"Sob o Véu do Poder"

"Sob o Véu do Poder"

[•capítulo 1•]

O sinal soou pela sala de aula, anunciando o fim de mais uma aula chata de matemática. O senhor Wolverine – ou melhor, o senhor "Sandes" – começou a arrumar suas pastas com atividades, olhando ao redor em busca de um voluntário (que ele forçaria) para apagar o quadro com suas "obras de arte", várias e várias equações que, só de olhar, me davam dor de cabeça. Ele não era tão velho assim; estava quase na casa dos 30, tinha um corpo atlético, uma voz rouca, um pouco calvo também, mas ele era legal... pelo menos eu achava.

Quando percebeu que ninguém se ofereceria, ele olhou para mim, com um sorriso gentil, e falou:

Aurora? Poderia apagar o quadro para mim?

Rapidamente, eu respondi:

Claro, senhor.

Eu não queria, mas comportamento conta como nota também, então lá fui eu. Aproveitando a deixa, ele saiu para a próxima sala.

Eu já estava quase terminando de apagar o quadro, quando, por mais incrível que pareça, o próximo professor ainda não havia chegado. E, inesperadamente, senti algo acertar minha cabeça. Quando virei, a bolinha de papel estava no chão, e a galera do fundão começou a rir. Pelo meu olhar, perceberam que não gostei nem um pouco da brincadeira.

Quem foi!? – perguntei, já sentindo a raiva crescer.

A sala ficou em silêncio. Ninguém disse uma palavra. Eu poderia deixar para lá, como fazia todas as vezes, mas hoje não! Hoje eles iriam ouvir poucas e boas. Então, abaixei, peguei a bolinha e, levantando-a, dirigi minha atenção aos meus colegas de classe:

Então, vejo que o "corajoso" que jogou essa bolinha aqui não é tão esperto assim, não é? Ou melhor, não tem um pingo de valentia. Vamos lá, estou esperando. Não vão falar nada?

Eu já estava perdendo a paciência, foi quando ele falou:

Me desculpe, eu não sou bom de mira, era para acertar no lixo, não em você. – disse Guilherme, com um sorriso sem graça. Isso não ia ficar assim, pensei para mim mesma, e comecei a andar em sua direção, com a bolinha de papel na mão. Ele percebeu e me encarou, claramente desconfortável. Quando cheguei à sua mesa, peguei a bolinha e joguei diretamente em sua cara. Antes que ele pudesse falar algo, acrescentei palavras "amigáveis":

Bom, como já percebeu, eu não sou o lixeiro! Mas dessa vez você se safou. Da próxima vez, vou enfiar essa bola na sua... Na sua...

Na minha o quê? – disse ele, com um sorriso malandro no rosto.

Se fizer de novo, vai descobrir! – respondi, com um olhar sério, e voltei para o meu lugar.

Justo no momento em que me sentei, a professora de biologia entrou, segurando a mão da minha melhor amiga. Josi, com certeza, estava matando aula novamente. A senhora Rantes, que não se importava de ver alunos perambulando pelos corredores, nos trazia de volta sempre que nos encontrava. Era impressionante, e por azar, Josi havia sido vista. Para sua sorte, ela apenas apontou para a cadeira ao meu lado, já que sempre sentávamos juntas.

O que você estava fazendo lá fora, sua louca? – sussurrei para ela.

Ela me olhou e sorriu.

O que mais seria? – disse, com cara de quem não se importava. – Óbvio que estava matando aula. Mas essa chata me viu e me trouxe de volta para esse inferno! – ela fez uma careta de criança birrenta, e eu dei um leve sorriso, voltando a atenção para a professora.

A aula foi longa. As atividades da professora eram imensas e, para piorar, eu precisava me concentrar ao máximo. Biologia e matemática não eram minhas melhores matérias. Por outro lado, Josi se dava muito bem em biologia, era uma das suas melhores matérias. No meio das questões intermináveis, senti uma cotovelada e, antes que eu falasse algo, Josi, com olhos espantados, me sussurrou:

Miga, não olha agora, mas o Guilherme está olhando para você!!!

Olhei rapidamente ao redor e nossos olhares se encontraram. Ele sorriu. Eu apenas virei o rosto.

Garoto chato, meu Deus!

Como assim "chato"? – perguntou Josi, curiosa. – Espera, o que eu perdi enquanto estava fora? Me conta agora! E é uma ordem, Aurora!

Suspirei fundo, redondei os ombros, sem um pingo de vontade de falar sobre aquilo.

Não aconteceu nada. Eu apenas o ameacei com uma bola de papel, nada demais, e não quero falar sobre isso.

Não brinca! O que esse paspalho fez?

Nada, Josi! Não quero falar sobre isso!

Tá bem! Achei que éramos amigas! – ela fez um biquinho e uma cara de drama.

Quem disse que não somos? Só não quero falar sobre isso, está bem?

Tá! – ela disse, voltando a atenção para a porta da sala e abrindo um sorriso. – Mas que ele é um gato, ele é!

Não vejo nada de gato nele. Na verdade, nem reparei... olhando agora, até que ele é bonitinho. – falei, examinando-o. Ele tinha cabelo castanho, era forte e alto demais para 16 anos, parecia mais velho. Seus olhos eram castanhos e sua pele era bronzeada, mas, sinceramente, não era tão bonito assim.

Bonitinho? Ele é lindo!

Não tô nem aí, vamos focar na atividade? Pode ser?

Pode! – ela respondeu, mas, como sempre, sabia que ela ainda ia tocar nesse assunto. Então, no momento em que ela ia abrir a boca para falar algo, o sinal tocou, anunciando o final da aula. Eu agradeci tanto por isso! Arrumei minha bolsa e já estávamos prontas para sair, quando a senhora Rantes me chamou para ir até sua mesa.

Aurora? Antes de você sair, eu quase esqueço, a diretora quer falar com você sobre um assunto importante.

Assenti com a cabeça e desci pelo corredor, com Josi de mãos dadas, em direção à diretoria.

O que você acha que ela quer? – perguntei a Josi.

Não sei. Talvez seja porque você jogou uma bola de papel no filho dela!

Eu não joguei nada em... Aí, meu Deus! – exclamei. – Ele é filho dela?

E amiga dessa, você tá frita!

E agora? – perguntei, assustada. – O que eu faço?

Calma, não sabemos nada ainda, temos que ter calma, ok?

Assenti com a cabeça.

Então... entre lá e converse numa boa, ok? E qualquer coisa, é só gritar que eu acabo com ela.

Sorri, agradecida. Andamos mais alguns passos até chegar à sala da diretora. Juntei os cacos de coragem e bati levemente na porta. Uma voz soou de dentro da sala:

Pode entrar.

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Capítulos
1 [•capítulo 1•]
2 [•capítulo 2•]
3 Guilherme
4 ■capítulo 4■
5 { _ capítulo 5_ }
6 [ •capítulo 6• ]
7 [•capítulo 7•]
8 [•CAPÍTULO 8•]
9 THOMAS
10 ●capítulo 10●
11 ■ capítulo 11■
12 ■ capítulo 12■
13 ■capítulo 13■
14 ■ CAPÍTULO 14■
15 ■capítulo 15■
16 ■capítulo 16■
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Capítulos

Atualizado até capítulo 62

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