Cap. 13

Matteo sentou-se na área VIP, cercado por alguns seguranças. Ele observava o movimento com atenção, notando quem entrava e saía, mas sem perder o clima descontraído que a festa oferecia. Ele  observava seus homens se espalharem pelo local, procurando diversão entre as mulheres. Para Matteo, aquela era uma noite para relaxar e se divertir. Ele sabia que, quando voltasse para a Itália, as responsabilidades o aguardavam, mas naquele momento, ele poderia deixar de lado as preocupações, afinal, todos precisavam de um momento para relaxar, mesmo aqueles que estavam no topo da máfia. Suas intenções para a noite eram simples: beber um pouco, relaxar e deixar que seus homens também se divertissem.

Enquanto Matteo observava a festa se desenrolar, uma mulher se aproximou com um sorriso nos lábios, convidando-o para dançar. Seu vestido vermelho, curto e colado ao corpo, e o olhar sedutor, não deixavam dúvidas sobre suas intenções. Matteo recusou o convite, acenando educadamente. Ele manteve o olhar fixo na pista de dança, onde alguns de seus convidados estavam se divertindo, e muitas mulheres dançavam de forma sensual, olhavam diretamente para ele, tentando atraí-lo para a pista ou pelo menos para uma conversa mais íntima. Matteo sentiu uma leve excitação imaginando como e com quem terminaria a noite.

No bar da boate, Isabela trabalhava sem parar, e quando percebeu que a boate estava sendo fechada para uma festa particular. Era um sinal claro de que coisas mais intensas estavam para acontecer. Isabela sabia que aquelas festas geralmente envolviam muita bebida, drogas, e sexo, e que muitos homens que não respeitavam limites. Paulo, como era o dono da boate estava feliz com o lucro que teria, foi até o bar e anunciou que a festa seria apenas para convidados especiais.

_ Só faltava isso... Falou Isabela observando a quantidade de homens e mulheres que chegaram na boate.

Se pudesse, Isabela teria saído da boate naquele momento e voltado para casa, mas o pensamento de voltar para o ambiente tóxico que a casa da mãe se tornou a fez hesitar. Aquele lugar não era mais seu lar, especialmente depois que o padrasto começou a olhar para ela de maneira indecente, com insinuações nojentas. A mãe parecia ignorar o problema com ela e com os irmãos pequenos que não estavam sendo bem cuidados por André.

Ela sabia que precisava sair de casa, mas para isso, precisava de dinheiro, e rápido. Isabela se lembrou das discussões que teve com a mãe nos últimos meses e não importava o quanto ela  tentasse conversar com a mãe, pedindo ajuda ou mostrando o comportamento inadequado do padrasto, a resposta era sempre a mesma: "Ele não faz por mal" , "Você está exagerando, ele só está brincando", ou pior, " Você está provocando". Isabella sabia que isso não era verdade, mas a mãe sempre escolhia acreditar nele, ignorando o que acontecia.

E toda essa situação deixava Isabela ainda mais desesperada para sair de casa e ter sua própria independência, e mesmo que não gostasse de trabalhar na boate, o dinheiro valia a pena.

_ E se eu pedir para ir embora… O coração de Isabela disparou sentindo algo estranho, um aperto no peito.

Isabela correu até o escritório de  Paulo. Parou antes de entrar, ela não tinha escolha, se quisesse ir embora teria que falar com ele. . Sabia que pedir para sair durante uma festa particular não seria bem visto, mas ela precisava tentar.

_Senhor...desculpe incomodar, mas eu realmente preciso sair mais cedo hoje... Disse Isabela tentando ser não ser intimidada por ele, embora sua voz tremesse um pouco.

Paulo olhou para Isabela, sua expressão não mudou muito. Ele não gostava de ser interrompido, especialmente durante uma festa particular que lhe rendia lucros significativos, principalmente quando recebia estrangeiros.

_ Por que eu deveria deixar você sair mais cedo hoje? Perguntou, olhando para ela com desconfiança. _Você sabe o que acontece se sair antes do fim do turno, não sabe?

Isabela sabia que ela fosse embora, Paulo não pagaria pelo dia de trabalho, ou pior, ela poderia perder o trabalho.

_ Era só isso? Perguntou Paulo olhando para ela que não respondeu a pergunta feita por ele..

Isabela sentiu seu coração entristecer quando Paulo  ignorou seu pedido de sair mais cedo. Paulo estava ciente da situação financeira de Isabela, do quanto ela precisava de dinheiro. Mas Paulo não se importava com os problemas dela, ele via em Isabela uma oportunidade de ganhar mais dinheiro.

_ Isabela, sei que você precisa de dinheiro. Está pode ser sua oportunidade de ganhar bem. Disse olhando para ela com um sorriso sugestivo. Paulo sabia que Isabela era a mulher mais bonita da boate. O uniforme justo e decotado que ela e as outras funcionárias usavam, destacava seu corpo perfeito. O seu rosto delicado, olhos grandes e os lábios bem desenhados tornavam ainda mais atraente. Os clientes sempre chegavam até ele oferecendo pequenas fortunas para passarem a noite com ela, mas Isabela nunca aceitou.

O comentário feito por Paulo, fez Isabela se sentir ainda mais desconfortável. Ele sabia que Isabela não fazia programas, mas sempre tentava convencê-la a considerar a ideia. Isabela apertou os punhos, tentando controlar a raiva que crescia dentro dela. Ela estava cansada de ser tratada daquela forma, como se seu valor estivesse apenas na sua aparência.

_Eu já disse que estou aqui apenas para trabalhar no bar, não tenho nada contra quem faz sexo por dinheiro, mas eu não quero!  Ela respondeu com firmeza, tentando manter a compostura.

Paulo ergueu as sobrancelhas, um pouco surpreso com a firmeza dela que nunca mudava. Ele sabia que Isabela não era como as outras mulheres da boate, mas sua recusa apenas aumentava o desejo dos clientes. Ele deu um passo em sua direção, tentando parecer amistoso, mas Isabela viu o olhar predatório em seus olhos e um sorriso falso nos lábios.

_ Claro, claro... mas você sabe que poderia ganhar muito mais se aceitasse algumas propostas, certo? E você sabe que os homens pagariam bem para estar com você. É só uma sugestão... Pense nisso, o dinheiro que você precisa de forma fácil….

Isabela respirou fundo, tentando manter a calma. Ela sabia que estava em uma posição difícil. Não podia simplesmente abandonar o emprego, mas também não podia permitir que o dono ou os clientes a pressionassem para fazer algo que não queria. Ela precisava encontrar uma saída, e rápido.

_Não, eu já disse que não faço isso. Repetiu, com a voz mais fria. _Com licença, eu tenho voltar ao trabalho.

Ela se afastou, ignorando o olhar desapontado de Paulo que também estava disposto a pagar por ela.

Isabela sentiu que a noite seria longa. Mesmo que precisasse continuar trabalhando naquela noite, ela não deixaria que ninguém a forçasse a fazer algo que não queria. Ela sabia que precisava de dinheiro, mas não seria daquela forma. Com a insistência de Paulo, mais do que nunca, ela precisava encontrar um jeito de sair daquela boate.

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Comments

Adriana Rodrigues

Adriana Rodrigues

que enrolação

2025-02-11

0

Juliana Silva

Juliana Silva

tô ficando cansada dessa enrolação.... viu parar de ler e ir pra outro

2025-02-09

1

Marlene Almeida

Marlene Almeida

como tá demorando esse encontro

2025-01-08

1

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