_Amara_
Apollyon- E a menina dos cabelinhos brancos iria receber o dom da sabedoria... Conforme as crianças fossem crescendo elas receberiam mais poderes dos Deuses, porém em um ato impensado o rei Daikros acabou revelando que as filhas haviam recebido o dom da Deusa da lua Selene e isso despertou não só a inveja dos dragões de seu reino, como também despertou a ira do primeiro reino de dragões ( aos qual vocês viviam até a pouco tempo ) com isso o rei Drakaroth planejou um ataque surpresa para roubar as princesas de Sitriavi, sem que o rei soubesse o seu reino acabou sendo atacado de surpresa e uma luta sangrenta se iniciou. O rei acabou matando a rainha Meive na frente de seu esposo e rei Daikros, com isso ele amaldiçoou o reinado de Drakaroth... As suas últimas palavras foram:
Com isso apareceu um homem gritando em cima do corpo de sua esposa:
Daikros- Eu amaldiçoou o seu reinado Drakaroth! Todos irão sofrer a extinção e não irá sobrar um dragão sequer. Minhas filhas irão fazer justiça na terra!
Apollyon- E com isso a cabeça de Daikros foi cortada pelo machado de Drakaroth! Ele obviamente não deu a mínima para a maldição proferida por Daikros.
Anastácia começou a chorar e nisso eu acabei sentindo uma pontada no peito! Esse homem é o meu pai? Será possível?
Apollyon- Eu sei o que está pensando e sim, vocês são as princesas de Sitriavi. Nesse dia Drakaroth acabou roubando vocês pelos seus poderes e acabou com o reinado de seus pais junto com toda a sua civilização. No começo ele pensou que poderia usar os seus poderes para guerras, porém quando você se selou ele e a esposa acabaram mostrando a vocês as suas verdadeiras faces.
A minha voz saiu estridente como um trovão e a terra começou a tremer diante da minha raiva!
Amara- MALDITO!!
Apollyon- Acalme-se e escute! Você poderá matá-lo porém encare as consequências de seus atos.
Amara- EU NÃO LIGO!
Apollyon- Todo os dragões do reino de Malyries irão perecer. Inclusive crianças, dragões e civis... Vai mesmo tomar essa decisão?
Naquele momento eu soube! Eu sou a desgraça desse mundo, nasci para trazer infortúnios.
Levantei a minha espada e arranquei a cabeça de Drakaroth sem pestanejar. Minha ira era maior do que a minha razão, eu queria vingança por tudo o que eu sofri calada durante a minha infância, eu queria me vingar pelos meus pais e pelo meu reino. No final, a maldição de Daikros acabou se cumprindo pela minha espada!
Na nossa frente todos os dragões que restaram começaram a morrer um por um. Anastácia gritava o meu nome mas eu estava inérce... Eu havia feito algo horrível contra milhares de vidas. Eu me sentia o ser mais detestável da face da terra!
Com isso eu fiz uma escolha impensável, meu maior pecado. Eu não conseguiria viver com aquela culpa então dei fim na minha vida na frente de todo mundo, enfiei a minha espada no meu coração. Porém antes de finalizar a minha morte eu passei o meu poder para o Alfa proteger a minha irmã! A muito tempo atrás eu andei pesquisando um meio de passar o meu poder para a Anastácia caso algo acontecesse comigo, porém eu percebi que nas mãos dela esse poder não faria diferença. Ela era gentil demais para conseguir lidar com esse poder!
Esse será o meu último gesto de amor para ela.
A minha última lembrança foi de Alec gritando dolorosamente e tudo ficando escuro! Eu não sei quanto tempo se passou, mas eu acabei despertando em um lago frio e congelante enquanto escutava a minha sentença vinda dos céus.
- Dragão, você cometeu um grave pecado contra a vida de inocentes e contra a sua própria vida! A sua penitência será recepcionar as almas e mostrar-lhes o caminho para qual devam seguir.
Não reencontrará a sua irmã até que a mesma morra e também não reencontrará o seu companheiro até que o mesmo morra. Enfim, essa será a sua condenação!
Não sei o que aconteceu, mas quando eu acordei eu vi uma foice ao meu lado e meu corpo estava gelado como se eu estivesse morta, porém como eu ainda estava ali? Eu nunca fui de acreditar em vida após a morte e muito menos em ceifadores. Porém eu havia me tornado um!
Apollyon não era nada mais nada menos do que a morte em pessoa. Ele me ensinou tudo o que eu deveria fazer e por séculos eu não soube o que havia acontecido com a minha irmã até que em uma noite eu recebi um chamado de uma nova morte, voei pelos céus e encontrei o meu alvo! Quando eu vi quem era eu não acreditei. Minha irmã havia falecido! Meu peito doía mesmo não tendo mais um coração, a minha alma gritava. Fui caminhando lentamente até ela e ela foi se virando lentamente também, era como se ela soubesse que era eu. Quando os nossos olhos se encontram eu vejo nela uma espécie de tristeza profunda, ela vem correndo até a mim e me abraça de um jeito carinhoso que só ela sabe ter. Mesmo estando morta eu ainda recebi um corpo físico então abraçar ela foi uma coisa que eu nunca havia pensado ser capaz, já que as outras almas não conseguiam me tocar simplesmente por serem almas. Mas ela estava ali me abraçando, eu sentia o calor do toque dela... Eu chorei imensamente naquele dia.
