Capítulo 7 : Estrelas Além do Mar

Em uma tranquila cidade universitária do Japão, as flores de cerejeira começam a florescer, sinalizando o início de um novo ano acadêmico. Entre os novos rostos está Anastasia, uma estudante russa com olhos azuis como o lago Baikal e cabelos loiros como os campos de trigo da Sibéria. Ela veio ao Japão para estudar literatura e está fascinada pela cultura e história japonesas.

No entanto, a barreira do idioma e as diferenças culturais logo se tornam um desafio para ela. É quando ela conhece Kaito, um estudante japonês de literatura que compartilha uma paixão por clássicos mundiais. Kaito é gentil e atencioso, e ele se oferece para ajudar Anastasia com seus estudos em japonês.

As sessões de estudo começam sob as árvores de cerejeira, onde Kaito pacientemente ensina Anastasia não apenas a língua, mas também sobre a poesia e prosa japonesas. Anastasia, por sua vez, compartilha contos de sua terra natal, abrindo um mundo de literatura russa para Kaito.

Conforme as estações mudam, o vínculo entre eles se aprofunda. Eles exploram juntos as ruas de Quioto, participam de festivais e descobrem que têm muito mais em comum do que sua paixão pelos livros.

A primavera retorna, e com ela, o florescer das cerejeiras. Kaito e Anastasia agora são mais do que apenas companheiros de estudo; eles se tornaram amigos íntimos, talvez até algo mais. Sob a luz suave das lanternas de papel e o brilho das estrelas, Kaito se encontra lutando com seus sentimentos por Anastasia.

Em uma noite mágica, enquanto as pétalas de cerejeira dançam ao vento, Kaito finalmente revela seu coração. Anastasia, surpresa mas emocionada, admite que também sente o mesmo. Eles prometem continuar suas jornadas juntos, aprendendo não apenas sobre idiomas e literatura, mas também sobre o amor.

A confissão de Kaito e Anastasia sob as cerejeiras foi apenas o começo de uma nova melodia em suas vidas. Eles começaram a compartilhar mais do que apenas palavras em páginas; eles compartilhavam olhares, sorrisos e silêncios que diziam mais do que qualquer poema poderia expressar.

Anastasia, agora mais confiante em seu japonês, começou a escrever pequenos versos de poesia, inspirada pela beleza do Japão e pelo calor de Kaito. Kaito, por sua vez, encontrou uma nova apreciação pela literatura russa, vendo-a através dos olhos de Anastasia.

Mas nem tudo eram flores de cerejeira e poesia. O visto de estudante de Anastasia estava prestes a expirar, e a ideia de separação começou a lançar uma sombra sobre o romance florescente. Kaito, determinado a não deixar que a distância os separasse, começou a procurar maneiras de ajudar Anastasia a permanecer no Japão.

Juntos, eles enfrentaram a burocracia e os desafios, cada obstáculo superado fortalecendo o vínculo entre eles. E em meio a essas provações, eles descobriram uma nova profundidade em seu relacionamento, aprendendo a apoiar um ao outro não apenas em tempos de alegria, mas também em tempos de dificuldade.

Finalmente, após meses de incerteza, Anastasia recebeu a notícia de que seu visto seria renovado. Para celebrar, Kaito a levou para um lugar especial fora da cidade, onde a poluição luminosa não podia esconder o brilho das estrelas.

Lá, sob o vasto céu estrelado, eles fizeram promessas de futuro, de viagens juntos pela Rússia e pelo Japão, de explorar novas culturas e literaturas. E enquanto as estrelas testemunhavam, eles selaram suas promessas com um beijo, sabendo que, não importa o que o futuro reservasse, eles enfrentariam juntos, de mãos dadas.

Com o visto de Anastasia renovado, a vida parecia estar cheia de possibilidades. Eles decidiram celebrar cada momento, cada pequena vitória. Kaito mostrou a Anastasia os caminhos ocultos de Quioto, trilhas ladeadas por flores de glicínias e azaleias. Eles se perderam nas cores e fragrâncias, nas risadas e conversas que fluíam tão naturalmente quanto os rios que cortavam a cidade.

Anastasia começou a ensinar russo a Kaito. Eles passavam as noites estudando juntos, trocando palavras e frases, ensinando um ao outro não apenas um idioma, mas também uma maneira de ver o mundo. Kaito aprendeu rapidamente, movido pelo desejo de entender ainda mais o coração de Anastasia.

O verão chegou, trazendo consigo o festival Tanabata. Kaito e Anastasia escreveram seus desejos em tanzaku e os penduraram em bambus. Anastasia desejou poder compartilhar a beleza do Japão com sua família na Rússia. Kaito desejou que o tempo parasse, para que ele pudesse viver para sempre naquele verão com Anastasia.

Um dia, uma carta chegou da Rússia. O avô de Anastasia, um homem que havia inspirado seu amor pela literatura, estava doente. O coração de Anastasia se apertou com a notícia. Kaito, vendo a tristeza em seus olhos, decidiu que era hora de realizar o desejo que haviam pendurado sob as estrelas. Ele começou a planejar uma viagem para a Rússia, para que Anastasia pudesse visitar seu avô e ele pudesse conhecer a terra que formou a mulher que ele amava.

A viagem foi um turbilhão de emoções. Anastasia reencontrou sua família, apresentou Kaito às vastas paisagens de sua infância e visitou seu avô. Kaito ficou fascinado pela cultura russa, tão diferente e ainda assim tão familiar. Eles passaram noites sob o céu estrelado da Sibéria, onde Anastasia contou a Kaito histórias dos espíritos da floresta e das lendas de seu povo.

Quando voltaram ao Japão, algo havia mudado. Eles não eram mais apenas estudantes compartilhando um amor pela literatura; eles eram companheiros de alma que haviam viajado através de mundos e compartilhado pedaços de suas vidas. Eles sabiam que, não importa onde a vida os levasse, os laços que haviam formado eram inquebráveis.

Os dias passaram, e a vida de Kaito e Anastasia continuou a tecer uma tapeçaria de momentos compartilhados. Eles concluíram seus estudos e, com diplomas em mãos, estavam prontos para enfrentar o mundo juntos. Kaito recebeu uma oferta para lecionar literatura japonesa em uma universidade, enquanto Anastasia foi convidada para publicar uma coletânea de suas poesias.

Eles decidiram construir uma vida juntos, uma vida que seria uma ponte entre o Japão e a Rússia. Kaito e Anastasia se casaram em uma cerimônia íntima, cercados por cerejeiras em flor. Eles fizeram votos não apenas um ao outro, mas também à união de suas culturas e ao compartilhamento de suas literaturas.

Anos mais tarde, Kaito e Anastasia olhavam para trás, para o caminho que haviam percorrido. Eles tinham dois filhos, que cresciam fluentes em russo e japonês, e que brincavam entre as páginas dos livros que um dia uniram seus pais. A família viajava frequentemente entre os dois países, garantindo que as raízes e as asas fossem igualmente nutridas.

Em uma tarde tranquila, sob a sombra de uma cerejeira antiga, Kaito e Anastasia se sentaram, de mãos dadas, observando seus filhos brincar. Eles haviam criado mais do que uma história de amor; eles haviam tecido uma lenda viva, uma que seria contada através das gerações. E enquanto as pétalas de cerejeira caíam suavemente ao redor deles, eles sabiam que, embora as páginas de seus livros pudessem envelhecer, a história que haviam escrito juntos seria eterna.

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