Capítulo 15: Flores de Kyoto

Kazuki Tanaka e Aya Nakamura cresceram em famílias tradicionais de Kyoto, onde os laços ancestrais eram tão fortes quanto as cerejeiras em flor. Seus pais, amigos de longa data, decidiram que seus filhos deveriam se casar para unir ainda mais suas linhagens.

Aya era uma estudante de artes, apaixonada por caligrafia e ikebana. Seus olhos amendoados brilhavam quando ela segurava o pincel, traçando caracteres kanji com graça. Ela sonhava em preservar as tradições culturais de Kyoto e, secretamente, ansiava por um amor verdadeiro.

Kazuki, por outro lado, era um estudante de arquitetura. Ele admirava os templos antigos e os jardins meticulosamente projetados. Seu coração batia mais rápido quando ele caminhava pelas ruas estreitas de Gion, imaginando como seria viver em uma casa de madeira com um jardim de pedras.

No dia do encontro oficial, Aya e Kazuki se encontraram no Templo Kiyomizu. As folhas de outono dançavam ao redor deles enquanto eles se curvavam formalmente. Aya usava um quimono rosa pálido, e Kazuki vestia um haori azul-marinho. Seus olhares se encontraram, e algo mudou naquele momento.

À noite, Aya e Kazuki se encontravam secretamente no jardim de um santuário escondido. Eles compartilhavam histórias, risadas e sonhos. Aya confessou que queria ser uma calígrafa famosa, e Kazuki revelou seu desejo de projetar uma ponte icônica sobre o rio Kamo.

Mas o casamento arranjado não era apenas sobre amor. As famílias deles tinham negócios a proteger, tradições a seguir. Aya e Kazuki se debatiam entre o dever e o coração. Eles não queriam ser apenas marido e mulher; eles queriam ser parceiros, construir uma vida juntos.

Em uma noite de lua cheia, Aya e Kazuki se encontraram no Templo Fushimi Inari. Eles escreveram seus desejos em ema, pequenas placas de madeira, e as penduraram nos portões sagrados. Aya desejou coragem para seguir seu coração, e Kazuki desejou força para enfrentar as tradições.

E assim, sob o céu estrelado de Kyoto, eles decidiram lutar por seu amor. Juntos, eles construíram uma ponte entre o passado e o futuro, onde as cerejeiras floresciam e os corações se entrelaçavam.

O sol nasceu sobre Kyoto, pintando o céu de tons dourados e rosados. Aya Nakamura estava nervosa, mas seu coração estava em paz. Hoje era o dia do seu casamento com Kazuki Tanaka, o homem que ela amava desde aquele primeiro olhar no Templo Kiyomizu.

O quimono de Aya era um azul profundo, bordado com flores de cerejeira em fios de prata. Seus cabelos estavam presos em um elaborado penteado, e ela segurava um buquê de peônias brancas. No espelho, seus olhos amendoados brilhavam com alegria e antecipação.

Kazuki esperava no altar do Santuário Heian, vestido em um terno tradicional. Seu sorriso era largo, e seus olhos escuros estavam fixos na entrada. Ele segurava um pequeno ramo de bambu, símbolo de força e flexibilidade.

Aya caminhou pelo corredor, seu pai ao seu lado. As folhas de outono crujiam sob seus pés, e o aroma suave do incenso pairava no ar. Quando ela chegou ao altar, Kazuki estendeu a mão para ela. Seus dedos se entrelaçaram, e o mundo parecia desaparecer.

O sacerdote recitou as bênçãos ancestrais, e Aya e Kazuki trocaram votos. Eles prometeram amar, honrar e apoiar um ao outro, não apenas como marido e mulher, mas como almas entrelaçadas. As palavras ecoaram pelas paredes do santuário, e os deuses antigos pareciam sorrir.

Quando o sacerdote declarou-os oficialmente casados, Aya e Kazuki selaram o compromisso com um beijo suave. As pessoas aplaudiram, e os sinos do santuário tocaram em comemoração. Aya sentiu-se completa, como se todas as estações do ano tivessem se fundido em um único momento perfeito.

A festa de casamento aconteceu em um jardim de pedras, com lanternas de papel iluminando o caminho. Aya e Kazuki dançaram sob as estrelas, suas mãos entrelaçadas como raízes de árvores antigas. Os convidados riram, brindaram e compartilharam histórias de amor e esperança.

E assim, Aya e Kazuki escreveram um novo capítulo em sua história. Eles construíram uma vida juntos, honrando as tradições de Kyoto e celebrando o amor que floresceu entre eles. As cerejeiras continuaram a florescer, e seus corações permaneceram entrelaçados, como as raízes profundas das árvores sagradas.

E assim, a lenda de Flores de Kyoto ganhou um novo significado: não apenas como um conto de amor, mas como uma promessa de eternidade.

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