Ela havia me contado que enfrentou diversas diversidades ao lado do alfa e também me mostrou os filhos e netos dela. Eram rapazes lindos parecidos com os dois, eles estavam chorando ao lado do corpo sem vida dela! Eu fiquei imensamente feliz por ela ter sido amada e cuidada. Só que fiquei em dúvida sobre algo... Por que o Alfa não despertou o poder que eu havia dado a ele? Será que o meu feitiço não funcionou?
Ela me contou também o final trágico da loira esquisita e eu acabei descobrindo o seu nome. Ela se chamava Hellen!
Anastácia me contou que ela tentou envenenar o povo contra ela, porém não funcionou e ela acabou sendo condenada a mutilação por ter tentado contra a Luna. Como eu já não trabalhava mais sozinha, eu tenho certeza que foi um dos ceifadores que recebeu a alma indigna dela! Tanto faz... Eu não me importo nem um pouco com aquilo.
Como Anastácia havia contribuído bastante para a paz entre as criaturas, ela recebeu o direito de reencarnar mais três vezes com os seus poderes e com a sua origem, guiei ela até a porta e me despedi dela com o peito doendo. Naquele dia eu chorei muito!
Não demorou muito e eu recebi o chamado de outra alma para guiá-la.
Peguei o meu cavalo que eu havia ganhado de Apollyon e cavalguei até o local, chegando lá eu não acreditei quando vi! Era ele, o Alec.
Ele se virou e me olhou com uma expressão indecifrável! Era óbvio que ele estava morto a muito tempo, os olhos dele já não tinha mais vida.
Fui lentamente até ele e olhei nos seus olhos e lá eu pude ver uma espécie de saudades e descrença, sem esperar muito ele me abraçou e caiu em lágrimas!
Alec- Eu sabia que eu iria encontrá-la algum dia! Não sabe o quanto eu sofri... Eu só sobrevivi por causa de um feitiço muito forte, porém a minha vida foi uma merda desde a sua morte! Eu morri com você meu amor.
Ele também...
Ele também conseguia me tocar! Suas mãos envolveram o meu rosto e ele foi se aproximando até grudar os nossos lábios. Como eu senti falta da sua boca, do seu toque e do seu gosto... Eu fui uma tola!
Guiei ele até a base dos ceifadores e decretei a sua sentença.
Ele iria ter direito a duas reencarnações, foi doloroso a nossa despedida mas eu tive que deixar ir...
Depois disso se passaram muitos anos e eu estava mais fria do que nunca. Fui colocada como ceifadora anciã para ajudar o Apollyon e até pouco tempo eu pensei que eu nunca encontraria novamente a minha irmã e muito menos o meu companheiro... Se ele reencarnou com certeza tem outra companheira, já que na primeira vida eu rejeitei ele. Seria até que compreensivo já que eu sou uma ceifadora.
Mas a minha irmã está aqui comigo, com o mesmo rosto, o mesmo nome e a mesma personalidade. Seria coincidência ou destino? Seja lá qual for eu nunca mais vou deixá-la.
Esses anos todos eu já vi de tudo, desde a almas sebosas ou almas humildes. Os mais puros iam direto para o santuário já os mais impuros iam direto para o inferno, independente do que aconteceu a minha única conclusão é: eu vou fazer de tudo para cumprir a minha pena e viver uma vida normal! Sempre invejei os humanos, suas vidas tem sentido diferente da minha...
_Fim do flashback_
_Anastácia_
Depois dela contar toda a nossa história estranhamente eu acreditei, sei que tudo aquilo era muito louco! Elfos? Ceifadores? DRAGÕES?
* Realmente é tudo muito louco! *
Mas senti muita familiaridade com tudo o que ela contou. Mas já vi muitas coisas sobrenaturais esses dias, bom... Eu sou um ser sobrenatural desde que me entendo por lobo então é compreensível!
Depois de acalmá-la eu contei em detalhes toda a minha vida até agora. Ela parece ter se acalmado mais quando eu falei que não iria mais aceitar o Alfa... Posso ser humilde, mas não sou trouxa!
Amara- Acho que tem uma maneira de te livrar do companheirismo por enquanto...
Anastácia- Eu faço qualquer coisa... Não estou conseguindo dormir e só penso nele todos os dias, essa dor está para me matar.
Ela dá um sorriso e diz:
Amara- Se você está assim, imagina ele...
Anastácia- Como assim?
