A jovem menina, estava no bingo de Alada, que a aquecia com suas pernas e suas chamas que eram mornas para ela, Kiay usava ela como uma cama grande, sobre ela mesma, acordou e se sentou.
Longe de saber onde se encontrava, com dúvidas, medos e receios em seu pequeno coração infantil, sabia de alguma forma que tudo daria certo de um jeito ou de outro. Ela entendia que deveria manter suas esperanças pelo seu próprio bem, e por estar viva e ter sido salva pela aliada e amiga... Alada.
Ela ficou surpresa ao acordar e perceber que seus machucados e dores do dia anterior haviam passado. Não tinha cortes e nem uma gota de sangue em suas roupas, apenas leves marcas quase invisíveis, nem parecia que ela tinha sido gravemente ferida, a ferida de Alada em sua pé grande de pássaro, estava curado sem um único corte, ela viu as chamas azuis ao redor aquecendo ela, Kiay percebeu que esse era o poder de Alada.
Ao olhar ao redor, Kiay admirou o ninho da grande ave à sua frente. O ninho estava situado em uma caverna em uma montanha alta e íngreme, cercada por outras montanhas. A entrada da caverna era grande, como se Alada tivesse usado suas próprias forças para escavar, com marcas visíveis de garras e cortes nas pedras. A grande ave azulada parecia pulsar a cada respiração, como se fosse uma luz suave, quase como um coração pulsante.
A menina levantou-se e abraçou Alada, fazendo-a acordar. A ave lambeu seus cabelos, e Kiay riu com isso. Alada se encaminhou para a entrada da caverna, que parecia uma longa janela de pedras robustas.
Finalmente, Kiay conseguiu ver a paisagem diante dela. Havia árvores com pétalas vermelhas, pedras esverdeadas e três montanhas não muito distantes. Um rio fino e alto serpenteava ao redor, e inúmeras criaturas que ela nunca havia imaginado povoaram aquele lugar.
Ela se encantou ao ver uma raposa vermelha que parecia um pouco humanoide, porém suas característica principais era de animal raposa, sua calda era vermelha e volumosa, sua roupa de pele de répteis, negras, seu cabelo grande de cor ruivo intenso, e seu corpo era de uma jovem guerreira com marcas em seu corpo.
Seu corpo tem cores vermelhas com partes brancas, ela era bela de uma forma forte e delicada ao mesmo tempo.
Enquanto isso, quando Kiay olhou para baixo ela conseguiu ver muitas coisas, mesmo que estivesse bem longe das coisas, que ela observava, havia um cão grande correndo atrás de cervos com cinco pequenos chifres em sua cabeça, e árvores gigantescas com frutos azuis, vermelhos e amarelos e azuis.
Era um novo mundo que ela queria explorar. Kiay desejava que sua família estivesse lá, vivendo nessas terras, que pareciam de sonhos. No entanto, ela sabia que, por mais belo e incrível que fosse o lugar, não era um paraíso.
A jovem menina queria acreditar que estava sonhando ou que havia morrido naquela longa queda. Era como sua mãe sempre dizia: "Há um mundo bonito que nossos ancestrais mencionavam, chamado paraíso, um lugar de descanso, um lugar bonito e próspero. Filha, esse lugar só se alcança após a morte."
Sim, ela acreditava que estava morta e começou a planejar o que fazer. Desejava que sua família vivesse muito, que sua mãe continuasse viva, que seu irmão crescesse e que seu pai os protegesse de tudo e qualquer perigo.
Alada voltou, trazendo uma grande fruta azulada, semelhante a uma maçã gigante, e uma criatura humanoide em uma das garras, com uma cobra que acabara de devorar no bico. O sangue esverdeado escorria da cobra pelo bico de Alada.
A criatura, uma raposa humanoide, estava morrendo de medo de ser a próxima refeição. Tremia e chorava, com o corpo encolhido.
Kiay se aproximou da raposa humanoide e disse: "Oi, chamo-me Kiay, e ela chama-se Alada. Qual é o seu nome?" Estava muito curiosa com a criatura.
