Kyoto nunca pareceu tão cinzenta quanto naquela manhã de segunda-feira, quando os portões da prestigiada escola secundária KyoAni se abriram para receber seus alunos. Entre eles, dois adolescentes, Haruto e Yumi, caminhavam com passos relutantes para mais um ano letivo.
Haruto, com seu cabelo desgrenhado e olhos que escondiam mais segredos do que as antigas ruas de Gion, era conhecido por sua inteligência afiada e língua ainda mais afiada. Yumi, por outro lado, com seus longos cabelos negros e postura impecável, era a imagem da perfeição japonesa, mas com um temperamento que poderia incendiar cerejeiras.
Eles eram como óleo e água, fogo e gelo, nunca destinados a se misturar. Mas o destino, em sua ironia peculiar, decidiu colocá-los na mesma sala de aula. Não apenas isso, mas também como parceiros em um projeto que valeria metade de suas notas finais.
“Isso deve ser algum tipo de piada cruel,” murmurou Haruto, olhando para o papel que selava seu destino acadêmico.
Yumi apenas franziu a testa, sua expressão impassível, mas seus olhos lançavam faíscas. “Vamos deixar uma coisa clara, Haruto,” ela disse, sua voz baixa, mas firme. “Eu não gosto de você, e você não gosta de mim. Mas não vou deixar que sua atitude infantil arruíne meu futuro. Então, vamos fazer isso e acabar logo.”
Os dias que se seguiram foram uma batalha de vontades. Eles discordavam em tudo, desde o tema do projeto até a cor da caneta a ser usada. Mas enquanto as cerejeiras começavam a florescer, algo inesperado aconteceu. Em meio a discussões e debates acalorados, eles começaram a entender um ao outro. Haruto viu além da fachada perfeita de Yumi e descobriu uma garota apaixonada por astronomia e assombrada pela pressão de ser perfeita. Yumi, por sua vez, percebeu que sob a superfície sarcástica de Haruto havia um jovem talentoso, lutando para atender às expectativas de uma família de acadêmicos renomados.
À medida que os dias passavam, Haruto e Yumi se viam forçados a passar cada vez mais tempo juntos, seja na biblioteca escolar ou nos bancos de pedra sob as cerejeiras em flor. A primavera trazia consigo não apenas as flores de sakura, mas também um entendimento tácito entre eles.
Certa noite, enquanto trabalhavam até tarde no projeto, uma queda de energia inesperada mergulhou a sala de aula em escuridão. Sem outra opção, eles decidiram continuar a discussão no único lugar que ainda tinha luz: o terraço da escola.
Sob o céu estrelado de Kyoto, cercados pelo suave brilho das lanternas de papel, algo mudou. A brisa noturna carregava consigo palavras não ditas e sentimentos reprimidos. Haruto, geralmente tão reservado, começou a falar de sua paixão por fotografia, de como ele via o mundo através de lentes e sombras. Yumi, surpresa com a confissão, compartilhou seu sonho secreto de viajar para o espaço, de estar entre as estrelas que tanto amava.
Eles falaram sobre suas famílias, suas pressões, seus medos. E pela primeira vez, viram um no outro não um inimigo, mas um reflexo de suas próprias lutas internas.
“Você sabe,” disse Yumi, olhando para o céu, “eu sempre pensei que estrelas eram solitárias. Mas talvez elas não estejam sozinhas. Talvez elas estejam apenas esperando por alguém que entenda seu brilho.”
Haruto olhou para ela, uma expressão suave em seu rosto que Yumi nunca tinha visto antes. “Talvez,” ele respondeu, “e talvez nós não sejamos tão diferentes das estrelas.”
A noite passou, e com ela, a barreira que havia entre eles começou a desmoronar. Eles não se tornaram amigos de imediato, mas um novo respeito mútuo nasceu sob as estrelas de Kyoto.
A primavera em Kyoto era uma dança delicada entre o antigo e o moderno. Enquanto os estudantes se apressavam pelas ruas estreitas, os templos centenários escondiam segredos sob seus telhados de cerâmica. Haruto e Yumi, agora relutantes parceiros de projeto, encontravam-se frequentemente na biblioteca, cercados por estantes empoeiradas e o sussurro dos livros.
