— O que diabos passou pela cabeça da Vivian de deixar uma criança entrar na equipe? Essa pirralha mal tem tamanho para amarrar os próprios sapatos!— Garret o meu chefe grita— Vai ser a primeira a morrer!
— Vamos apostar? Eu acho que ela não dura 5 dias— Mason
— Eu dou 1 semana—Natalie
— Não, acho que três dias— Jake
— Vocês tão dando muito tempo pra garota, acho que ela não passa dessa noite—Garrett proferiu com um sorriso sádico, enquanto seus olhos brilhavam com uma malícia perversa.
Ele riem.
— O que será que vamos fazer com a Noah esta noite?— Natalie
Fiquei assustada, o que será que eles querem dizer com isso? Melhor eu ficar esperta.
— Essa garota vai ser um fardo pra nós, tenho certeza que ela só vai atrapalhar—Jake
— Acho bom não me subestimarem
— Cala a boca!— Garrett soca meu nariz fazendo-o sangrar — Você não tem o direito de falar, muito menos de estar aqui! Quero que faça o favor de ficar calada a viagem toda e nos obedecer sem questionar e nos enfrentar porque todos nós somos seus superiores
Tentei limpar o sangue do meu rosto, lutando para conter as lágrimas que ameaçavam transbordar.
— Bom gente vamos ao que interessa, nossa missão hoje é procurar por sobreviventes nas redondezas e levá-los ao abrigo, depois que fizermos isso vamos pegar o helicóptero e procurar por sobreviventes em prédios, nós iremos sair para procurar sobreviventes todos os dias e nos alojaremos no abrigo, depois de 1 mês voltamos á instituição — Garret
Na minha primeira missão de resgate Nós nos dividimos em grupos menores, cada um vasculhando as casas em busca de sobreviventes desesperados por ajuda. Garrett me pôs com Jack.
— Fiquem atentos, procurem por qualquer sinal de vida — Garrett instruiu, sua voz cortando o silêncio da noite como um punhal afiado.
Enquanto eu e Jack entrávamos em uma casa aparentemente abandonada, o medo e a incerteza se misturavam em meu peito, formando um nó de ansiedade apertado.
— Você ouviu isso? — Jake sussurrou tenso, sua arma firmemente em punho.
Antes que eu pudesse responder, Jack me empurrou violentamente escada abaixo, abandonando-me à minha própria sorte para salvar a própria pele. O choque e a dor tomaram conta de mim enquanto eu rolava pelo chão, minha mente girando em frenesi enquanto tentava encontrar uma saída.
Sem hesitar, mergulhei em um canto escuro da sala, com o coração batendo descontroladamente no peito, juntei-me a uma pilha de corpos de zumbis mortos, rezando para que meu disfarce fosse suficiente para me manter segura.
O cheiro de morte e decomposição envolveu-me enquanto eu me encolhia entre os cadáveres frios e sem vida, uma lágrima silenciosa escorrendo pelo meu rosto sujo de sangue
O som dos zumbis se aproximando ecoava em meus ouvidos. Tremo de medo e prendo a respiração fechando os olhos.
Com as mãos trêmulas e pesadas puxo lentamente o facão e faço um corte no zumbi deitado em cima de mim fazendo-o jorrar sangue em mim para o cheiro de morte se intensificar.
Por um instante interminável, fiquei imóvel, respirando tão superficialmente quanto possível, enquanto os zumbis passavam, cegos pela minha presença camuflada. Cada batida do meu coração parecia um eco ensurdecedor no silêncio sufocante da escuridão.
Finalmente, quando os gemidos dos zumbis se dissiparam ao longe, arrisquei-me a sair de meu esconderijo macabro, empurrando os corpos que antes estavam em cima de mim. Dou uma boa respirada.
Depois do tumulto na casa abandonada, me encontrei no meio da escuridão da noite, buscando freneticamente meus colegas de equipe. Finalmente, avistei-os reunidos em frente ao furgão, suas silhuetas iluminadas apenas pela fraca luz da lua.
