Em um lugar ingrime haviam muitas montanhas próximas e uma delas a mais alta estava o pássaro que estava observando a floresta de árvores grandes e folhas azuladas abaixo, ela entrou e foi para o seu ninho com os seus ovos que estavam próximos a pequena humana, o pássaro acordou a criança com um toque suave, de seu bico.
A jovem menina estava prestes a ser consumida pelo medo, envolvida em pesadelos antes de dormir, quando de repente, abriu os olhos e percebeu que o ambiente ao seu redor era agradavelmente quente e confortável. Ela finalmente despertara em um lugar desconhecido e, ao focar sua visão, viu uma ave azulada a encarando com seus olhos azuis que brilhavam intensamente, como o céu ao amanhecer.
Todo o corpo da ave resplandecia em sincronia com suas respirações calmas. O brilho azulado pulsava como um coração tranquilo, e as respirações soavam como as de alguém que, exausto, finalmente encontrou descanso.
A ave abriu seus olhos, observando a pequena humanidade à sua frente com curiosidade. Não havia agressividade nos olhos da criatura, apenas uma profunda serenidade, como se pudesse comunicar, apenas com o olhar, uma mensagem de conforto: "Está tudo bem, pequena."
A pequena criança sorriu e olhou para o pássaro a sua frente, ela estava admirando o lindo ser a sua frente.
A ave parecia dizer também: "Fique tranquila, eu vou proteger você. Não precisa ter medo." A menina, admirada com a majestosa criatura à sua frente, tentou se mover, mas seu corpo, ainda fraco, não respondeu. Embora estivesse livre da dor, uma sensação de extrema fraqueza a dominava. As feridas estavam curadas, mas seu corpo ainda se recuperava das batalhas que quase a levaram à morte.
Ela se lembrou de quando a ave encostou nela, fazendo-a sentir um sono profundo que a levou a dormir instantaneamente. Agora, mais desperta e curiosa, Kiay se aproximou da ave e, com uma voz suave, perguntou: "Qual é o seu nome, grande? O meu nome é Kiay, da tribo de Dwiam!" Mas, sem obter resposta, ela repetiu com entusiasmo: "Qual é o seu nome? O meu é Kiay! Oi?!"
A ave, sem entender as palavras, inclinou a cabeça para observar a menina, curiosa com a pequena criatura que tentava se comunicar com ela. "Você não tem nome?" Kiay perguntou, aproximando-se ainda mais e abraçando o pescoço da ave com felicidade.
A alada respondeu com um leve grito, quase como se estivesse tentando imitar a menina. Embora Kiay não entendesse o som, notou que a criatura acenou com a cabeça antes de abrir suas enormes asas. Em seguida, a ave começou a bater suas asas, preparando-se para voar e partir.
"EI, ESPERA! NÃO ME DEIXE AQUI!!" Kiay gritou, tentando alcançar a ave, mas suas pernas ainda fracas não puderam competir com a força e velocidade da criatura. A ave soltou um último grito e desapareceu por um grande buraco à frente. Desolada, Kiay caiu no chão, sentando enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto. Ela pensou que sua nova amiga a havia abandonado, talvez por algo que fez ou disse.
"Não me deixe... Eu preciso de você para voltar para casa, para minha mãe, para minha família..." Kiay murmurou entre lágrimas, enquanto se aproximava de um terraço natural próximo ao ninho. Ao olhar para baixo, viu uma vasta floresta com folhas roxas e negras que se estendiam além do horizonte, um espetáculo impressionante, mas que a deixou ainda mais solitária. Tentando se acalmar, ela decidiu voltar ao ninho, onde se sentia segura, embora o medo de que algum animal selvagem aparecesse a atormentar.
O ninho estava localizado em uma grande caverna esculpida em uma montanha íngreme e elevada, cercada por outras montanhas majestosas, ela finalmente viu isso por si mesma. A entrada da caverna era ampla, como se a ave a tivesse moldado com suas próprias forças. As paredes da caverna exibiam marcas evidentes das garras e dos cortes das asas da ave, indicando o imenso trabalho que teve para criar aquele abrigo. A sensação de grandiosidade e poder da ave era palpável em cada detalhe do ninho.
