_Amara_
Antes que eu pudesse dizer algo, a guerra se iniciou, no flanco esquerdo estava Anastácia, o Alfa, aquela loira fingida e um monte de lobos com elfos. No flanco direito estava Alec, Eu, Apollyon e alguns cavaleiros do caus ( Assim eram chamados os Lobisomens selvagens ) Diferente dos lobos normais os lobisomens eram conhecidos por sua carnificina, eram perigosos mais de toda forma eles estavam do nosso lado!
Me transformei em minha forma dragão e o Alec em sua forma lupina, já o Apollyon andava em um cavalo e segurava uma foice enorme. Ele era diferente de todas as criaturas que eu já tinha visto na vida! Sombras escuras acompanhavam ele e o seu cavalo, sua pose era a de um verdadeiro cavaleiro humano de guerra, porém de humano ele não tinha nada!
Ele se virou para mim e deu uma piscada, olho novamente para os inimigos e a guerra se inicia... De primeira eu já mato 2 dragões de uma vez rasgando eles com as minhas garras, eu era um dragão jamais visto feito para guerrear!
Todos que me viam tinham pesadelos! Minha espécie era rara principalmente por causa das chamas azuis. Normalmente um dragão só soltava fogo vermelho pela boca, porém as minhas chamas não só queimavam como também não se apagavam! Era algo incrivelmente poderoso e todos me temiam, assim que eu saí do exército de meu pai, muitos imploraram para eu voltar. Para eles eu era uma perda muito grande! Mesmo matando muito dragão, os meus Pensamentos estavam a todo tempo na minha irmã e no Alec. Para um dragão matar um lobo era a coisa mais simples do mundo, porém como havia lobisomens tudo ficava mais difícil para eles. Não que lobos sejam mais fracos que lobisomens, porém os lobisomens sempre iam na frente estraçalhando tudo o que viam...
A guerra estava no seu auge, havia inúmeros corpos de criaturas empilhadas e uma onda de dragões e criaturas lutando para chegar a um resultado final! Essa era a maior guerra que eu já havia participado na minha vida. Era a guerra final, a guerra que iria decidir o destino das criaturas...
Em dado momento eu fui caçar o Alec, porém antes que eu pudesse fazer algo um rugido estridente nos céus. Olhei para frente e vi o dragão velho que me expulsou, meu pai voava pelo céu demonstrando a sua "grandeza".
- Amara CUIDADO!!
Olho para trás e vejo a minha irmã desesperada me chamando! Ela estava na sua forma humana em cima do alfa que estava em sua forma lupina.
Olhei novamente para frente e fui jogada longe por umas garras... Cai com tudo no chão em cima de inúmeros Lobisomens e elfos. Eu era enorme e por causa disso a minha queda fez uma trilhagem de corpos...
Olhei para os céus novamente e lá eu vejo ele. Meu pai me olhava com soberba enquanto falava entre rugidos:
- VOCÊ NUNCA CHEGARÁ AOS MEUS PÉS!! É SÓ UMA BASTARDA SEM PAIS.
Minhas suspeitas são sanadas. Eles não eram os meus pais, afinal porquê eu era tão diferente dos demais? Sempre tive essa dúvida, diferente dos outros dragões que tinham os cabelos brancos como a neve, o meu cabelo era preto como a escuridão da noite, meus olhos eram diferentes e até o meu dragão era completamente diferente.
Me transformei na minha forma humana e desafiei ele para um combate enquanto apontando o dedo indicador para ele...
Amara- Desce e me enfrente covarde!
Vejo nos seus olhos um vermelho intenso demonstrando toda a fúria que ele estava sentindo. Minha irmã vem correndo em cima do lobo alfa dela e quando estava prestes a falar algo vejo o meu "pai" se transformar em sua forma humana. Os dragões gritavam no céu e me escomungavam, eu não ligava para eles tudo o que eu queria era arrancar a cabeça desse velho com as minhas próprias mãos!
( Drakaroth Malyries 2300 anos ) Esse era ele:
Ele andava com toda a sua soberba entre os inúmeros cadáveres. Assim que nossos olhos se encontram eu escuto a voz da minha irmã estridentemente:
Anastácia- Acaba com ele minha irmã!!