Garrett avançou em minha direção com um olhar incandescente de raiva.
— Onde diabos você estava?Jake teve que terminar a missão sozinho por sua causa!!!
Antes que eu pudesse me explicar, Garrett desferiu um tapa tão forte que senti minha bochecha arder.
— Você é um completo desastre! Não conseguiu cumprir nem a tarefa mais simples!
—Eu farei melhor —murmurei reunindo minha coragem
— Vá se lavar, você está me dando ânsia, tem um lago aqui perto nós te levamos até lá— Garrett
— Não — respondi percebendo que tinha algo de estranho nisso
— Você vai nem que seja a força —garrett
—Eu não vou — desafio
—Peguem ela!— Garrett
Jake e Mason avançaram, agarrando-me com força e arrastando-me em direção ao lago.
O desespero apertava meu peito enquanto eles me jogavam na água escura, as ondas frias me engolindo enquanto eu lutava para respirar. O medo e a agonia se misturavam dentro de mim, uma sensação sufocante de terror enquanto eu me debatia na água, incapaz de nadar.
A água invadia meus pulmões, uma sensação agonizante de afogamento enquanto eu lutava desesperadamente pela superfície. Sempre que tento me levantar para buscar ar eles me afundam ainda mais na água na tentativa de me matar.
—Cara vamos vazar tem zumbis vindo!— Jake
Os dois saem e me deixam lá na água me debatendo e lutando para ao menos conseguir boiar já que não sei nadar.Cada movimento era uma batalha pela minha vida, meus músculos queimando de esforço enquanto eu lutava para afastar os mortos-vivos e manter minha cabeça acima da água.
Enquanto os zumbis se aproximavam, uma última explosão de energia me impulsionou para a margem, minhas mãos tremendo enquanto eu lutava para me erguer. Os sons da batalha ecoavam atrás de mim, mas eu sabia que não podia parar, não podia desistir.
Com o coração batendo descontroladamente no peito, escapei da água escura da noite, determinada a sobreviver, custe o que custasse.
Cheguei ao furgão, meu corpo tremendo de frio e exaustão, mas eles não pareciam se importar com o que eu havia passado.
Engoli em seco, lutando para conter as lágrimas que ameaçavam transbordar. Não podia mostrar fraqueza diante deles, não podia dar-lhes o prazer de me ver quebrada.
Enquanto a noite caía sobre nós, deixamos para trás a escuridão opressiva do lado de fora e nos aproximamos do abrigo falso que serviria como nosso refúgio temporário. O lugar estava envolto em uma aura sombria e desolada, suas paredes pareciam suspirar a dor e a angústia das pessoas que ali se abrigavam. Ao entrarmos, fomos recebidos pelo cheiro de desespero e desesperança que impregnava o ar.
O abrigo era composto por uma série de corredores escuros e úmidos, iluminados apenas por lâmpadas fracas e intermitentes que pendiam dos tetos. Pessoas de todas as idades estavam espalhadas pelo chão, deitadas em colchonetes finos e desgastados, lutando para encontrar um pouco de conforto em meio à miséria que os cercava.
Havia pouquíssimos médicos e enfermeiros presentes, lutando para atender a todos os feridos e doentes que clamavam por ajuda. As macas estavam superlotadas, os corredores se transformaram em salas de espera improvisadas, e o som dos gemidos de dor ecoava por todo o abrigo.
A comida era escassa e de qualidade duvidosa, servida em porções mínimas que mal conseguiam saciar a fome crescente das pessoas. O cheiro de fome e desespero pairava no ar, tornando o ambiente ainda mais sufocante e opressivo.
Enquanto observava a cena diante de mim, senti um aperto no peito ao perceber a terrível condição em que aquelas pessoas se encontravam. Era difícil acreditar que em um mundo tão desolado e cruel, ainda havia espaço para tanta dor e sofrimento.