Amara- Digamos que os lobos machos sofrem mais com o afastamento do que as fêmeas. Aprendi isso nos meus longos anos de vida!
Anastácia- Esqueci de lhe perguntar. O que aconteceu com os outros seres sobrenaturais?
Ela encarou a árvore e pareceu estar pensando...
Amara- hmm... Digamos que eles se esconderam da humanidade, assim como os lobos. Mas também esqueci de te perguntar algo, como você saiu de lá?
Anastácia- Eu também não sei... Teletransporte? Minha loba sabe mais do que eu.
Amara- Dá o controle para ela... Preciso perguntar algo.
Liguei a ligação mental e comecei a chamar ela... A dorminhoca estava dormindo esse tempo todo, tomara que não me pergunte nada mais tarde. Não estou com paciência ultimamente!
Diane- Não se preocupe que eu não vou perguntar nada! Nem estou muito interessada, só quero parar de pensar no Kal. Aliás, ele está no mundo humano agora...
Anastácia- O quêeee? Por que não me falou antes... Merda ele vai me achar!
Diane- Fica tranquila! A sua irmã vai resolver isso, afinal ela é uma ceifadora anciã. Agora me dá o controle...
Anastácia- Tá.
Passei o controle para ela e fiquei esperando ela chegar...
Diane- Qual é o seu nome mesmo?
Amara- É Amara. Espera, você estava dormindo?
Diane- Sim, para ele não me localizar fica mais fácil se eu dormir diariamente para recuperar energia.
Amara- Compreendo. Mas, aliás, você não era uma loba, não é?
Diane- Você me pegou no flagra. Como esperado de um ceifador... Na verdade eu era um espírito que foi encarregado de proteger vocês duas pela Deusa da lua Selene.
Amara- E como você não sabia o meu nome?
Diane- Faz muito tempo que eu não te vejo e como você virou ceifadora não precisou mais da minha proteção então fiquei encarregada só da Anastácia. Bom, no final viramos uma só! Mais enfim, por que diabos você decidiu se matar? Que estupidez...
Amara- Isso não é da sua conta!
Diane- Continua ignorante.
Amara- Você se lembra da minha personalidade mas não lembra do meu nome. Que Ilário!
Diane- Não sou obrigada a gravar nomes... Mas enfim, como vamos resolver isso?
Amara lança um sorriso e nos leva até a linda árvore.
Amara- coloque suas mãos sobre ela.
Diane coloca as minhas mãos na árvore e eu sinto algo fervendo no meu sangue...
* Que loucura! *
Amara- Agora repita o que eu vou dizer; Árvore da vida minha mãe.
Diane/ Anastácia- Árvore da vida minha mãe.
Amara- Crie um laço sobre nós
Diane/ Anastácia- Crie um laço sobre nós.
Amara- E me liberte das correntes do sentimento.
Diane/ Anastácia- E me liberte das correntes do sentimento.
Uma luz vermelha me atingiu e fez eu perder a consciência, quando eu acordei estava em um quarto muito bonito e a Diane estava dormindo. Ainda tonta me levantei e coloquei a mão na cabeça caçando algum ferimento...
* O que aconteceu? *
Amara- Finalmente acordou tacinha.
Anastácia- O que aconteceu? Aquilo era a ÁRVORE DA VIDA?
Amara- Olhe no seu pulso direito... Sim, ela inicialmente ficava no reino das fadas mais por causa de uma guerra interna, ela foi dada para nós os ceifadores cuidar.
Olhei no meu pulso e vi umas caligrafias em mandarim fechando o meu pulso como se fosse uma pulseira.
Anastácia- O que é isso?
Amara- A sua liberdade maninha. Óbvio que não é para sempre, até porque você tem que recarregar todo mês na Árvore da vida, mas dá para ter um pouco mais de paz... Ah, e além disso, em três dias essas caricaturas irão se transformar em uma linda pulseira, então até lá use algo para esconder. Pode ser um relógio, aqui-
Ela me entregou um relógio muito lindo azul marinho e cheio de pedras lindas na cor azul bebê.
Anastácia- A dor parou...
Amara- que ótimo! Ele vai sofrer sozinho por não sentir mais o seu cheiro e também pela sua ausência. Mas enfim, bem feito pra ele!
Anastácia- É, bem feito.
Não sei porque mas estou triste...
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Curtem e comentem...
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Continua...
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Atualizado até capítulo 84
Comments
Magna Figueiredo
Amiga, que imaginação é essa hein...tô de queixo caído...mulher vc é extraordinária...sua história é surpreendente...só aguardando as outras pancadas q ainda vão vir com certeza /Heart//Heart//Heart//Heart//Heart//Heart/
2024-05-21
82
Cris A
Autora, me surpreendendo a cada estrofe, adorando
2024-04-30
7
Giorgia
Kkkk..... Estou curiosa quanto ao presente e amei o passado..... Tomara que esses casais fiquem juntos e vivam o Amor!!!!
2025-01-20
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