A raposa, tremendo, respondeu: "Eu chamo-me Rimei. Sou do Povoado Rampar... Vocês vão me matar?" Ela continuava a tremer e chorar, porém sacou sua adaga negra de obsidiana.
Kiay se aproximou de Rimei, com um sorriso leve, e olhou nos seus olhos: "Não vou fazer nada com você, nem a minha amiga é má. Ela não vai te machucar. É bom ter alguém para conversar. E se fosse para te matar, já teria feito. Olhe a cobra no bico dela. Seria você, entendeu?"
"Sim, senhora Kiay. O que deseja de mim? Faço qualquer coisa, apenas não me machuque, por favor," Rimei tremia de medo.
Kiay acariciou a cabeça de Rimei: "Onde ela te encontrou e o que aconteceu?" Rimei abaixou e guardou a sua adaga em seu bolso ela estava com medo de ser atacada se continuasse a segurar sua adaga contra Kiay.
Rimei respondeu: "Ela me encontrou quando estava sendo caçada por aquela serpente Apor, que me encurralou. Ela estava quase me devorando, então ela apareceu e matou a serpente com um único ataque simples, foi incrível e assustador de presenciar isso."
Kiay, com um tom irônico: "Ela te salvou? Daquela cobra ela não era maior? só tem um pedaço dela aqui."
Rimei, de cabeça baixa: "Sim, isso mesmo a a serpente, ela era maior, ela cortou a serpente e me trouxe ."
Kiay, com uma expressão surpresa: "Então, por que pensou que ela te mataria depois de te salvar? isso seria sem sentido."
Rimei: "Estava com medo... Com muito medo, eu ainda estou com medo, mas eu agradeço! Por ter me salvado!"
Kiay: "Então, por que seu povo não te salvou?" (Não faria sentido ela estar sozinha, ainda mais parecendo uma criança ou adolescente.)
Rimei: "Porque eu fui contra a ideia do ancião de sacrificar minha mãe como oferta ao Deus da floresta. Não consegui aceitar essa decisão. Se eles querem sacrificar alguém, por que não vão eles mesmos?!"
Kiay: "Deus da floresta? O que ele é?"
Rimei: "ELE?!... É uma ave vermelha que sempre renasce das cinzas. Ele consome as vidas de todos que ficam próximos a ele ou o desafiam... Ele é parecido com sua amiga..."
Kiay: "Com a Alada?!" (Olha para Alada, uma ave gigante e assustadora.)
Rimei: "Sim, porém ele é muito maior... É algo horrível, eu já vi o que aconteceu com os que ficaram perto".
Kiay: "Eu também ficaria contra quem quisesse matar minha mãe. Olha, já que eles devem estar pensando que você morreu para a cobra?"
Rimei: "Eles me jogaram perto da serpente, perto do ninho dela. Eles sabiam onde ficava o ninho e me jogaram lá. Eu consegui evitar entrar no ninho me segurando. Eles nem olharam para trás. Que bom que sua amiga me salvou. Ela chegou na hora certa." Ela começou a chorar e seu estômago começou a roncar, então ficou calada e não conseguiu olhar para Kiay estava envergonhada.
Kiay: "Tudo bem, sua mãe vai ficar bem... E já que está morrendo de fome, quer comer essa fruta comigo? É muito para eu comer sozinha." Ela começou a empurrar a maçã gigante para a direção Rimei.
Rimei apenas acenou e começou a usar suas garras para fatiar e cortar a grande maçã azul. Como suas garras eram pequenas demais, ela a colocou em cima de umas pedras e usou uma pequena faca que tinha para cortar com facilidade a fruta, servindo-se junto com Kiay e um pouco para Alada.
Ambas se encheram com a fruta, e Rimei dormiu encolhida como um gato. Kiay então começou a encarar Alada e olhou nos seus olhos: "Você é uma deusa, Alada?"
Alada olhou para ela com um olhar de dúvida e apenas se aproximou de Kiay, e a tocou com o seu bico e se deitou no seu ninho.
Final do Capítulo Três.
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Atualizado até capítulo 111
Comments
Leydiane Cristina Aprinio Gonçaves
que livro cabuloso hein mas bem interessante vou ler ele até o fim caso ele esteja completo aqui parabéns autora
2024-07-17
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