Olhei para ela e senti o meu coração esquentar, afinal éramos unha e carne, mesmo brigando nunca paramos de sentir afinidade uma com a outra! Eu amava ela e ela me amava igualmente. No momento nada importa, irei mostrar para todos o meu poder, poder esse que eu mantive trancado a 7 chaves desde que descobri que me usariam por causa dele! Tudo ficou em um silêncio profundo, até o vento parou para assistir a nossa luta, tudo dependia de mim. A nossa vitória seria alcançada! Sou tão rápida no céu como sou na terra. Uso a minha magia de dragão e conjuro a minha espada do peito, ela era um azul misturado com um vermelho carmesim seu brilho era imponente e todos me temiam por causa dela! Ele sorri e usa a sua magia para conjurar o seu machado de guerra, era um machado enorme e prata reluzente. Caminhei em posição de ataque e falei:
Amara- Eu vou arrancar a sua cabeça "papai"!
Ele sorri com escárnio e diz:
Drakaroth- Veremos bastarda!
A luta se iniciou com ele tentando me dar inúmeros golpes consecutivos, eu desviava de todos e mantinha o peso dos golpes com facilidade, minha agilidade era algo impressionante. Eu pulava altamente e dava uma sequência de golpes sem fraquejar, ele vendo que não teria outra forma de vencer (pois já estava velho e acabado) lançou um rojão no céu convocando o seu poder supremo no machado...
Anastácia- IRMÃ!!
Escutei os gritos de Anastácia desesperada, apenas olhei para ela e sorri com confiança. Eu não estava com medo! Já enfrentei inúmeras batalhas e uma coisa eu aprendi, quando o inimigo usa tudo o que têm é sinal de que a vitória está próxima!
* É agora ou nunca! *
Peguei a minha espada e fiz um corte na minha garganta espantando a todos ao redor, Alec tenta correr até a mim mais uma rajada de vento enorme vinda de mim joga ele longe e todos ao redor também são arremessados com força, eu me apoiava na espada com um dos joelhos no chão enquanto sentia uma dor aguda e intensa.
Amara- AAAAAAHHHHHH
A dor foi ficando cada vez mais insuportável até que finalmente consegui destrancar o selo que eu mesma havia feito! Drakaroth me olhava com espanto enquanto eu sorria da cara dele, me levantei lentamente e um dos meus olhos era vermelho carmesim e o outro um azul escarlate, ambos brilhando como esferas no céu. A luz irradiava do meu corpo e me dava um poder absurdo além da compreensão das espécies, meu cabelo cresceu e minhas presas apareceram como se eu fosse uma espécie de vampiro. Olhei para o meu "pai" e agora ele adotou uma expressão ameaçadora de guerra dei apenas um sorriso sarcástico para fazê-lo me atacar, o que funcionou, ele veio com tudo em uma enorme sequência de golpes tentando não me dar brecha, mais apenas a minha espada flutuava e bloqueava todos os golpes levantando uma corrente de vento intensa, nenhum ser normal conseguiria chegar perto por causa das rajadas de vento. Eu apenas bocejava e sorria para ele sem nenhum impacto no corpo, ele vendo que eu estava tirando sarro dele, ficou furioso!
Drakaroth- MALDITAAA!!
Ele invoca um raio no céu que vem em minha direção, mas eu apenas levanto a mão direita e anulo o raio como se não fosse nada!
Ele me olhou desacreditado e caí no chão com uma dor intensa, era o meu olho vermelho fazendo o seu trabalho. A primeira vez que descobri sobre os meus poderes ocultos eu tinha apenas 200 anos e estava brincando com a minha irmã de lutinha... Em uma das minhas investidas eu acabei machucando ela gravemente, os meus "pais" vendo aquilo me colocaram de castigo em uma sala abandonada do castelo. Dentro dessa sala havia muitos espelhos e foi lá que eu descobri um pouco sobre mim, em um ataque de fúria eu acabei quebrando muitos espelhos e quando olhei o meu reflexo vi exatamente os meus olhos com uma cor diferente, um em um tom vermelho carmesim e o outro um azul escarlate. Depois desse dia eu nunca mais fui a mesma!
