ryuji sorriu, satisfeito com a determinação de seus companheiros.

— Então vamos trabalhar nisso. Amanhã, precisamos estar em nossa melhor forma. Não podemos falhar.

Enquanto isso, os demais protagonistas se organizaram para passar a noite em suas respectivas casas. A incerteza sobre o que Derek faria no dia seguinte pairava sobre eles como uma sombra, mas eles estavam determinados a resistir.

— Vamos ficar juntos e nos proteger — disse Charlotte, segurando a mão de Oliver. — Não vamos deixar Derek nos destruir.

— Certo, vamos ficar atentos e não deixar que eles nos peguem desprevenidos — acrescentou William, tentando esconder o medo.

A madrugada avançava lentamente, envolvida pelo frio implacável e pela tensão crescente. Ryuji, Charlotte e Alex se preparavam com todo o cuidado, conscientes de que o destino de todos dependia da luta que estava por vir em seus respectivos quartos.

— Amanhã, é tudo ou nada — murmurou Ryuji enquanto caia no sono. — Vamos mostrar a eles do que somos feitos.

O silêncio da noite londrina foi interrompido apenas pelo som distante dos trovões, enquanto os protagonistas se uniam em pensamento pela última vez antes do amanhecer, prontos para enfrentar a luta que decidiria tudo. Contudo, algo a mais aconteceria, afinal, Derek era imprevisível, e nenhum deles estava preparado para o que iria acontecer. Os Londoners, não eram nada daquilo que eles pensavam!

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