“Em cada desafio, há uma oportunidade de crescimento; em cada dor, uma chance de cura.
A vida é uma tapeçaria tecida com os fios da esperança e da perseverança, onde o desconhecido se torna conhecido pelo poder da coragem e da amizade.
Assim, ao navegarmos por terras inexploradas, somos moldados pela força das nossas escolhas e pela bondade dos nossos encontros.”
"Você é uma deusa, Alada?" Kiay perguntou, olhando diretamente para os olhos calmos e serenos de Alada. A grande ave balançou a cabeça em negação.
Rimei: "Ela não é uma deusa? Mas..." Rimei acordou assustada com o que Kiay dizia.
Kiay: "Se ela negou, então não é. Pode me contar mais sobre este lugar? Tudo o que você souber." [De o máximo de detalhes, por favor.]
Rimei: "Você não conhece este lugar? De onde é você? Para não saber disso." [Parando para pensar, nunca vi alguém igual a ela. Que raça ela pertence? Ela não possui garras, pelos ou orelhas de fera como eu...]
Kiay: "Não sei, eu nunca saí das Montanhas Geladas de Arein. Eu vivia com minha família neste lugar, com meu irmão, minha mãe e meu pai." [Até vir parar aqui e quase morrer.]
Rimei: "Agora que eu me acalmei, eu nunca vi nada parecido com você... Você não tem pelos, asas ou penas... O que é você?" [Será que é uma nova raça criada pela guardiã das montanhas?]
Kiay: "Eu sou Kiay... Apenas isso. Eu também nunca vi nada igual a você. Você parece um animal com mais inteligência e bem humanoide..." [Parece um humano com características de animal. Isso é curioso.]
Rimei: "Eu não sou um animal inteligente. Sou Rimei, uma guerreira Rampar, ou era para ser. Agora sou apenas uma exilada."
Kiay: "Pode me falar sobre este lugar ou não confia em mim?"
Rimei: "Não é isso, desculpe. Tudo bem, este lugar se chama Ancos. Aqui nesta floresta vivem 20 tribos. As únicas que eu conheço são: os Tuvas, que são pássaros que moram no norte; os Fennir, lobos do sul; os Guimtes, gatos ao leste; e a minha tribo, ao oeste daqui. Essas são todas as tribos que conheço e são as mais próximas da minha. O ancião é o único que conhece todas as 20 tribos."
Ela começou a desenhar um mapa com a sua faca, Rimei estava desenhado no chão riscando com sua adaga de obsidiana. O mapa mostrava várias montanhas, incluindo onde estavam, e próximo daquele lugar, três tribos: uma com uma lagoa desenhada, a tribo de Rimei e uma outra tribo, a dos gatos.
Kiay ficou empolgada com a recém-descoberta: Significa que a tribo mais próxima é a dela. Porém, estou com receio... Por que ela teve tanto medo mesmo sendo salva?
"Eu nunca pude sair do meu vilarejo. Estou tão feliz por estar com vocês, minhas amigas. Em nome da minha mãe, irmão e pai, eu declaro o começo da nova tribo Dwiam aqui!" Kiay se levantou e olhou para a floresta de Ancos. [Pode ser que eu tenha morrido, ou talvez este seja um novo mundo. A morte ou o paraíso que minha mãe me dizia. Pensando bem, é bem diferente desse lugar.]
"Você vai me ensinar tudo sobre este lugar e eu vou te ajudar a salvar sua mãe e sua família. Então, você vai entrar para a minha tribo. Agora tudo bem?" Kiay estendeu a mão para Rimei.
Rimei: "Se for para proteger minha família, qualquer coisa!" Ela apertou a mão de Kiay e fizeram um novo acordo para se ajudarem em tudo.
Depois disso, ambas começaram a conversar sobre o lugar, e Rimei detalhou o que havia nas proximidades, sobre as frutas, bestas e animais comestíveis que haviam próximos daquele lugar.
Kiay: "Eu tenho uma pergunta..." [Sobre Alada fica para outra ocasião.] Kiay pediu para Alada puxar uma pedra para ela usar como um banco e se sentou nele.
Rimei: "Sim, qual é a pergunta?" ela se sentou em frente a uma outra pedra que foi colocada.
Kiay: "Como eu entendo o que você fala?" [Já que não faz sentido.]
Rimei: "Ah, sobre isso? Essa pergunta é bem fácil. Olhe para trás de você." Ela indicou Alada, que estava dormindo enquanto suas chamas pulsavam brevemente.