Diante desse cenário desolador, percebi que nossa missão seria muito mais desafiadora do que eu jamais poderia imaginar. Mas apesar de tudo, eu estava determinada a fazer tudo ao meu alcance para ajudar aqueles que tanto precisavam, mesmo que isso significasse enfrentar o pior que a instituição tinha a oferecer.
Enquanto eu caminhava pelos corredores do abrigo falso, uma mulher se aproximou de mim, seu rosto marcado pela fome e pelo desespero. Seus olhos suplicantes encontraram os meus, e ela agarrou meu braço com força, como se sua vida dependesse disso.
—Por favor— ela implorou em um sussuro rouco—você poderia me arranjar um pouco mais de comida? Estou faminta, mal consigo me manter em pé.
Seu apelo cortou meu coração, e eu senti uma onda de compaixão inundar meu peito. Engolindo o nó que se formou em minha garganta, eu respondi com uma voz trêmula:
—Eu... eu farei o que puder. Vou tentar conseguir algo para você.
A mulher soltou meu braço e me olhou com gratidão, seus olhos brilhando com lágrimas reprimidas.
—Obrigada— ela murmurou— vocês soldados salvaram minha vida. Não sei o que teria sido de mim se tivesse que enfrentar o mundo lá fora sozinha. Ter um teto sobre minha cabeça, uma cama para descansar e água para beber... é um presente que nunca vou esquecer.
Prometendo a mim mesma fazer o possível para ajudar não só ela, mas todas as pessoas que estavam sofrendo naquele abrigo, eu me afastei com o coração pesado, determinada a fazer o que fosse necessário para aliviar o sofrimento daqueles que estavam ao meu redor.
Após percorrer os corredores do abrigo, cheguei ao alojamento dos soldados, onde Garrett estava liderando uma reunião com o resto da equipe.
—Atualmente, temos 100 sobreviventes aqui no abrigo—ele começou, sua voz firme ecoando pelo ambiente. —Mas nosso limite máximo é de 500 sobreviventes. Isso significa que ainda temos que salvar mais 400 vidas lá fora.
— Então, amanhã—Garrett continuou— vamos entrar em um prédio próximo para ver se há sobreviventes. Vamos passar de helicóptero primeiro e verificar se há alguém na sacada do prédio. Depois, vamos entrar no prédio e revistar os apartamentos para ver se há sobreviventes presos lá dentro.
Após a reunião, nos dirigimos para pegar nossa janta e nos dirigimos para o quarto onde todos nós dormíamos. O ambiente era simples, com diversas beliches alinhadas ao longo das paredes e um silêncio pesado pairando no ar.
Enquanto todos se acomodavam, eu senti o impulso de fazer algo mais. Saindo silenciosamente do quarto, segui de volta pelos corredores em direção ao local onde havia encontrado a mulher mais cedo.
Ao me aproximar da mulher, pude vê-la sentada em um canto, com os olhos cansados mas cheios de gratidão. Ela olhou para mim com um brilho de esperança, e sua expressão se suavizou quando me viu.
— "Obrigada"— ela murmurou, sua voz embargada pelo cansaço e pela emoção.— Obrigada por trazer comida.
Respondi com um aceno de cabeça, oferecendo a bandeja de comida para ela. Enquanto ela começava a comer, nossos olhares se encontraram novamente, e ela perguntou timidamente:
—Quantos anos você tem querida?
— Tenho 16 anos
Ela sorriu gentilmente. "Você é tão jovem, mas tão corajosa. É raro ver alguém da sua idade tão dedicada e com um coração tão bom. Você deve ter passado por muita coisa ruim, mais nunca deixe que essas coisas mudem você, tirem de você o que te faz humana: O amor."
Mesmo em meio à escuridão e ao desespero, suas palavras foram como uma luz de esperança, lembrando-me de que mesmo nos momentos mais sombrios, ainda há bondade e compaixão no mundo.
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Atualizado até capítulo 38
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