Na minha primeira consulta pude ver que o embrião em desenvolvimento estava muito bem e que era apenas um embrião e estava bem localizado no meu útero. O médico me passou aquela série de exames para fazer e várias recomendações.
O Carlos não pode participar de todo o processo, então estava mais aliviada. Saí da clínica e mandei mensagem para o Sidney o informando sobre o bebê. Mandei foto da ultra e parecia que ele estava feliz, mas em seguida me respondeu dizendo que estava indo com a Dayana no médico dela, que era o melhor e mais caro da cidade vizinha.
Ele estava junto dela e cuidando muito bem da mãe e filha, enquanto eu estava aqui, de certa forma sozinha, pois ele nunca mais quis me ver pessoalmente. Ou pelo menos nunca mais manifestou interesse em me ver. Quem estava do meu lado era o meu marido. Ele, mesmo com o jeito grosseiro dele, estava tentando me ajudar. Todas as vezes que eu enjoava, era ele a me apoiar, cuidar de mim, segurar os meus cabelos para que não se sujassem com o meu vômito e era ele quem me ajudava a me levantar quando terminava. Ele me apoiava, me segurava e levava até a nossa cama e em seguida trazia um chá de alguma coisa que falavam para ele que era bom para tentar me ajudar a melhorar.
Embora o Carlos estivesse dando o melhor dele para ajudar, eu me sentia sufocada com pelo fato de que ele não era o pai do meu bebê e que o pai biológico não estava fazendo nada por mim.
Isso era o meu pior pesadelo. Estar grávida era ruim, mas estar grávida de alguém que não era o meu marido e que não podia estar comigo, cuidando de mim era péssimo.
Quando o Sidney disse que estava com a namorada, eu simplesmente só visualizei a mensagem e não respondi. Todas as imagens que vinham na minha cabeça era de quando eu não estava grávida e que ele me mandava mensagem dizendo que queria me ver. Agora, depois do bebê que eu não planejei, estava aqui, de lado, largada aos lobos.
Esperei pelo Carlos numa sorveteria próxima a clínica. Aproveitei para tomar um sorvete de limão para ajudar no meu enjoo. O meu marido não demorou muito para chegar e se desculpou muito por não conseguir ver o bebê junto comigo. Fingi decepção com ele, mas estava mesmo decepcionada com o Sidney, foi, na verdade, um alívio ele não ter participado, pois tinha que falar sobre a última menstruação e ele não sabia a data certa, mas ele não é bobo para calcular e ver que eu já devia ter menstruado de novo antes de termos tido relações.
Voltamos para casa no horário de almoço, passamos na escola antes, para pegar as crianças. O Carlos havia contratado uma moça para me ajudar nos serviços de casa, pois sabia que eu não estava bem para dar conta de tudo, e isso era ótimo, pois estava mesmo muito cansada e embora ninguém faça nada como a própria dona da casa, era, sem sombras de dúvidas uma maravilha ter a Cris com a gente.
Chegamos e o almoço estava pronto, nos juntamos para almoçar e por um instante com aquela euforia dos meus filhos e o Carlos sorrindo, me vi num comercial de margarina com aquela animação toda. Sorri com a ideia.
No meu subconsciente, eu sabia que tinha arruinado com a minha família. Eu estava consciente de que fiz tudo errado e que poderia perder tudo isso por causa das minhas escolhas.
Assim que terminamos de comer, o Carlos olhou para mim, colocou a mão sobre a mesa, solicitando a minha, e começou a falar com as crianças.
— Filhos, a mãe de vocês e eu temos uma notícia muito boa para dar para vocês. — ele disse com um sorriso e olhando para mim com aqueles olhos castanhos que pareciam sorrir também.
Todos curiosos, pois sabiam que ele nunca estava presente e tão carinhoso.
— A nossa família vai aumentar. Vocês vão ter um irmão, ou irmã mais nova. — Ele disse enquanto olhava para os meus filhos como se fosse a melhor notícia do mundo.
- Eu não quero irmãos. — A Iasmim reagiu como se o mundo fosse acabar.
— Ebaaa, sério, mãe? Vou ter um irmão mais novo? - O Lucca perguntou animado.
Somente o Ben não reagiu.
A minha filha começou a chorar muito, enquanto o Carlos tentava explicar que era uma notícia muito boa e que seria ótimo ter um bebê na família e que somos abençoados por receber esse presente. Eu fiquei completamente sem ação.
- Iasmim, querida, é um bebê. Nós vamos amar e cuidar bem dele, ou dela.- Disse a ela, mas sem saber bem o que eu estava falando. Em seguida a chamei e abracei para lembrar que sempre estarei disponível para ela também. Um tempo depois ela já se animou.
- Mamãe, e como o bebê vai se chamar? - Ela me perguntou com lágrimas escorrendo.
- Bem, nós ainda não pensamos nisso. Mas vocês podem nos ajudar nessa missão. O que acha? - Eu falei e ela sorriu com os olhos ainda muito vermelhos.
Todos ficaram muito animados.
O Carlos pegou a pasta com os meus documentos e junto estava a ultrassonografia. Ele também queria ver. O meu coração se disparou naquele momento, a data da última menstruação estava lá.
Assim que as crianças perceberam o que era, saíram correndo para ver o bebezinho. Eles ficaram horas falando sobre o bebê e todos animados com a notícia de que teriam um irmão ou irmã mais nova.
No fundo eu sentia que seria uma menina. O Sidney e eu transamos antes da ovulação, então as chances de ser menina eram muito maiores, mas não iria falar nada para ninguém sobre isso.
O Carlos estava tão animado que não olhou a primeira página da ultrassonografia, então não viu datas e mesmo se visse eu já tinha uma ideia do que dizer em mente.
Aquela alegria toda dos meus filhos e do meu marido me fez sentir mal. O meu bebê não era do meu marido e ele não fazia ideia disso.
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Atualizado até capítulo 27
Comments
Elisângela Araújo
cadê mais capítulo no aguardo Kkkk tá boa demais 😝 essa história.
2024-09-27
0
ennedry galdino
oi, você está bem?
2024-09-25
0
Adrienne Galdino
aguardando novas atualização
2024-08-04
0