Haruto, com sua camisa desabotoada e óculos deslizando pelo nariz, estava imerso em pesquisas sobre a história das cerejeiras em Kyoto. Ele descobriu lendas antigas, contos de samurais que se apaixonaram sob as pétalas cor-de-rosa e poetas que escreveram haikus inspirados na efemeridade da flor. Cada página o levava mais fundo na trama da cidade, e ele começou a ver as cerejeiras não apenas como árvores, mas como testemunhas silenciosas de séculos de histórias de amor e perda.
Yumi, por sua vez, estava focada na parte científica do projeto. Ela estudava a biologia das cerejeiras, desde a polinização até o ciclo de vida das flores. Ela também mergulhou na física da luz, tentando entender como as pétalas refletiam a luz do sol de maneira tão mágica. Às vezes, ela pegava Haruto olhando para ela com uma expressão estranha, como se ele visse algo além das fórmulas e gráficos em seus cadernos.
Um dia, enquanto trabalhavam juntos na biblioteca, Haruto quebrou o silêncio tenso. “Você já viu uma cerejeira à noite?” ele perguntou, olhando para fora da janela.
Yumi franziu a testa. “À noite? Elas não florescem à noite.”
“Não, não é isso.” Haruto apontou para o jardim do campus, onde uma única cerejeira estava iluminada pela lua. “Elas têm um brilho diferente à noite. Como se guardassem segredos que só revelam quando todos estão dormindo.”
Yumi olhou para a árvore, suas flores pálidas parecendo quase etéreas sob a luz prateada. “Talvez seja porque a escuridão revela o que a luz esconde.”
Eles ficaram em silêncio por um momento, e Haruto percebeu que Yumi não era apenas uma garota perfeita com um temperamento feroz. Ela também tinha sua própria escuridão, seus próprios segredos. E, de alguma forma, ele queria desvendá-los.
A primavera em Kyoto não era apenas uma estação; era um renascimento, uma promessa silenciosa de que, após o frio do inverno, a beleza prevaleceria. As ruas de paralelepípedos refletiam a luz suave do sol, enquanto os estudantes da escola KyoAni se apressavam para suas aulas, ansiosos e cheios de esperança para o novo ano letivo.
Haruto e Yumi, apesar de suas diferenças, compartilhavam uma coisa em comum: ambos sentiam o peso das expectativas. Haruto, filho de um renomado professor universitário, carregava o legado de sua família como uma corrente invisível. Yumi, por outro lado, era a filha mais nova de uma família tradicional de artesãos de kimonos, onde cada ponto e padrão contava a história de gerações.
Eles se conheciam desde a infância, mas suas interações sempre foram marcadas por disputas e desentendimentos. Agora, forçados a colaborar, eles tinham que encontrar uma maneira de coexistir pacificamente.
A biblioteca da escola tornou-se seu campo de batalha e santuário. Entre as prateleiras de livros antigos e mesas de madeira desgastadas, eles debatiam e discutiam, cada um defendendo suas ideias com paixão. Haruto, com seu conhecimento de história e literatura, argumentava sobre a importância de entender o contexto cultural das cerejeiras em Kyoto. Yumi, com sua mente analítica e amor pela ciência, insistia na necessidade de uma abordagem mais prática e baseada em dados.
“Você não entende, Haruto,” Yumi exclamou em um momento de frustração. “Não podemos simplesmente romantizar as cerejeiras sem entender a ciência por trás delas!”
Haruto olhou para ela, seus olhos escuros brilhando com um desafio. “E você, Yumi, não pode desconsiderar séculos de tradição e emoção que essas árvores representam para as pessoas desta cidade.”
O debate continuou, e com cada argumento, eles começaram a perceber que, apesar de suas diferenças, ambos buscavam a mesma coisa: um projeto que honrasse tanto a tradição quanto a ciência.
Foi durante uma tarde chuvosa que a mudança aconteceu. Enquanto a chuva caía suavemente contra as janelas, criando uma melodia tranquila, Haruto e Yumi se encontraram em um raro momento de silêncio. Eles estavam sentados lado a lado, seus cadernos abertos e canetas paradas, ambos perdidos em pensamentos.
“Você sabe,” Haruto começou quebrando o silêncio, “minha avó costumava dizer que as cerejeiras são como pessoas. Elas florescem, vivem e morrem, deixando para trás apenas memórias.”
