_Anastácia_
Segui ele por um longo corredor estreito com várias portas ao redor, até chegar em uma porta específica. Ele retirou uma chave do bolso e abriu a porta, quando entramos eu comecei a sentir cheiro de algo guardado a muito tempo, como eu tenho o meu olfato mais sensibilizado eu senti claramente o fedor de mofo e poeira, porém tirando isso até que tudo estava organizado.
Gui- Faz um tempo que eu não venho aqui...
Comecei a olhar ao redor percebendo as diferenças entre os humanos para nós, ao contrário do que eu pensei até que tudo era bem familiarizado. Porém ainda tinha as suas diferenças como o lugar que sai a água para beber, que parecia uma caixa pequena de metal e o negócio que eles armazenavam os frios, que também parecia uma caixa de metal, porém reta e branca.
* Os humanos gostam mesmo de metal...*
Da onde eu venho temos uma espécie de sala geleira, aonde colocamos comidas para armazenar. Durante o dia pegamos uma quantidade suficiente de neve e levamos para essas geleiras onde ficam a maior parte dos alimentos.
As janelas de vidros aqui são enormes e dá para ver a cidade inteira dela...
Anastácia- Interessante...
Gui- Que bom que gostou! Tem material de limpeza na sala ao lado e comida na geladeira.
* Então a coisa reta de metal se chama geladeira...*
Anastácia- Tudo bem, eu nem sei como agradecer...
Gui- Ficando bem vai ser a forma que você vai me agradecer.
Anastácia- haha obrigado.
Ele saiu e eu fiquei sozinha naquele espaço estranhamente confortável.
Fui até a salinha que ele disse que havia produtos de limpeza e dei o meu máximo para deixar tudo limpo. Mesmo com uns contra tempos aqui e ali tudo ficou muito bom!
Depois fui até o banheiro e me lembrei de algo muito importante.
* EU NÃO TENHO ROUPA!! *
E agora o que eu faço?
De repente escuto um barulho na porta, um barulho parecido com um [dingdon]
Minha cabeça fica a mil e eu pego uma vassoura para me proteger do que for, vou até a porta e quando eu abro, eu finalmente respiro aliviada! Era o Guilherme.
Gui- Eu percebi que você não tinha nada aqui então trouxe algo...
Falou ele me entregando uma sacola.j
Anastácia- O que é isso?
Gui- É... Coisas de mulher, como roupas, roupas íntimas, barbeador, cremes e shampoo, escova de dente e... Absorvente.
Ele falou essa última coisa ficando vermelho igual um tomate. Mas o que é isso? E o que tem de vergonhoso nisso?
Diane- As humanas sangram pelas partes íntimas todo mês e usam isso para estancar o sangramento.
* O QUEEE?? *
agora quem ficou vermelha foi eu...
Mesmo isso não acontecendo comigo, eu fiquei perplexa. As humanas sangram? Que barbaridade!
Peguei meio receosa e envergonhada e depois agradeci. Quando fechei a porta fui vasculhar a sacola, os vestidos que tinham lá era simplesmente magníficos e combinavam com o meu cabelo. Que humano atencioso!
Fui ao banheiro e comecei a banhar, aproveitei e lavei o meu cabelo estranhamente bonito. Depois de já ter me arrumado, fui caçar algo para comer, pois já faz um tempo que eu não como... Abri a geladeira e lá tinha muitas coisas visivelmente boas para fazer uma comida. A Diane me ensinou a usar o fogão deles e a fazer a comida! Na minha terra o fogão era movido a mana.
Quando eu terminei fui para o quarto me deitar. Não sei quanto tempo se passou, mas já era noite, me levantei, tomei um banho e fui fazer algo para comer...
Assim que terminei fui comer na varanda enquanto admirava o mundo humano. Aqui é muito mais bonito do que eu imaginei, edifícios enormes, vários veículos se movimentando na rua e diferente da alcatéia todos vivem a sua vida sem se importar com a vida alheia. Todos tem seu próprio mundo aqui! Quem me dera que na alcatéia fosse assim, evitaria muitas decepções.
Diane- Para de lembrar disso e vamos focar no nosso objetivo.
Anastácia- Aliás, quando você vai me dizer quem é a minha irmã?
Diane- É complicado...
Anastácia- Então descomplica.
Diane- A sua irmã está pagando por um pegado da sua vida passada enquanto recebe almas para conduzi-las ao seu destino.
Anastácia- O quê? Não entendi...
Diane- Ela é uma ceifadora.
Anastácia- O quêeee? Isso existe?
