André
Assim que me viu meu padrinho me reconheceu.
- Carinha?
Eu tava com muita saudade e corri pra abraçar ele.
- Seu muleque doido, seus pais sabem que você tá aqui?
Ele não parava de me abraçar e me apertar e eu não conseguia respirar direito.
- Dindo assim eu não consigo respirar...
- Vem tampinha vou te levar pra casa, parece que você adivinhou tá todo mundo lá.
- Eu sei dindo hoje é aniversário de casamento dos meus pais.
Meu padrinho e eu fomos pra nossa casa, conforme íamos andando eu percebia como as coisas tinham mudado, mas permaneciam iguais ao mesmo tempo,quando parei em frente a nossa casa meu coração já batia acelerado, as lágrimas já começaram a rolar.
- Bora fazer um drama?
- Sim, uma bela entrada, dindo chama a dinda Cátia e o dindinho pra mim?
- Já sei o que vai aprontar garoto, aguenta aí.
Meu Dindão entrou na casa e disse que tinha uma coisa pra mostrar pro meu dindinho lá fora e a dinda veio junto.
- Dindinho? dinda Cata?
- André? - Renan
- Meu pedacinho do céu? - Catarina
Os dois vieram me abraçar e me encher de beijos, era surreal, eu já tinha quase 30 anos e e os meus dindos quase 60 e ainda aviamos como quando eu tinha 5 anos.
Ensaiei com meus dindos a mesma cena de quando meu pai Bem e eu fizemos no dia que ele pediu meu pai Rafa em casamento.
Meus dindos entraram e ficaram na porta, ouvi a voz dos meus pais rindo.
Meus dindos fizeram um som que na cabeça dele era parecido com cornetas.
- Atenção Damas e Cavalheiros. - Renan
- Com vocês, vossa alteza real o príncipe André I. - Lipe
E então eu entrei. Eu até ia falar a mesma frase daquela vez mas assim que me viu,eu pai Rafa correu pra cima de mim.
- André meu filho, não acredito que você tá aqui. -Rafa
- Filho que supresa boa, vem aqui deixa eu te ver, você tá tão lindo. - Bernardo
- Mas tinha que ser esse Zé ruela mesmo, já chega fazendo cena né. -Fábio
- Oi irmãozão, tava com tanta saudade.
- Eu também irmãozinho, vem cá deixa eu te dar uns cascudos.
Abracei a minha família, eu senti tanta saudade, abracei meu tio Jô, e as minhas priminhas Lais e Lia, as filhas do meu dindinho e da Cata.
Foi maravilhoso poder ficar grudadinho com ainha família de novo, meus pais não desgrudavam de mim, e na hora de dormi meu quarto ainda tava do mesmo jeito, mas hoje eu quis dormir no quarto do Fábio, e ficamos conversando até de madrugada,
No dia seguinte a gente tomou café juntos em família pela primeira vez em muito tempo, eu enrolei pra conta pra eles que só ia ficar pouco tempo. Na verdade vou ficar só 15 dias aqui, depois vamos gravar a série no morro da Candelária, os patrocinadores da série decidiram por essa comunidade porque ela é a mais pequena e mais perto do estúdio.
Depois de 15 dias maravilhosos curtindo meus pais e o meu irmão, eu arrumei as minhas coisas e fui pra Candelária, meu pais ficaram mais aliviados porque o morro era perto e eles poderiam me visitar lá.
Ninguém falou da lua lá, já passou tanto tempo, e eles sabem que eu não gosto de falar disso.
Cheguei no morro e fui me encontrar com a galera do estúdio nun lugar chamado prefeitura, uma casa bem grande lá onde fica o Dino, dono do morro. O cara é uma figura, a bicha mais bicherrima que eu já vi, mas a gay é perigosa, ela contou sobre a melhor amiga dele, a Polly, e eu sinceramente achei muito engraçado, mas nem fudendo que eu ia rir ali, ou ela virava a Duquesa e mandava bala em mim, tô fora.
Esperamos um pouco e a equipe do teatro chegou, elo ligar tava entupido de gente, então fizemos um grande circulo, e começamos a nós apresentar. Já estava na metade quando eu ouvi uma voz famíliar.
- Eu sou a Lua, sou a figurinista de vocês, muito prazer.
Era ela, minha morena linda, ela está diferente, mais eu reconheço aquela olhos em qualquer lugar, como o pai dela diz os olhos dela tem o brilho da lua.
Eu estava de frente pra mulher que eu mais amei, e que mais me machucou nessa vida, e ela pelo jeito nem me reconheceu. Quando chegou minha vez ela me olhou pela primeira vez, e ficou confusa, acho que ela não tem certeza que eu sou eu mesmo, então fiz questão de deixar claro.
- Eu sou André Luiz, venho do morro de Santa Lúcia, trabalho no estúdio e sou criador do personagem principal, morei no Japão um tempo, e depois em são Paulo, agora estou aqui e pretendo ajudar todos como eu puder
Ela ficou parada como em estado de choque, eu vô nos olhos dela a surpresa, as pessoas começaram a sair e eu e ela continuamos no mesmo lugar sem deixar de olhar nos olhos um do outro. Eu não me lembrava mais das dores, da mágoa ou tristeza, eu só via os olhos da mulher que eu amei, e pelo jeito ainda amo.
Eu já ia atrás dela, ia falar com ela e quem sabe até beijar ela, mas assim que eu cheguei perto, outro homem chegou, beijou ela na boca e chamou de meu amor. Era o diretor da companhia de teatro, e pelo jeito namorado dela.
Andei pesquisando e descobri que os dois estão juntos a quase um ano, mas parece que as meninas não tem uma boa opinião a respeito dela, elas dizem que ele é safado e galinha. Eu não deveria, mas fiquei com raiva, e eu sei que eu vou acabar me envolvendo demais nisso.
Porque eu não posso simplesmente esquecer ela, o namorado dela e tudo que se refere a essa mulher? Eu queria de todo o coração olhar pra ela e não sentir nada além de carinho e noas lembranças, mas não, eu olho pra ela e sinto saudades, amor e desejo, pora muito desejo.
Merda, tô perdido.
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Atualizado até capítulo 25
Comments
Sonia Maria
e agora Mané
2024-04-22
2
Expedita Oliveira
Lascou -se... 🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺😢😢😢😢😢😢😢😢😢😢😢😢😢😢😢
2024-03-12
2
Cleide Almeida
Tá perdido mesmo viu
2024-02-27
0