Yumi virou-se para ele, surpresa por ouvir tais palavras de alguém que ela considerava tão cínico. “Isso é… inesperadamente poético vindo de você.”
Um sorriso pequeno e quase imperceptível tocou os lábios de Haruto. “Há muitas coisas que você não sabe sobre mim, Yumi.”
E assim, sob o som suave da chuva e o olhar atento das cerejeiras, Haruto e Yumi começaram a compartilhar histórias de suas vidas, descobrindo que, talvez, eles não fossem tão diferentes afinal.
Claro, posso continuar a história mantendo o estilo e a narrativa, e também introduzir um novo personagem. Aqui está a continuação:
Enquanto Haruto e Yumi se abriam um para o outro, a porta da biblioteca se abriu com um rangido suave, anunciando a chegada de um novo personagem. Era Akira, um estudante transferido que acabara de chegar de Okinawa. Com cabelos da cor do crepúsculo e um olhar curioso, ele carregava consigo o ar fresco do mar e histórias de terras distantes.
Akira não era como os outros estudantes; ele tinha um espírito livre e uma alma que parecia dançar ao ritmo das ondas. Ele se aproximou da mesa onde Haruto e Yumi estavam sentados, com um sorriso gentil e uma pergunta inusitada.
“Vocês sabem onde posso encontrar a lenda das cerejeiras de Kyoto?” perguntou ele, sua voz tão calma quanto a brisa do oceano.
Haruto e Yumi trocaram um olhar surpreso antes de Yumi responder. “A lenda? Bem, existem muitas histórias sobre as cerejeiras aqui. Qual delas você procura?”
“Aquela que fala sobre as árvores guardiãs que protegem os segredos da cidade,” explicou Akira, sentando-se ao lado deles.
Haruto, intrigado pelo interesse do recém-chegado nas tradições de sua cidade, decidiu compartilhar o que sabia. “Dizem que as cerejeiras mais antigas de Kyoto são sentinelas, observando e mantendo as histórias e os mistérios da cidade seguros em suas raízes.”
Yumi, sempre a cética, levantou uma sobrancelha. “Isso é apenas folclore, Haruto. Não há evidências científicas que apoiem essa lenda.”
Akira riu suavemente. “Às vezes, a ciência e a lenda se entrelaçam de maneiras que não podemos explicar. Estou aqui para descobrir como.”
E assim, os três jovens se encontraram unidos por um interesse comum nas cerejeiras de Kyoto. Juntos, eles embarcariam em uma jornada que os levaria a explorar não apenas as lendas e a ciência por trás dessas árvores mágicas, mas também os laços que os uniriam de maneiras que nunca imaginaram.
A chuva que caía lá fora começou a diminuir, e os últimos pingos criavam círculos concêntricos nas poças que refletiam o crepúsculo. Akira, o novo estudante com olhos que lembravam o mar ao entardecer, havia trazido consigo um mistério tão profundo quanto suas origens.
“Então, Akira,” disse Haruto, fechando o livro que estava lendo, “o que te trouxe a Kyoto? Não é comum ver alguém tão interessado nas nossas lendas logo de cara.”
Akira sorriu, um sorriso que parecia esconder mais do que revelar. “Estou em busca de respostas,” ele disse, olhando para as cerejeiras vistas pela janela. “Respostas sobre as árvores e sobre mim mesmo.”
Yumi, que até então observava a conversa, interveio. “Você fala como se tivesse uma conexão pessoal com essas lendas. É algo da sua família?”
“Algo assim,” Akira respondeu, hesitante. “Minha avó era de Kyoto. Ela me contava histórias sobre as cerejeiras quando eu era criança. Histórias que falavam de promessas e segredos antigos.”
A curiosidade de Haruto e Yumi foi despertada. Eles sabiam que cada família em Kyoto tinha sua própria relação com as cerejeiras, mas a de Akira parecia ser especialmente significativa.
“Promessas e segredos, hein?” murmurou Haruto. “Isso soa como o começo de uma aventura.”
Yumi concordou, seus olhos brilhando com a possibilidade de descobrir algo novo. “Talvez possamos ajudar um ao outro. Nossa pesquisa para o projeto da escola poderia se beneficiar de uma perspectiva fresca.”
E assim, os três formaram um pacto silencioso sob o testemunho das árvores ancestrais. Eles decidiram se encontrar após as aulas para explorar as histórias e os mistérios que as cerejeiras guardavam.