Eu me descontrolava fácil e passei um tempo trancada até que descobri a função do meu olho vermelho no dia em que uma empregada veio me humilhar dentro do quarto, ela me chamava de aberração e me batia muito. Eu fiz sangue jorrar de todos os buracos dela, esse olho controla o sangue e o corpo. Nas minhas guerras eu usava muito ele para isso...
E a função do olho azul eu havia descoberto no momento mais crítico da minha vida!
Foi o dia em que o meu tio tentou abusar de mim, era uma noite bem chuvosa quando ele entrou no meu quarto e tentou me forçar, no desespero eu acabei ativando o olho azul. Uma luz azul forte erradicou ele por completo deixando apenas pó! Até hoje ninguém faz ideia do que aconteceu com ele ( além de mim é claro! )
Depois desse dia eu fiquei com medo desses poderes e acabei procurando a ajuda de uma bruxa anciã! Ela me revelou um feitiço proibido em que eu mesma selaria o meu poder ( não para sempre é óbvio ), no mesmo dia eu me selei e passei uma semana doente! Anastácia foi a única que cuidou de mim e desde então eu só luto por ela.
Independente de quem eu seja, eu só tenho um objetivo agora, e é matar esse desgraçado que denomina meu "pai".
Ele estava no chão se contorcendo de dor enquanto eu brincava com o seu sangue na veia, um sorriso escapa dos meus lábios enquanto ele gritava desesperadamente.
Todos os dragões tentam me atacar mais eu esmago a maioria com o meu olho azul, eles viram pó no mesmo instante sem precedentes.
De repente eu escuto uma voz estridente e gélida falar:
Apollyon- Você vai mesmo fazer isso?
Olhei para trás e vi o Apollyon descendo do cavalo e caminhando até a mim com a sua foice e uma aura negra acompanhando.
Apollyon- Toda ação tem uma reação e toda reação tem uma consequência. Está disposta a lidar com as consequências dos seus atos Aurora?
Amara- O que você quer dizer com isso?
Apollyon- Se matar o rei deles, eles não vão conseguir sobreviver e irão perecer.
Meu coração deu um salto no mesmo instante e eu comecei a ficar nervosa...
Amara- Eu e a Anastácia também?
Apollyon- Não. Vocês são de um reino de dragões extintos!
Mais essa agora...
Amara- Como eu vou saber que você está falando a verdade?
Apollyon- Irei contar a história do seu reino e para simplificar irei mostrá-la aqui...
Falou ele levantando a mão e gerando uma imagem longa com nuvens ao redor, lá aparecia um casal, o homem era muito parecido comigo, os olhos puxados e o cabelo preto porém longos igual ao meu agora. A mulher tinha os cabelos brancos como a neve e a pele pálida com as bochechas rosadas, ela se parecia muito com a Anastácia. Conforme ele ia falando cenários iam aparecendo na imagem confirmando as suas palavras...
Apollyon- A 700 anos atrás ainda existia uma segunda civilização de dragões chamada: Sitriavi, lá residia o rei Daikros e sua rainha Meive, era um reinado pacífico de paz e prosperidade, a rainha Meive deu a luz a gêmeas e foi aí o começo de toda a maldade! Com dois meses de nascidas a rainha Meive e o rei Daikros receberam a visita da tão celestial Deusa da Lua Selene, ela havia dito que essas duas meninas eram abençoadas pelos Deuses para impedir um grande mal futuro, porém teriam que passar por inúmeras provação para conseguirem vencer esse mal. A Deusa do amor abençoou a menina dos cabelinhos pretos com o dom do amor, ela iria proteger a menina dos cabelinhos brancos independente do que acontecesse.
Amara- Mais o que isso tem haver com nois?
Apollyon- Calma que eu ainda não terminei.
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Curtem e comentem...🥰💌
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Continua...
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Atualizado até capítulo 84
Comments
Renattinha Alves
me perdi na história 😂😅
2025-01-19
0
loh
amei os flashback autora
2025-03-21
0
Giorgia
Tem de se ligar: 1 história (das deagoas); dentro do romance (principal); que se explica com mais uma história (a origem das dragoas).... 3 até agora!!!!
2025-01-20
1