No meio das penas espalhadas pelo ninho, Kiay notou um ovo quebrado. Com um nó na garganta, ela compreendeu que a ave estava triste quando a encontrou porque havia perdido seu filhote, talvez atacado por um daqueles cães ferozes. "Faz sentido ela ter atacado aquele cão com tanta raiva..." Kiay pensou.
Exausta, a menina acabou adormecendo novamente. Horas depois, um grande barulho a despertou. Era a ave azulada retornando, trazendo em sua garra direita uma fruta enorme, semelhante a uma maçã gigante, e na esquerda, um pedaço de carne que lembrava uma coxa de frango gigante. Ela colocou a comida à frente de Kiay, como se estivesse cuidando de um filho.
A menina se aproximou devagar, sentindo o calor materno da ave, e a abraçou com força. "Obrigada por não me abandonar e por trazer comida..." murmurou com gratidão. A ave se inclinou suavemente, encostando o bico na cabeça de Kiay, como se dissesse: "Está tudo bem, eu voltei... Pequenina."
Foi então que Kiay notou uma pequena ferida na asa direita da ave, que sangrou levemente. Com um cuidado que desmentia sua pouca idade, a menina recolheu penas e mato, criando um curativo improvisado que amarrou sobre o ferimento. Depois, lavou a ferida com água e aplicou uma pasta feita de musgo amassado com folhas, como vira sua mãe fazer tantas vezes.
Embora fosse apenas uma criança, Kiay demonstrava coragem e determinação em seu pequeno coração. A ave, percebendo o valor da pequena, sentiu-se grata pelo cuidado recebido. Após a refeição, adormeceram lado a lado.
Porém a ave se curou com suas assim que a menina dormiu, e retirou a pena amarrada sobre ela.
"Sua bondade, pequena criatura, e agora gentil. Mas não precisa se preocupar comigo. Sou mas forte do que você consegue pensar. durma bem, e cresça."
Ao amanhecer, Kiay se aproximou do buraco que mais parecia uma janela. A vista era majestosa: uma floresta com folhas roxas e negras, um rio serpenteando entre as rochas, uma montanha íngreme cercada por outras montanhas e, no centro, uma grande árvore azulada carregada de frutos gigantescos, semelhantes a maçãs ou peras. Ao redor, criaturas de todos os tipos habitavam o local: cobras, lobos, ursos, e até sapos gigantes.
Ela passou o dia todo admirando aquela vista incrível, até o sol se pôr em um espetáculo de cores que parecia eterno. A ave, percebendo a fascinação da menina, se aproximava, observando-a com ternura. Kiay imaginava o quanto gostaria que sua mãe, seu pai e até seu irmão, com quem tantas vezes brigavam, pudessem ver aquela paisagem.
A ave, percebendo a nostalgia de Kiay, pousou próximo a ela e tocou a cabeça de Kiay suavemente sobre a puxou com o seu pico para o ninho, ela estava tentando confortar a menina, protegendo-a com uma de suas asas. "Você agora está segura", parecia dizer silenciosamente.
Em suas explorações pelo ninho, Kiay começou a nomear tudo o que via, já que não havia ninguém para ensinar-lhe os nomes corretos. "Já sei! O seu nome será Alada, porque você é uma linda ave de luz!" proclamou, apontando para a grande ave com seu novo nome.
Alada apenas olhou para Kiay, sem entender as palavras, mas compreendendo o que a menina queria expressar. Para a ave, aquele nome agora carregava um significado especial, um laço único com a pequena humana que ela decidiu proteger.
"Na essência da verdadeira amizade, não importa a forma ou a origem, o que conta é a conexão que transcende as palavras e a confiança que cresce no silêncio compartilhado."
Isso poderia ser dito, em outra ocasião, mas nesse momento, um simples, "As coisas vão melhorar aos poucos." se encaixa melhor nessa situação.
Final Do Capítulo Dois.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 111
Comments