Rosa Fernandez
As vezes fico olhando para a Nina e não sei como explicar o que sinto por está menininha.
Eu amo crianças, o amor delas são os mais verdadeiro que existe, por isso eu amo trabalhar rodada delas, porém com a Nina não é nem de pertinho parecido, ela me faz sentir tão completa, o vazio que eu sinto aqui dentro a cada segundo que eu passo com ela me dar um paz tão grande.
Eu nem conheço direito ela, mas eu amo tanto este serzinho que chega a doer, não sei como pode uma coisa desta, mas só sei que ela me faz me sentir tão bem e feliz.
E hoje estou radiante, nem acreditei quando me falaram que eu era a mais nova professora, e sei que vou dá o meu melhor.
A Nina também ficou muito feliz, e fomos juntas para a escola, ela ficou quentinha enquanto eu falava com a diretora, e a diretora até me deu a lista de material dela, pós o Juan esqueceu.
Quando saímos da escola voltamos para nossa programação, não estamos longe do shopping, mas resolve pegar um táxi mesmo assim para evitar andar tanto.
— Você vai para escola comigo todo dia? — ela perguntou encostando a cabecinha no meu peito.
— Vou sim, mas provavelmente não vou ser a sua professora, pelo que a diretora falou você vai ficar na outra turma — falei fazendo carinho na cabecinha dela.
— Mas é bom saber que você vai sempre está comigo — ela falou e beijou o meu rosto, e eu beijei ela que sorriu.
Mas tive medo do que ela falou, afinal nós somos apenas vizinhas e uma horas provavelmente o destino irá nos afastar.
Chegamos no shopping , e ela estava pensativa e me deu a mão e fomos andando.
— Estou com medo — ela falou com um sussurro me abaixo para ficar á sua altura, o que me arrepende logo em seguida porque comecei a sentir dor.
— Por que meu amor? — ela me abraçou apertado e retribuo, ela não queria me solta, e para ser sincera eu também não quero solta- lá, mas não posso abusar então peguei ela nos meus abraços, fui até um banco de praça e me sentei colocando ela no meu colo e fazendo carinho, ela foi se aconchegando nos meus braços.
— Ninguém nunca que ser meu amigo, na outra escolinha meus coleguinhas falavam que minha mamãe me odeia por isso ela foi embora, e que o meu pai só fica comigo porque o orfanato não me quis, eles dizem que ninguém me ama, e eu acho que é verdade eu sou um estorvo na vida do meu papito, a mãe do meu papito falava isso que e eu sou um erro — ela falou chorando e não podia acredita no que eu estava ouvindo.
Com podem falar assim com uma menininha tão doce, e eu sei muito bem o que ela estava passando, e enquanto eu estiver perto dela eu não vou deixar mais ninguém machucar a minha menininha.
— Meu amor me escute, não ligue para o que as pessoas falam o seu papai nunca vai deixar você por nada, nem por ninguém, ele te ama, e você não é um estorno na vida de ninguém — falei a abraçando mais e fazendo carinho nela — E eu não conheço sua mãe, mas sei que ela ta perdendo uma menina linda corajosa — falei e ela volta a me abraça. — E tenho certeza que você vai fazer muitas amigas e deixa eu te conta um segredo....
— Que segredo? — ela falou com um sorriso fofo.
— Você é muito especial para mim, eu te amo muito — falei beijando ela.
E comete um grande erro, mas está é uma coisa que eu tenho certeza, eu amo a Nina.
— Eu também te amo muito — ela falou sorrindo.
— Eu amo este sorriso, e o que você acha de irmos no cinema assistir Moana? — perguntei a ela para tentar mudar os ânimos e ela me abraçou outra vez, e eu nunca recebi tanto carinho.
— Sim — ela falou sorrindo.
— Nunca deixe de sorrir Nina, você tem o sorriso mais lindo deste mundo — falei beijando ela.
— Eu te amo muito — ela falou com os olhos brilhando e abracei ela apertado, e naquele momento para mim era algo que eu não quero nunca esquecer.
Me levantei e não queria soltar ela de jeito nenhum, então fui com ela no colo e pegamos os ingressos e a sessão só iria começar 11:20.
Coloquei ela no chão um pouco, para ajeitar a minha roupa.
— Que menina mais linda — uma moça falou e não sei a voz dela me deu arrepios.
Puxei a minha menina para mim.
— Obrigada — agradece peguei na mão da Nina.
— Qual é o seu nome princesa? — a moça se abaixou e tentou tocar na Nina.
— Meus pais não deixam eu falar com estranhos né mamãe — a Nina falou segurando a minha perna.
— Isso mesmo meu amorzinho — falei pegando ela no colo.
— Ela se parece com a minha filha — a moça falou, mas sua voz era seca, não tinha sentimentos.
E não sei me causava arrepios, sair sem nem me despedir só queria a minha menina longe daquela pessoa.
Fomos compra pipoca pedi um combo da moana e uma pipoca média com um refrigerante médio.
A Nina queria levar sua pipoca e a deixei, quando chegamos fomos procurar nossos acentos compramos no meio para ver melhor tudo, mas eu estava bem desconfiada em quem iria sentar do lado da minha menina, mas por sorte era uma menina de idade próxima, a menina estava com a mãe e a mulher sorriu para mim, e retribuir o sorriso, não vi falsidade nem nada do tipo.
