Aos olhos de quem desconhece a nossa realidade, tudo parece um mar de rosas.
Assim que coloquei os pés na escola, a Janaína veio me cumprimentar e contar do animado almoço que perdi. Eu apenas sorria em concordância com tudo que ela falava, mas não conseguia ouvir de fato nada do que ela dizia.
De repente o nome do Sidney saiu na conversa. Ela disse que ele estava organizando os documentos para se casar. Aquilo foi uma facada no meu peito. Ele então mentia para mim o tempo todo.
Trabalhei naquele dia com uma sensação de ser uma idiota que estava perdendo a minha família por um mentiroso.
Não poderia deixar transparecer a minha tristeza, mas era uma dor lascerante que invadia o meu peito.
Assim que cheguei em casa, peguei o celular, que não tinha tido coragem de pegar o dia inteiro. Haviam muitas mensagens do Sidney, entre elas uma me chamou a atenção.
📨Amor, me responde. Precisamos conversar. Preciso de um conselho. Me ajuda, por favor.
Eu não sou mãe ou pai dele para aconselhar. Ele que decide o que quer fazer de vida dele, não eu. E mesmo se o conselho for para o que eu estava pensando, eu não tenho o direito de impedir nada.
Naquele dia não consegui falar com ele. Todas as vezes que abria as mensagens dele, meu coração disparava e uma tristeza tomava conta de mim.
Como de costume, organizei a cozinha, pois os meus filhos já tinham arrumado toda a casa, e preparei o jantar. O Carlos chegou um pouco tarde e as crianças já estavam dormindo e eu já estava deitada. Fingi que dormia para ele não me tocar.
Na manhã seguinte, o Sidney não me mandou nenhuma mensagem. Confesso que senti falta, poie eu já estava acostumada a acordar e receber mensagens dele.
Preparei o café da manhã, acordei às crianças, tomamos o café juntos e fomos para a escola. Não trabalhava naquele dia, mas nunca deixei de levar os meus filhos para a escola.
O carro do Sidney estava próximo a escola e vi que ele estava me esperando. Deixei os meus filhos no portão e voltei para ver o que ele queria.
Assim que me aproximei, ele veio e me abraçou, beijou o topo da minha cabeça e colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha. Senti um medo enorme de alguém conhecido nos ver.
— Por que não responde as minhas mensagens e nem atende as minhas ligações? - Ele me perguntou com a testa franzida.
— Sidney, aqui não é o lugar para nós falarmos. - Eu falei séria.
— Então me atende, poxa. Você não fala comigo. - Ele disse com um tom nervoso.
— Eu vou te responder, eu prometo, mas vá embora, alguém pode nos ver aqui. - Falei tentando afastar-me, mas ele segurou firme no meu braço enquanto eu estava tentando te escapar.
— Os pais dela insistem que a gente se case. Não sei o que fazer. - Ele disse com os olhos vermelhos.
— E o que você que eu faça? - Eu disse impaciente e ao mesmo tempo com o coração doendo.
— Só diz o que faria no meu lugar. - Ele falou com uma voz embargada.
— Eu seguiria o meu coração. Ouviria apenas a mim mesma. Mas eu também não estou em posição de te falar o que deve ou não fazer. Você é adulto, Sidney. Não precisa da minha benção pra se casar com ela. Se for isso o que você quer, vai lá e faça. - Disse com o coração partido, mas era necessário falar.
— Eu não quero. Queria que tudo fosse diferente. Queria estar com você. Me diz que estará comigo independente do que acontecer. - Ele falou sério, com os olhos lacrimejando.
— Eu estarei aqui. Sempre que precisar de mim, eu nunca deixarei você. - Não sei porque eu disse aquilo, mas era verdade. Eu estava disposta a estar com ele mesmo se ele se casasse.
Ele me abraçou forte e me beijou ali mesmo, no meio da avenida.
Temi que alguém passasse ali naquele momento, mas o destino estava a nosso favor. Ele me chamou para o carro dele e eu mais que depressa fui. Paramos em um lugar lindo totalmente isolado.
Ele me beijou como se fosse a primeira vez, com paixão, e uma ternura extrema.
Naquele dia foi diferente, foi como se nada mais no mundo importasse. Fizemos amor, e como era bom fazer amor com ele. Ele sabia exatamente como me fazer sentir desejada, amada e com ele sempre consigo dar o meu melhor como mulher.
Estávamos fazendo amor há vários meses e já aconteceu diversas vezes e dessa vez não usamos preservativo. Ele me perguntou no final de poderia g0z@r dentro e não sei onde eu estava com a cabeça que disse sim. Acho que não conseguia controlar o meu corpo e nem a minha mente.
No fim senti o seu líquido quente e espesso dentro de mim. Naquele momento tudo parecia um sonho.
Ficamos por mais um tempo juntinhos, nos beijando e conversando sobre várias coisas, inclusive como faríamos para nos ver de novo.
Após uma manhã incrível, ele me levou de volta onde nos encontramos mais cedo, nos despedimos, entrei no meu carro e fui para casa.
Assim que entrei, fui direto para o banheiro, precisava me libertar do cheiro do Sidney que estava impregnado em mim, antes que o Carlos ou qualquer outra pessoa aparecesse.
Tomei banho sentindo como se ele ainda estivesse comigo, aqui dentro de mim, e de como tudo era tão perfeito com ele.
Assim que sai do banho, enquanto me secava, de repente me lembrei de olhar no meu aplicativo do celular...
... Meu Deus, o meu período fértil estava se iniciando exatamente naquele dia.
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Atualizado até capítulo 27
Comments
Adrienne Galdino
minha querida ficou no aguardo das atualizações,estou apaixonada por esse livro
2024-07-07
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Carmem Damásio
mais mais mais mais
2024-07-07
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