Nos dias que se seguiram, Haruto, Yumi e Akira se tornaram uma presença constante sob as cerejeiras do pátio da escola. Com livros de história, gráficos científicos e um velho diário que Akira trouxera de Okinawa, eles começaram a tecer uma tapeçaria de conhecimento.
Foi Yumi quem fez a primeira descoberta significativa. “Olhem isso,” ela chamou, apontando para um padrão nos dados climáticos que ela havia coletado. “As flores das cerejeiras têm florescido mais cedo a cada ano. Isso pode estar ligado às histórias que Akira mencionou.”
Haruto, por sua vez, encontrou referências a uma cerimônia antiga em um dos livros. “Diz aqui que havia uma celebração para honrar as cerejeiras guardiãs. As pessoas acreditavam que as árvores traziam bênçãos para a cidade.”
Akira, ouvindo atentamente, abriu o diário de sua avó. “E se essas histórias não forem apenas lendas? E se houver verdades escondidas nelas que podemos descobrir?”
Os três amigos olharam uns para os outros, percebendo que estavam à beira de algo grande. Algo que poderia unir passado e presente, ciência e tradição, de uma maneira que nenhum deles havia imaginado.
Certamente! Aqui está uma continuação mais longa, mantendo o estilo e a atmosfera da sua light novel “Sombras de Sakura”:
A descoberta de Yumi sobre o florescimento precoce das cerejeiras abriu um novo caminho de investigação. Enquanto ela analisava os dados com um olhar crítico, Haruto folheava as páginas amareladas de um livro de história local, e Akira contemplava as anotações de sua avó, cada um imerso em seus pensamentos.
“Isso não é apenas uma anomalia climática,” murmurou Yumi, mais para si mesma do que para os outros. “É um padrão que se repete há décadas, talvez até séculos.”
Haruto levantou os olhos de seu livro. “Os registros históricos confirmam suas observações. Há relatos de florescimento antecipado em anos específicos, coincidindo com eventos importantes na cidade.”
Akira, cuja presença até então era como uma brisa suave, falou com uma seriedade que raramente mostrava. “Minha avó sempre disse que as cerejeiras eram mais do que simples árvores. Elas eram o coração de Kyoto, pulsando em sintonia com seus habitantes.”
A conversa foi interrompida pelo som de passos apressados e uma voz familiar ecoou pelo corredor da biblioteca. Era a Sra. Kiyoko, a bibliotecária, uma mulher de meia-idade com um conhecimento enciclopédico sobre a literatura e a história de Kyoto. Ela se aproximou do trio com um sorriso caloroso.
“Vejo que estão trabalhando duro,” disse ela, olhando por cima dos ombros deles. “Mas não se esqueçam, a história de Kyoto não vive apenas nos livros. Ela está em cada pedra, em cada árvore, em cada sussurro do vento.”
Yumi, que normalmente teria descartado tais comentários como superstição, encontrou-se ponderando as palavras da Sra. Kiyoko. “Sra. Kiyoko, você acredita que as cerejeiras possam realmente influenciar a cidade?”
A bibliotecária assentiu, seus olhos refletindo uma sabedoria antiga. “Mais do que vocês podem imaginar. As cerejeiras são as guardiãs de Kyoto. Elas veem tudo, sabem tudo e, às vezes, revelam segredos para aqueles que sabem ouvir.”
Inspirados pela conversa, Haruto, Yumi e Akira decidiram visitar o mais antigo santuário de cerejeiras de Kyoto, localizado no coração da cidade, onde a lenda dizia que a primeira cerejeira foi plantada. Eles esperavam encontrar ali alguma pista que os ajudasse a desvendar os mistérios que agora os uniam.
O santuário era um lugar de tranquilidade, onde o tempo parecia fluir mais devagar. As cerejeiras estavam em plena floração, criando um dossel de flores rosadas acima deles. O trio caminhou em silêncio, respeitando a serenidade do lugar.
Foi Akira quem notou primeiro. “Olhem,” ele sussurrou, apontando para uma árvore particularmente imponente. “Essa cerejeira… ela é diferente.”
Eles se aproximaram e viram que a árvore tinha uma inscrição quase apagada em seu tronco. Era um poema antigo, escrito em kanji elegante, falando de amor, perda e renovação.
