“A essência da sobrevivência não está apenas em resistir às adversidades, mas em transformar cada desafio em uma oportunidade para crescer.
Em tempos de escassez, a verdadeira força não é medida pelo que se perde, mas pelo que se constrói a partir das cinzas.”
Criada há tempos longínquos, a terra árida e seca, outrora rica em riachos, árvores frutíferas e caça abundante, agora mostrava sinais de exaustão. Durante décadas, as tribos que habitavam aquele lugar enfrentaram a escassez, que resultou na devastação da vegetação e na migração dos animais. Os poucos que permaneceram foram devorados por abutres, e a luta pela sobrevivência se intensificou.
A tribo Dwiam, teimosa e arraigada àquela terra, não abandonou o local apesar da crescente miséria. Com o tempo, as tribos vizinhas começaram a guerrear pelos restos do que antes era abundante, enquanto a terra continuava a se tornar um deserto desolado.
O ancião da tribo Dwiam, ignorando os apelos de seu povo e sacrificando crianças e adultos, acabou sendo morto pelos próprios membros da tribo, que se revoltaram contra a liderança. O mesmo cenário de revolta e morte se repetiu nas outras tribos, levando a uma dispersão final, onde cada grupo se espalhou para direções diferentes, nunca mais se encontrando.
Essa era a história que Kiay relembrava enquanto dormia, um eco das lições do passado que ainda ressoava em seus pensamentos, ela dormia tranquilamente com as penas de Alada que estava amarrada e se tornaram um lençol por Rimei.
Todos haviam chegado e estavam dormindo em lençóis, pessoas que eles fizeram, e trouxeram os cinco ao redor de Kiay que os aquecia com suas chamas azuis e mornas dos ventos fortes que acertavam as montanhas altas.
Estava anoitecendo enquanto uma raposa vermelha estava procurando rastros de uma raposa vermelha que estava agora com Kiay.
Na floresta de Ancos distante, onde a tribo Rampar (a antiga tribo de Rimei) estava à procura dela, sua mãe desesperada continuava a gritar seu nome dia após dia, esperando uma resposta que nunca vinha. "Filha... minha Rimei, onde você está? Volte para sua mãe, por favor!" Sua voz carregava a dor e a desesperança de uma mãe que se via desamparada.
"Sem sinais dela?" O marido dela, um raposo, se aproximou após retornar de uma patrulha, sua expressão mostrando cansaço e preocupação.
"Não, nem sequer senti o cheiro dela. Jogaram nossa filha muito longe do vilarejo. Se algo acontecer com ela, eu não vou perdoar aqueles responsáveis," a mãe de Rimei chorava, com uma fúria contida.
Não consigo acreditar que fariam isso com ela... Não quero acreditar que a deixaram em um ninho de cobras. Se fizerem isso, eu juro que o ancião e seus apoiadores não terão uma morte tranquila. Por tudo que é mais sagrado.
"Amor, foi uma decisão dos anciãos. Não podemos fazer nada-" O marido recebeu um tapa forte na face, interrompendo sua tentativa de consolar.
"Como um pai pode ficar parado e não fazer nada? Sua filha precisava de você, e o que você fez? NADA. Estou desapontada com você. Nunca mais me chame de amor. Ouça bem: você não tem mais uma filha. Se ela estiver viva, e torça para que esteja, nunca mais a chame de filha. Achei que tinha me casado com um guerreiro, não com um covarde!" O ódio e a mágoa da mãe eram evidentes, seus sentimentos justificados pela situação.
(Notas do autor: Concordo com ela, esse pai é uma merda! Nem fez nada! Plmds)
Ele, cabisbaixo e envergonhado, voltou para a patrulha, desta vez se afastando mais do vilarejo. [Filha, desculpe por não ter feito nada. Deve ter te desapontado. Desculpe por não ter a coragem que um dia tive. Sinto muito por ser um pai tão covarde.] Ele chorou enquanto caminhava, carregando o peso de sua falha.
No dia seguinte, na caverna íngrime, o "Ninho de Alada, estava aumentando de tamanho devagar com a ajuda de Alada que estava cortando partes a mais da caverna para construir quartos para todos:
Rimei se aproximou de Kiay e tentou retirá-la debaixo de Alada, que estava aquecendo a caverna durante a fria noite.
"Kiay, acorde! Precisamos de suas ordens e instruções sobre o que fazer. Você ainda não disse nada aos novos membros." Rimei insistia, enquanto tentava mover Kiay das asas de Alada, sem sucesso.
"Está bem..." Kiay despertou, espreguiçando e retirando-se debaixo de Alada com facilidade. "Alada, acorde." Ela acariciou a cabeça da grande criatura.
"Líder?!" Rimei estava ansiosa por uma resposta.
"Precisamos de armas, roupas, ferramentas e uma cozinha que funcione praticamente como um armazém..." Kiay olhou ao redor, avaliando a situação. "Mal temos armas... Precisamos urgentemente de armadilhas, recursos e, claro, cabanas de pedras e madeira. As madeiras que secamos há dias estão ali. Temos alimentos e algumas ferramentas que podem ser úteis. Alguma pergunta?"