Diane- No passado vocês duas eram inseparáveis, você era alegre e sorridente, já ela era fechada e mal humorada. Era como luz e escuridão. Apesar das diferenças, vocês eram inseparáveis e ela só aceitava contato físico com você... Com o tempo, as perseguições surgiram fazendo ambas enfrentarem um destino cruel.
Conforme a minha loba ia me contando um aperto enorme no peito foi me atingindo, eu não sei o que é isso já que eu nem conheço ela, porém sinto como se a minha alma estivesse sido despedaçada a muito tempo atrás...
Sinto os meus olhos marejarem e sem me dar conta comecei a chorar até soluçar.
* O que está acontecendo comigo? *
Diane- Eu acho melhor deixar para ela te contar o resto. Amanhã iremos a um lugar em específico que fica aqui nesse estado...
Lá ela irá te sentir e te encontrará.
Anastácia- Tudo bem...
Fui para o quarto e fiquei chorando a noite inteira pela rejeição e pela história que estranhamente me abalou profundamente. Diane sumiu por um instante me deixando sozinha com os meus anseios e angústia...
_Narrado_
Enquanto isso do outro lado da cidade...
Em cima de um prédio.
O vento gelado batia no rosto de uma figura gélida e sombria.
- Achei.
Falou ela se jogando do prédio e voando sobre a cidade até o seu alvo. O seu alvo era um acidente de carro aonde duas pessoas morreram, a alma dessas duas pessoas encaravam o próprio acidente com uma expressão triste. A figura gélida começa a falar o nome que as duas almas tinham em vida...
- Rafael Jackson Harris, 37 anos, esposo e pai de duas meninas chamadas Lara e Érica. Milena Parker Harris, 32 anos, esposa e mãe das duas meninas Érica e Lara.
As duas almas olham para ela tristes e abatidas.
Milena- não podemos nos despedir das nossas filhas?
- Não. A recompensa de vocês em vida será a reencarnação!
A figura leva as almas voando pela cidade até um local parecido com uma joalheria, chegando lá ela abre uma passagem secreta que dá acesso a uma sala cheia de ampulhetas grudadas em uma parede escura cheia de pedras preciosas no centro tinha uma mesa de vidro moderna com três cadeiras, uma atrás e duas na frente.
- Me sigam...
Todos se sentaram e a figura começou a narrar a vida das duas almas em uma espécie de pergaminho enorme.
Assim que ela terminou ela perguntou se as almas desejariam esquecer essa vida e reencarna sem as memórias da vida passada ou recuperar essas memórias em uma determinada data da suas próximas vidas.
Ambos escolheram esquecer...
- Ótimo, então me sigam...
Uma porta enorme e dourada se abre revelando uma luz profunda do outro lado.
- Boa viagem...
O casal entrou na luz e a porta se fechou.
Bom, deixa eu apresentar a figura feminina e gélida para vocês...
Essa é Amara, uma ceifadora de mais de três mil anos de idade.
Na sua antiga vida ela era um dragão de guerra constantemente aclamado pelo seu povo e o restante ela vai contar para vocês depois. Ela solta um longo suspiro enquanto retira duas ampulhetas da parede e fala:
Amara- Fala sério esses casais... A maioria só ficam juntos por causa dos filhos.
- Isso é porque você não viu os divorciados.
Falou outro ceifador entrando no enorme salão.
Amara- Posso saber porque está chegando só agora?
- Tive um imprevisto no meio do caminho...
Amara- Me ajuda com essa papelada aqui!
Falou ele jogando alguns papéis na mesa.
- Só porque é a ceifadora anciã vive me escravizando haha
Amara- E é melhor trabalhar de bico calado.
- Vai fazer o quê? Me matar? Haha eu já tô morto.
Amara- Te matar não, mas denunciar para a divindade...
- Ei... Eu só sou mil anos mais novo.
Amara- Para de conversar e vamos trabalhar.
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Curtem e comentem bjs 🥰
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Continua...
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Atualizado até capítulo 84
Comments
Magna Figueiredo
Gente q estranho, o rapaz encontrou ela no meio da rua, levou pro apto dele, trouxe roupas...isso não acontece na vida real não /Shame//Shame//Shame/ tô achando ele suspeito viu
2024-05-21
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mandinha
Não sou de julgar , até por que minha família já esteve no lugar desse rapaz , quando eu era criança, minha vó da abrigo a uma desconhecida , fazia suas refeições e banhava na casa de minha vó, outro dia era na do meus tios , e quando a noite chegava minha vó botava ela dentro de casa , e foi assim por umas duas semanas até que ela foi embora sem mais nem menos , e nunca a vimos mais ... então por enquadra não vou julgar a atitude dele .
2024-12-29
1
loh
vcs vão ver, devagarinho a máscara dele vai cair
2025-03-21
0