Em uma primavera particularmente bela em Kyoto, a cidade estava viva com o florescer das cerejeiras. As pétalas rosadas caíam como neve, criando um tapete suave sob as árvores. Entre os muitos visitantes, estava Akari, uma estudante de arte apaixonada por cores e formas. Ela não apenas admirava as flores, mas também buscava inspiração para suas próprias pinturas.
Um dia, enquanto caminhava pelo Parque Maruyama, Akari notou um homem sentado em um banco, concentrado em um cavalete. Ele segurava um pincel com destreza, traçando linhas suaves e precisas em sua tela. Seus olhos escuros estavam fixos nas cerejeiras em plena floração.
Curiosa, Akari se aproximou. O estranho misterioso tinha cabelos negros como a noite e mãos calejadas pelo trabalho árduo. Ele não parecia notar sua presença até que ela se abaixou para observar sua pintura. Ele sorriu, revelando covinhas nas bochechas.
“Você gosta de cerejeiras?”, perguntou ele em japonês fluente.
Akari assentiu. “Elas são tão efêmeras, mas tão belas. Como você consegue capturar essa beleza em sua arte?”
O homem estendeu a mão para ela. “Meu nome é Takeshi. Sou um pintor. E você?”
“Akari”, respondeu ela, apertando sua mão. “Estudo arte na universidade local.”
Takeshi explicou que estava pintando a cena para um cliente. Ele queria capturar a essência da primavera, a sensação de renovação e esperança que as cerejeiras traziam. Akari ficou impressionada com sua paixão e habilidade.
Eles passaram horas conversando sob as árvores, compartilhando histórias e risadas. Akari descobriu que Takeshi também amava a cidade e suas tradições. Ele a convidou para tomar chá em um pequeno café próximo, e ela aceitou.
Naquela tarde, enquanto saboreavam o chá de matcha, Akari percebeu que seu coração batia mais rápido na presença de Takeshi. Ele era mais do que um pintor talentoso; ele era alguém que entendia sua alma artística.
Quando o sol começou a se pôr, eles se despediram sob as cerejeiras. Takeshi prometeu mostrar a ela mais lugares inspiradores em Kyoto. Akari sentiu que algo especial estava começando, algo tão efêmero quanto as flores que caíam ao redor deles.
E assim, sob as cerejeiras em plena floração, Akari e Takeshi iniciaram uma história de amor que transcenderia as estações e os anos.
Enquanto as últimas luzes do dia tingiam o céu de um rosa suave, Takeshi e Akari caminhavam lentamente pelas ruas de pedra de Kyoto. O ar estava fresco, e a brisa carregava o doce aroma das flores de cerejeira. Akari sentia-se como se estivesse em um sonho, um sonho onde a arte e a beleza se entrelaçavam com a promessa de algo mais.
“Kyoto sempre me inspirou”, disse Takeshi, quebrando o silêncio confortável entre eles. “Cada esquina, cada templo, cada jardim tem uma história para contar. E você, Akari, o que te inspira?”
Akari pensou por um momento antes de responder. “Acho que é a transitoriedade das coisas. A maneira como a beleza é passageira, como essas flores de cerejeira. Isso me faz querer capturar esses momentos antes que eles desapareçam.”
Takeshi assentiu, compreendendo. “É exatamente isso que tento fazer com minhas pinturas. Preservar a beleza antes que ela se vá.”
Eles chegaram ao Rio Kamo, onde a água refletia as últimas luzes do dia. Takeshi sugeriu que fizessem um desenho juntos, ali mesmo, na margem do rio. Akari concordou entusiasmada, e eles se sentaram lado a lado, cada um com seu bloco de desenho.
Enquanto desenhavam, os dedos de Takeshi ocasionalmente tocavam os de Akari, enviando pequenas ondas de calor através de seu corpo. Ela se perguntava se ele sentia o mesmo.
Quando a noite finalmente caiu, eles compartilharam seus desenhos. Takeshi havia capturado a essência do rio com traços confiantes e cores vibrantes. Akari, por sua vez, havia desenhado as cerejeiras refletidas na água, com pétalas flutuando na corrente.
“Você tem um dom incrível”, disse Takeshi, admirando o desenho de Akari. “Sua arte… ela fala comigo.”
As palavras de Takeshi fizeram o coração de Akari bater mais rápido. Ela queria dizer algo, expressar o turbilhão de emoções que ele despertava nela, mas as palavras pareciam fugir.
“Obrigado”, foi tudo que ela conseguiu dizer, mas seus olhos encontraram os dele, e em seu olhar, havia uma promessa silenciosa de mais momentos como aquele.
Eles empacotaram seus materiais de desenho e se levantaram, relutantes em encerrar a noite. Takeshi ofereceu seu braço, e Akari o aceitou, sentindo-se segura e conectada a ele de uma maneira que nunca havia experimentado antes.
Enquanto caminhavam de volta ao coração de Kyoto, Akari sabia que aquela noite seria apenas o começo de muitas outras. Sob as cerejeiras, ao lado de Takeshi, ela havia encontrado um novo capítulo em sua vida, um capítulo que ela ansiava por explorar.
À medida que a noite se aprofundava, Takeshi e Akari continuavam seu passeio sob o manto estrelado. O silêncio entre eles era agora preenchido com uma cumplicidade tácita, uma conexão que transcendia palavras. Eles pararam sob uma cerejeira particularmente exuberante, suas flores brancas e rosas brilhando sob a luz da lua.
Takeshi olhou para Akari, seus olhos refletindo a luz das estrelas. "Akari," ele começou, hesitante, "há algo que eu queria te dizer desde o momento em que te vi desenhando no parque. Você... você me inspira. Sua paixão, sua visão da beleza, tudo isso me faz querer ser um artista melhor."
Akari sentiu seu coração acelerar, suas bochechas corando sob o olhar intenso de Takeshi. "Takeshi," ela respondeu, "eu nunca conheci alguém que entendesse tão profundamente a minha arte. Você me faz acreditar que juntos, podemos criar algo verdadeiramente eterno."
Eles se aproximaram, suas mãos se entrelaçando, como se estivessem destinados a se unir. Takeshi inclinou-se para frente, e com um gesto suave, retirou uma pétala de cerejeira presa no cabelo de Akari. "Que tal fazermos uma promessa?" ele sugeriu. "Uma promessa de que, enquanto as cerejeiras florescerem em Kyoto, continuaremos a criar e a sonhar juntos."
Akari assentiu, um sorriso iluminando seu rosto. "Eu adoraria isso," ela disse, sua voz mal mais que um sussurro.
E assim, sob a testemunha silenciosa das cerejeiras e do céu estrelado, Takeshi e Akari fizeram uma promessa de compartilhar suas jornadas criativas. Era o fim de um capítulo, mas o início de uma história de amor e arte que se desdobraria com cada nova primavera.
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Atualizado até capítulo 26
Comments
Android 17
Adorei cada palavra! ❤️
2024-05-24
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