Jul, a lebre cozinheira, levantou a mão timidamente. "Posso usar tudo que há na cozinha ou devo guardar algo?"
"Sim, pode usar tudo, mas prepare apenas o suficiente para todos, sem desperdícios. Alguma outra pergunta?" Kiay respondeu com seriedade.
Mertis, a gata, e Grisais Lupina, a loba, perguntaram em uníssono: "Sobre a caça-" e se encararam, mostrando sua preocupação.
"Falaremos sobre isso mais tarde. Primeiro, precisamos nos alimentar e vocês já trouxeram suas armas e ferramentas?" Kiay pediu.
Grisais confirmou: "Sim, trouxe minhas facas."
Mertis acrescentou: "Trouxe minhas flechas e arcos."
"Ótimo. Após o almoço, discutiremos a caça, mas as armadilhas são prioridade máxima."
Grisais indagou: "Por quê?"
Kiay apontou para a grande entrada da caverna. "Olhem para baixo, com cuidado." e fez um sinal dizendo para ir com calma.
Grisais viram vários lobos bestiais se movimentando. "Tem tantos deles! Nunca vi uma quantidade tão grande!"
Os outros também observaram a entrada da caverna.
"Como não notamos isso antes? São muitos!" Ryfer estava surpreso com a quantidade.
"Viemos voando sobre a Senhora Alada, e eles sempre estão indo e voltando. Caso contrário, eu teria morrido de fome," explicou Rimei, apontando para os lobos. "Eles são a razão da prioridade máxima para as armadilhas. Respondida sua pergunta?" Kiay olhou para eles com seriedade.
Todos olharam para ela com receio e medo, principalmente Ryfer estava com medo deles ainda.
"Eles vão invadir mesmo aqui? Olha altura que estávamos de distância do chão!" Ryfer.
"Eles vão vir em algum momento nem duvido que estão estudando como vão subir aqui e por quais rotas." Grisais.
"A luta será difícil, por isso precisamos das armadilhas prontas o quanto antes. Estamos ficando sem tempo. Todos os dias, eles fazem um caminho para subir até onde nossa casa está agora. Imaginem o que eles farão quando chegarem até nós. Nossa vantagem é a incrível e invencível Alada, ou era o que eu gostaria de dizer. Ela está chocando seus ovos, então só participa em último caso. Precisamos proteger nossa casa." Kiay abraçou Alada com carinho.
"Proteger uma destruição? Não consigo acreditar que chegamos a esse ponto," comentou Grisais.
"Ela é nossa maior aliada. Sem ela, nossa vida será extremamente difícil," acrescentou Mertis.
"As duas estão com medo de enfrentar os lobos bestiais mesmo com tanta vantagem?" Rimei questionou.
"Que vantagem é essa que eu não vejo até agora?!" Grisais perguntou, frustrada.
"Simples, olhem para baixo. Podemos usar pedras e facas para matar o máximo deles daqui de cima, em segurança," explicou Rimei.
"Seria fácil demais. Eles poderiam descobrir e desviar antes de chegarmos até eles, disse Mertis.
"Sim, a não ser que eles estejam dormindo. A Alada é boa, não é? Podemos atacá-los quando se afastarem e do ponto mais alto possível. Assim, eles não nos verão e teremos uma grande vantagem!" Rimei sugeriu.
"Então vamos fazer isso? Ou estão com medo?" Kiay desafiou.
"Claro que vamos fazer isso com certeza! afinal eu não teria o nome de Grisais Lupina se não fizesse valer esse nome! e" Grisais começou a responder, mas foi interrompido por Jul, que estava distribuindo a refeição, e aceitou com felicidade e parou de falar.
"Venham comer! Temos carne de peixe, frutas refogadas e filhotes de Gaesais! Espero que gostem, fiz o melhor que pude!" Jul estava animada com a refeição preparada.
"Filhotes?!" Kiay.
"Chefe o adulto deles é muito grande! Por isso geralmente se come os filhotes, por que os adultos são muito fortes e rápidos, por isso só geralmente se pega os filhotes." Grisais.
"Como conseguiu?! para capiturar um deles e muito difícil!" Nina.
"Esqueceu temos ela?" Kiay apontando para Alada com sua cabeça rapidamente.
Todos olharam para a comida com água na boca e se sentaram para comer com grande apetite, todos se sentaram e se serviram com fome há algum tempo.
Glossário 01:
Gaesais: Uma criatura semelhante a uma galinha, mas com quatro patas e tamanho adulto maior que um cavalo. Por isso, seus filhotes são bastante valorizados, e os adultos dessa raça são muito rápidos, por isso muitos desejam capiturar um deles para usar de montaria.
Serpente de Arpo: Uma serpente vermelha longa, ela tem um couro e dentes muito valorizados por uma grande resistência de seus ossos são usados como facas, lanças e armas de arremesso por serem muito duráveis até mais que ferros de alumínio, bronze e ferro.
Final do Capítulo Oito.
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Atualizado até capítulo 111
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