Depois de quase três semanas o Sidney reapareceu na minha casa. Ele sabia que os meus filhos estavam para a casa do pai deles, pois o meu irmão, Sávio, deixou escapar.
Quando ele chegou, eu estava num escritório improvisado preparando as minhas aulas. Não fiz questão nenhuma de ir vê-lo. Deixei que ficasse à vontade com o meu irmão, não queria aproximar-me mais dele.
Após conversarem um tempo, ouço ele perguntando por mim, o Sávio o mandou ir até o meu "escritório".
Fiz-me de sonsa, pois não queria vê-lo. Senti-me humilhada a última vez que o vi.
Ele chegou e me cumprimentou como se não tivesse acontecido absolutamente nada. Agi da mesma forma, não seria humilhada mais ainda.
Ele chegou falando de trabalho. Conversamos um pouco até que o meu irmão disse que precisava sair, iria ver a minha amiga Júlia, pois no dia do aniversário dela, engataram um namoro.
Vi um sorriso de lado no canto da boca do Sidney. Percebi que ele estava muito mal-intencionado, e em consequência, senti borboletas no estômago e a minha peça íntima encharcar.
Deus como ele consegue isso!
Sinceramente eu não sei.
Assim que o Sávio saiu e a porta se fechou, Sidney pegou-me pelo braço e me colocou de pé encostada na mesa, a sua mão direita segurando firme na minha nuca, enquanto a esquerda sustentava o meu corpo quase em erupção e beijou-me intensamente até quase perder o ar.
Sua mão atrevida deslizou por todo o meu corpo, provocando as sensações mais gostosas que poderia sentir.
Assim, fizemos sexo mais uma vez.
Eu já estava me odiando por ceder tão rápido e fácil, mas não conseguia controlar os desejos do meu corpo.
Depois que terminamos, ele rapidamente se vestiu e disse que estava indo. Ódio tomou conta, e não me aguentei e perguntei.
- Então você veio aqui só pra me ©om€®?
- Você sabe que é mais do que isso. - Ele respondeu.
- Não, eu não sei. - Respondi enquanto colocava o meu sutiã, fazendo bico.
- Eu tenho que ir. O Sávio já deve estar voltando.- Me beijou com vontade em despedida.
Senti muita raiva. Ele só pensa nele, em se esquivar, esconder.
Não o impedi de ir. Ele é livre e eu também.
Meia hora depois o meu irmão chegou e eu não sabia se me sentia aliviada pelo Sidney ter ido embora ou furiosa por continuar querendo transar com ele mais uma vez.
O tempo foi passando e os encontros ficaram mais frequentes. Ele deixava de conversar com o meu irmão e os outros amigos deles para ficar comigo no "escritório" trocando beijos ardentes e cheios de desejo e fazendo sexo as escondidas.
Nunca nos apresentamos como ficantes, namorados nem nada. Era apenas como amigos de foda. Era bom, amava todas as vezes que ele chegava e me surpreendia. Amava a forma como ele sussurrava coisas no meu ouvido e me deixava louca de desejo. Amava fazer sexo com ele, e por fim eu o amava. Nunca falamos de sentimentos um com o outro, mas a nossa conexão era única e sempre queríamos mais um do outro na cama.
De setembro a janeiro tivemos uma relação intensa às escondidas. Ele não estava pronto para assumir um relacionamento sério e quando eu o perguntei sobre um possível namoro, ele se esquivou.
Ele tinha apenas 20 anos, eu 25, divorciada e com dois filhos.
Sofri muito, pois eu queria muito continuar com ele, mas o papo sobre namoro acho que o assustou. Ele pediu um tempo para pensar e sumiu. Meu coração mais uma vez estava dilacerado.
Prometi para mim mesma que não iria mais me entregar a um relacionamento como foi com ele e o meu ex marido.
Num determinado dia, fui à casa dos meus pais e senti que eles estavam envergonhados pelo meu divórcio. Eles insistiam que eu deveria encontrar uma boa pessoa e me casar.
Aquilo me magoou, mas eu entendi que eles não queriam ser envergonhados, afinal eram fiéis à igreja e divórcio para eles era o fim do mundo.
A minha mãe, principalmente, sempre com indiretas, me fez acreditar que eu era uma fracassada.
Voltei da casa dos meus pais determinada a um relacionamento sério. Queria me casar e fazer com que não sentissem mais vergonha de mim.
Foi aí que conheci o Carlos. Ele estava disposto a um relacionamento sério e não se importava com o meu passado. Tivemos um início rápido de namoro e na primeira vez que ele veio à minha casa, o Sidney reapareceu.
Senti o meu coração doer muito. Não sei se ele queria dizer que poderíamos tentar, ou se ele queria se despedir de vez. Sei que vi o sorriso dele se desfazer quando viu o Carlos sentado no sofá assistindo ao jornal.
Me doeu muito. Nunca tivemos uma conversa definitiva, uma despedida ou algo do tipo.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 27
Comments
Dulce Gama
nossa eu acho que ela foi boba de mais com Sidney sim que dó tinha 20 anos mas toda vez que queria tirar o atraso não perguntava se queria ou não ia e pronto acho muito infantil da parte dele 🎁🎁🎁🎁🎁♥️♥️♥️♥️♥️♥️
2024-12-24
0