Kiay olhou e viu Alada. "O que tem?" ela pegou uma parte de uma maçã azul que havia sobrado e continuo comendo um pouco.
Rimei: "De acordo com as lendas do meu povo, aqueles que recebem as bênçãos e a proteção de um pássaro divino, como ela, não só têm suas feridas e doenças curadas, como também recebem um dom. Mas essas lendas são muito antigas... Mas no seu caso, faz sentido, talvez você tenha um dom ou pode ter mais ainda em você já que ela se importa muito com você." Rimei pegou um pedaço de maçã que Kiay havia dado para ela.
Kiay olhou para suas pernas e braços: "Eu recebi um dom para falar com vocês?"
Rimei: "Sim, mas acho que foi mais de um dom, talvez até três se isso for possível, as lendas nunca mencionaram que era apenas um único dom, nem detalhou muito."
Kiay: "E qual seria o outro dom?"
Rimei: "Não sei e nem há como saber. Mas, pelo jeito que ela cuida de você e te protegeu daquele cão bestial, ela com certeza te deu mais de quatro dons. Até porque não sei se há um limite de dons por pessoa. O seu caso é raro, algo que acontece a cada centenas de anos, afinal ninguém falou sobre receber um dom da alada, ou seja, talvez seja isso ou um dom com vários fatores?"
Kiay, pensativa: "Até ontem eu me sentia uma criança, mas agora entendo coisas que só o ancião da minha tribo entendia. É como se eu tivesse me tornado uma adulta aqui..." [Apontando para a cabeça.]
Rimei: "Sabedoria? E idioma... Esses dons são incríveis. Nunca vi nada assim, mas parece extraordinário, eu não posso te ajudar muito nisso já que não sei como eles funcionam."
Kiay: "Alada, você pode falar comigo?"
Alada: "Sim, minha cara criança. Que bom que finalmente pude ouvir minha voz." Alada acordou de seu descanso e abriu suas asas fazendo a caverna que estava escura brilhar em azul flamejante.
Rimei: "O que ela disse?" colocando suas patas para cobrir seus olhos da luz.
Kiay: "Você não ouviu a voz dela?" sentido seus ficarem brancos ficou com dor nos olhos.
Rimei: "Ela apenas fez canto de pássaro, apenas isso, eu juro."
Então eu posso entender animais e todas as línguas deste lugar? Que dom incrível. E eu fiquei mais madura na cabeça. Mãe, a sua filha cresceu rápido demais. Mas faz sentido. Alada me deu esse dom para eu conseguir sobreviver. Obrigada, minha amiga Alada. Mãe, eu vou tentar voltar para casa. Eu prometo, não se preocupe. Estou bem. Fique bem você e meu amado pai. Eu juro que vou voltar para vocês.
"Rimei, vamos fazer um abrigo dentro desta caverna, depois armadilhas e armas para sobreviver e caçar... E Alada, eu vou te proteger no futuro..." Alada apenas olhou para cima e voltou a dormir.
"Eu tô falando sério! Para de achar que eu estou fazendo uma piada!" Kiay.
No dia seguinte, ambas pegaram pedras pequenas, galhos e tiraram a pele do cão bestial. Fizeram um lugar para secar a pele e construir roupas. Pegaram pedras e as afiaram, colocando-as no chão como proteção para a segunda entrada, por onde os cães fugiram.
A caverna onde estavam ficava em uma montanha íngreme de difícil acesso. Mesmo assim, havia o perigo de os cães bestiais conseguirem entrar facilmente.
Após várias caçadas, com a ajuda de Alada, tiveram mantimentos por dois dias, frutas e animais. Voltaram para a caverna para construir a casa, que estava apenas no começo, com um desenho no chão sobre onde ficaria cada cômodo. A casa dos sonhos de Kiay, com cinco quartos, uma sala, um banheiro e um lugar para criar animais.
Parecia ser possível agora.
Fim do Capítulo Quatro.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 111
Comments
Leydiane Cristina Aprinio Gonçaves
acredito que a menina foi para ir para salvar esse mundo da escuridão ou algo do tipo pois não faz muito sentido ela tá aí se não for para isso e também para que ela aprenda a não a ser desobediente acho que foi por isso que a ave deu o dom da sabedoria para ela muito boa a história mas está um pouco estranha mas vou continuar lendo pois gosto de histórias assim misteriosas e com muitos desafios para ser ultrapassados
2024-07-17
2