“Isso pode ser a chave,” disse Haruto, sua voz cheia de emoção. “Este poema… ele pode ser a ligação entre as lendas e a realidade.”
Yumi, que tinha trazido seu equipamento de pesquisa, começou a coletar amostras do solo e da árvore, enquanto Akira desenhava o kanji em seu caderno, determinado a decifrar o significado oculto nas palavras.
Juntos, eles passaram horas sob a cerejeira, cada um usando suas habilidades únicas para desvendar o segredo que ela guardava. E enquanto o sol se punha, tingindo o céu de laranja e roxo, eles sentiram que estavam prestes a descobrir algo extraordinário, algo que poderia mudar suas vidas para sempre.
Claro, continuemos a jornada de “Sombras de Sakura”:
A árvore antiga, com suas flores delicadas e tronco marcado pelo tempo, parecia conter segredos que se entrelaçavam com a própria essência de Kyoto. Haruto, Yumi e Akira permaneceram sob sua copa, suas mentes em sintonia com o mistério que os envolvia.
Akira, com seu olhar profundo, estudava o poema inscrito no tronco. “Este kanji,” disse ele, traçando os caracteres com os dedos, “não é apenas uma sequência de palavras. É um convite.”
“Um convite para quê?” perguntou Yumi, intrigada.
“Para desvendar a verdade por trás das cerejeiras,” respondeu Akira. “Acredito que este poema seja uma pista, uma conexão entre o passado e o presente.”
Haruto, sempre o estudioso, pegou seu caderno e começou a anotar. “O poema fala de amor e renovação. E se as cerejeiras forem mais do que meras árvores? E se elas forem guardiãs de algo maior?”
Yumi olhou para as flores acima deles, suas pétalas rosadas dançando com a brisa. “Talvez elas sejam testemunhas silenciosas de eventos que moldaram nossa cidade. E se pudéssemos decifrar o que elas viram?”
Akira concordou. “Precisamos entender a ciência por trás do florescimento precoce, mas também mergulhar nas histórias e lendas. As respostas estão entrelaçadas.”
E assim, o trio começou sua investigação. Yumi coletou amostras do solo, procurando por pistas microscópicas. Haruto pesquisou registros antigos, encontrando menções a cerimônias e rituais que honravam as cerejeiras. Akira, com seu conhecimento ancestral, consultou o diário de sua avó, buscando insights ocultos.
À medida que os dias passavam, eles descobriram mais sobre a árvore sagrada. Ela era conhecida como “Sakura-no-Kokoro”, o Coração das Cerejeiras. Dizia-se que suas raízes se estendiam profundamente, tocando as memórias de todos que já viveram em Kyoto.
Uma noite, sob o luar, o trio realizou um ritual. Colocaram suas mãos no tronco da árvore e fecharam os olhos. Sentiram a energia pulsando, como se a própria árvore estivesse compartilhando seus segredos.
Foi Yumi quem viu primeiro. Visões de samurais em armaduras, gueixas dançando, amores proibidos e guerras antigas. Haruto sentiu emoções, alegrias e tristezas que ecoavam através dos séculos. Akira ouviu suspiros, sussurros de antigos poetas e o som das kotos.
E então, como se a árvore estivesse satisfeita com sua busca, eles abriram os olhos. A Sakura-no-Kokoro parecia mais viva do que nunca, suas flores brilhando como estrelas.
“Estamos tocando a história,” disse Yumi, com lágrimas nos olhos.
Haruto sorriu. “E a ciência e a lenda se fundem aqui.”
Akira olhou para o poema inscrito no tronco. “A verdade está nas raízes, nas histórias que as cerejeiras guardam.”
E assim, o trio continuou sua jornada, explorando as camadas profundas de Kyoto. Eles não sabiam o que encontrariam, mas estavam unidos pelo desejo de desvendar os segredos das sombras de Sakura.
Certamente! Aqui está um possível final para a sua light novel “Sombras de Sakura”:
Os dias se transformaram em semanas, e as semanas em meses. Haruto, Yumi e Akira haviam se tornado mais do que colegas de projeto; eles eram guardiões de segredos antigos e amigos que compartilhavam uma jornada única.
A primavera deu lugar ao verão, e as cerejeiras perderam suas flores, mas não sua majestade. A Sakura-no-Kokoro continuava a ser o centro de suas pesquisas e descobertas. Eles haviam aprendido a ouvir as histórias sussurradas pelas árvores, a sentir as emoções gravadas em suas raízes e a ver as visões do passado que elas guardavam.
