No Brasil, mais um dia começava para Isabela, uma jovem bonita de presença marcante. Sua pele morena contrastava com seus olhos claros que pareciam capturar e refletir a luz de uma maneira hipnotizante. Os cabelos longos, levemente ondulados e caiam em cascata emoldurando o seu rosto. Isabela exalava uma beleza natural que chama a atenção onde quer que ela fosse.
Ela tinha acabado de completar 24 anos e sequer teve tempo para comemorar. Desde criança, Isabela teve uma vida tumultuada. Seus pais se separaram quando ela ainda era pequena, e seu pai se tornou uma presença ausente em sua vida ao largar a mãe para viver com a amante, contribuindo para uma sensação de abandono e desconfiança.
E a situação piorou quando a mãe se casou novamente. O padrasto desde o inicio começou a olhá-la com desejo, criando um ambiente insuportável dentro de casa onde moravam. O assédio constante do padrasto fez com que Isabela se sentisse insegura, e a deixava sempre em alerta, fazendo com que ela se sentisse desconfortável sempre que estava em casa, e ela so pensava em se mudar, mas ainda não tinha condiçoes financeiras para isso.
Determinada a escapar dessa situação, Isabela se dedica aos estudos e ao trabalho com garra.
_ Vai dar certo… Disse Isabela ao sair da faculdade sentindo o cansaço a dominar depois de uma noite mal dormida.
Isabela estudava administração e faltava apenas um período para ela se formar. Ela via no curso um caminho para a independência financeira e uma carreira estável. Ela estuda pela manhã e a tarde trabalha em um escritório como assistente administrativa, onde é conhecida por sua competência e dedicação, mas o salário que ela recebia, não é suficiente para cobrir todas as suas basicas e com a faculdade.
Para completar a renda, Isabela trabalhava como bartender em uma boate. O segundo emprego era exaustivo, mas ela o encara como uma necessidade para juntar dinheiro e sair da casa da mãe o mais rápido possível. Na boate, ela tinha que lidar com clientes variados e muitas vezes difíceis. Ela detestava ser assediada, mas a sua habilidade de manter a calma sob pressão a ajudam a enfrentar as dificuldades do ambiente noturno.
No meio daquela noite, durante um breve intervalo. As luzes pulsantes do salão faziam seus olhos doerem e a música vibrante que ecoava alto incomodavam seus ouvidos. Isabela estava visivelmente exausta, sentada em um banco. Mel, uma colega de trabalho, viu o estado de Isabela e se aproximou com duas garrafas de água.
_Toma, Isa. Você parece que vai desmaiar a qualquer momento. Diz Mel entregando uma garrafa de água para Isabela que aceitou.
_ Obrigada, Mel. Eu realmente precisava disso. Mel se sentou ao lado de Isabela passando a mão nas suas costas tentando dar forcas para a colega.
_O que aconteceu hoje? Você está mais cansada do que o normal.
_Nem me fale... Faço faculdade de manhã, trabalho no escritório à tarde e agora estou trabalhando aqui na boate. Parece que não tenho um segundo de descanso.
_ E você ainda consegue se manter de pé? Como você faz isso?
_ Honestamente, nem eu sei. Só sei que preciso do dinheiro para sair da casa da minha mãe. O assédio do meu padrasto está cada vez mais insuportável… Ontem quando cheguei em casa, eu so queria tomar um banho e deitar, mas na hora que eu entrei no banheiro eu esqueci de trancar a porta, e quando comecei a tirar a roupa ele entrou… Não posso continuar vivendo assim…
Mel colocou a mão sobre o ombro de Isabela.
_ Eu sinto muito por você, Isa. Não consigo imaginar como deve ser difícil. Você já tentou falar com sua mãe sobre isso?
Já, mas ela não acredita em mim. Acha que estou exagerando ou tentando afastá-la do marido. É frustrante... Ela diz que eu que fico provocando aquele homem. Desabafou com vontade de chorar. Aquele homem é um vagabundo... Quantas vezes eu já tive que deixar a faculdade, e usar o dinheiro das mensalidades para sustentar a casa, porque segundo ele, ele não conseguia trabalho. Mel, já era para eu ter me formado há dois anos… Eu amo os meus irmãos, eles são tão pequenos… não tem culpa de serem filhos daquele traste, e eu também amo a minha mãe, mas ela está cega, não acredita em mim…
_ Deve ser terrível. E na faculdade, como estão as coisas? Perguntou tentando mudar de assunto para não ver colega se desesperar mais.
_ Acho que a faculdade é a única coisa que me mantém sã. É cansativo, mas pelo menos sinto que estou construindo um futuro.
_Você é uma guerreira, Isa. Eu não sei como consegue fazer tudo isso. Mas, por favor, cuide-se. Não quero ver você desmoronar… Se eu pudesse, te levava para a minha casa, mas não tem como, sabe que moro em um apartamento que mais parece uma kitnet com meu marido, ainda não conseguimos nos mudar.
_ Obrigada, Mel. Eu realmente aprecio o apoio, e não se preocupe, eu vou conseguir tudo que eu quero. A minha vida vai mudar... Vou tentar descansar um pouco mais... se conseguir encontrar algum tempo.
_Descansar? Em que universo paralelo? Daqui a pouco o seboso do Paulo vem te procurar. Mel citou o dono da boate e Isabela fez uma careta ao lembrar dele, em como ele a tratava, nas propostas indecentes que lhe fazia.
_Nem me fale daquele homem…
_Mas sério, se precisar de qualquer coisa, estou aqui para você.
_ Valeu, Mel. Isabela abraçou a colega agradecendo a forca que ela dava.
_ Vamos lá, mulher! Ainda temos uma longa noite pela frente.
_Vamos lá, então. Mais uma noite, mais uma batalha.
As duas se levantam e retornam ao trabalho.
_ Eu sinto que algo vai acontecer, que algo vai mudar na minha vida… Isabela teve um pressentimento repentino.
Sério? Perguntou Mel olhando para ela com interesse. Que tipo de mudança você está sentindo que vai acontecer?
_Não sei ao certo... É apenas um pressentimento, uma sensação estranha que não consigo explicar. Mas sinto como se estivesse à beira de algo grande, algo que vai alterar o curso da minha vida… Isso é estranho….
_ Talvez seja o universo preparando algo bom para você, Isa. Isabela sorriu.
_ Espero que você esteja certa, Mel. Só quero que essa mudança me traga algo de bom, algo que valha a pena. Falou Isabela sentindo o coração disparar.
_ Quem sabe você não encontra um namorado… O amor da sua vida...
_ E quem disse que eu quero? Depois do que aconteceu com o Gustavo? De ser abandonada pelo meu pai e ter que aturar o meu padrasto e o Paulo… eu prefiro ficar sozinha. Falou voltando para o bar da boate.
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Atualizado até capítulo 87
Comments
Sara Niziato
tinha uma amiga que passou por uma situação parecida! é triste saber que existem pessoas assim no mundo
2025-01-16
0
Isabella Vitória
e difícil mesmo eu mesmo não penso em amor namorado, pelas coisas que já vi e vejo
2025-03-09
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Ana Elisa Souza Vieira
passei por uma situação parecida a minha sorte que minha mãe acreditou em mim senão meu padrasto havia conseguido e mais pior se não fosse minha mãe interferir e eu sair de casa e ele saiu na mesma semana
2025-02-11
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