Numa tarde de verão, enquanto o sol se punha, tingindo o céu de tons de fogo e sangue, Haruto, Yumi e Akira se reuniram sob a Sakura-no-Kokoro pela última vez. Eles sabiam que o momento de desvendar o último segredo estava próximo.
“Estamos prontos,” disse Haruto, sua voz firme.
Yumi assentiu, segurando o diário de Akira. “Vamos terminar o que começamos.”
Akira abriu o diário na última página, onde um único kanji estava desenhado, o mesmo que estava inscrito na árvore. “Este é o momento,” ele disse. “O kanji não é apenas uma palavra; é um selo.”
Juntos, eles pronunciaram o kanji em voz alta, e uma luz suave começou a emanar da Sakura-no-Kokoro. As sombras ao redor deles pareciam se mover, dançando com a luz, e uma brisa fresca soprou através do santuário.
Então, tudo ficou silencioso.
As sombras se dissiparam, e a luz desapareceu, deixando apenas a árvore, mais viva do que nunca, suas folhas sussurrando com uma nova energia.
“O que aconteceu?” perguntou Yumi, olhando ao redor.
Haruto sorriu. “Acho que liberamos as histórias. As sombras de Sakura estão livres.”
Akira fechou o diário. “E com elas, as memórias da cidade. Kyoto nunca esquecerá, e agora, nem nós.”
Eles se abraçaram, sabendo que tinham feito algo extraordinário. Eles haviam unido ciência e lenda, passado e presente, e, no processo, haviam encontrado algo ainda mais valioso: a amizade verdadeira e a compreensão de que, às vezes, as maiores descobertas vêm das sombras.
Com o projeto concluído e o verão chegando ao fim, eles prometeram manter contato, não importa para onde a vida os levasse. E a Sakura-no-Kokoro continuaria lá, um símbolo eterno de sua união e da história viva de Kyoto. Entendi, você gostaria de um final romântico onde Yumi e Haruto acabam juntos. Aqui está uma sugestão para um final com essa reviravolta:
O verão estava chegando ao fim, e com ele, o projeto que havia unido Haruto, Yumi e Akira em uma jornada inesquecível. A Sakura-no-Kokoro, que havia sido o coração de suas descobertas, agora testemunhava o florescer de um novo sentimento.
Naquela tarde dourada, enquanto o sol se despedia com um brilho suave, Haruto e Yumi se encontraram sob a árvore sagrada. Akira, percebendo o laço especial que se formava entre seus dois amigos, decidiu deixá-los a sós.
“Yumi,” começou Haruto, hesitante, “há algo que eu preciso te dizer.”
Ela o olhou nos olhos, e um silêncio confortável os envolveu. “Eu também,” ela respondeu, sua voz quase um sussurro.
“Essa aventura nos mudou,” disse Haruto. “E eu percebi que… que você é a parte mais importante dela para mim.”
Yumi deu um passo à frente, fechando a distância entre eles. “Haruto, eu senti o mesmo. Você me mostrou que algumas conexões são tão profundas quanto as raízes desta árvore.”
Eles se aproximaram, e suas mãos se encontraram, entrelaçadas como os ramos da Sakura-no-Kokoro. O mundo ao redor parecia desaparecer, deixando apenas os dois, o sussurro das folhas e o bater sincronizado de seus corações.
“Yumi, você aceita ser minha companheira não só nesta jornada, mas em todas as que estão por vir?” perguntou Haruto, com uma certeza que vinha do fundo de sua alma.
“Sim, Haruto,” ela respondeu, seus olhos brilhando com lágrimas de felicidade. “Não há ninguém com quem eu prefira compartilhar minha vida.”
E assim, sob a Sakura-no-Kokoro, Haruto e Yumi selaram uma promessa de amor e cumplicidade. As sombras de Sakura, agora testemunhas de um amor verdadeiro, dançavam ao redor deles, abençoando sua união.
Akira, observando de longe, sorriu sabendo que a verdadeira magia não estava apenas nas lendas, mas nos laços que criamos com aqueles que amamos.
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Atualizado até capítulo 26
Comments
Bé tít
Nada previsível, graças a Deus!
2024-05-22
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