A Nina estava super empolgada, a menina começou a falar da Frozen e pareciam melhores amigas o filme começou eu amei e tenho certeza que a Nina também, saímos cantando a música do filme.
— Aqui sempre sempre à beira da água desde que eu me lembro não sabendo explicar — a Nina começou a cantar em voz alta.
— Tento não causar nenhuma mágoa, mas sempre volto para Água talvez seja melhor tentar — comecei a cantar o que era um pouco estranho eu não canta desde o acidente, eu simplesmente não canto, mas quando a Nina sorriu para mim por está acompanhado ela foi mágico.
— Tento obedecer não olhar para trás sigo meu dever não questiono mais, Mas para onde vou quando vejo estou onde sempre quis — a coleguinha dela começou a cantar e ela olhou para mim.
— O horizonte me pede pra ir tão longe para onde eu vou, ninguém tentou se as ondas se abrirem pra mim de Verdade com tempo o atravessa para além do mar, Horizonte me pede pra ir tão longe — começamos a cantar juntas e a mãe da amiguinha dela só ria.
Mas a verdade é que eu tinha esquecido como é bom cantar.
Estávamos rindo quando me sentei no banco depois da saída do cinema.
— Meu amor vamos almoça? — perguntei, mas notei que ela não queria deixa a nova amiga.
Eu entendo ela eu também não tive muitas amigas depois do acidente, só a Larissa, mas os pais dela não deixavam ela ter muito contato, e ver ela assim tão pequena e se sentindo tão sozinha me parte o coração.
—Você também Luz — a mãe da coleguinha dela falou e eu agradeci com o olhar — Vamos só pegar sua irmãzinha — ela falou e as duas sorriram uma para a outra.
— Certo mamãe, a Nina pode ir? — ela olhou para duas e depois para mim.
— Não e a mim que vocês têm que pedir — elas olham para mim
— Tudo bem, mas quero meu pagamento primeiro — falei e ela vem me encher de beijos.
Fomos andando e conversando até um local onde tem uns brinquedos a Alma pegou a menina que tinha no máximo uns dois anos ela é muito linda, e a cara da mãe a mais velha não parecia muito com ela.
Não demorou a Nina me deu o Biju e pelo que o Juan me contou ela não larga dele de jeito nenhum, sentamos e pedi o almoço encontrei um restaurante a moda brasileira que tinha um arroz com feijão.
— As aulas já vão começar graças a Deus — a Alma falou com um sorriso no rosto e rir também, é noto que a Nina e a Luz tinha saído da mesa.
— Nina, Nina cadê vo..cê — chamei no ritmo da música da Moana.
— Eu to aqui — Ela cantou vindo até mim e me abraçando, e não teve como não rir.
— Não faz mais isso por favor não saia de perto, se não você me mata do coração meu amor — falei e ela me abraçou apertado.
— Desculpa...
— Tudo bem, meu amor termine de comer para irmos na vovó Florência — falei sorrir e senta na cadeira
— A Florência da sorveteria? — a Luz pergunta e a Nina fez que sim com a cabeça — Eu vou lá com o minha mãe quando saiu da escola, ela é muito legal , mamãe podemos ir como a Nina na vovó dela? — ela pediu, sorrir com aquelas duas e a Nina está tão feliz com a amiga.
Eu acho tão fofo isso nas crianças tudo flui tão naturalmente.
— Luz, a mamãe tem que compra seus materiais, uniforme e as coisas da Flora não posso ir hoje — a Alma falou e as meninas fizeram carinha de choro.
Eu não tenho nada para fazer hoje, então resolve da uma forcinha para elas duas.
— Mas que tal antes de irmos, passamos para compra uns matérias tenho certeza que seu pai não vai brigar, o que você acha meu amorzinho? — perguntei a Nina e elas voltam a sorrir e isso me deixava feliz.
A Nina veio até mim e me abraçou com força.
— Vem Nina — a Luz falou pegando na mão dela.
— Obrigada Rosa — Ela falou. — Estou um pouco nervosa volto a trabalhar próxima semana — ela falou enquanto andamos.
— Depois que você teve as meninas você saiu do trabalho? — perguntei andando
— Não, eu sou enfermeira e estou preocupada com minhas princesa sabe desde que a Flora nasceu só cuidei delas agora não quero deixá-las — ela falou sorrindo e não falei nada não sei qual é o seu sentimento de me afastar de um filho.
Ela nos levou a uma loja bem grande que vende materiais escolares, a Nina estava animada.
— Podemos entrar? — a Nina perguntou.
— Sim, mas não fica muito longe meu amorzinho — falei e ela sorriu e foi com a Luz, eu estava andando devagar.
Observei as duas e sorrir queria muito que a Nina podesse ter uma grande amizade, eu sinto falta de ter uma amizade verdadeira, e espero muito que a Nina tenha está experiência.
— Mamãe — a Luz gritou, e cada uma veio com um caderno da moana, ela está mesmo apaixonada pela princesa.
— Que lindo — peguei da mão dela e a Alma fez o mesmo com a sua filha.
— Meu amorzinho pode pegar outros são 6 cadernos — e pedi para ela pegar e pegou de outras princesas e três da Frozen.
Vi um caderno lindo da bela e peguei o colocando na cestinha tinha uma parte da loja com brinquedo e a Nina e a luz queriam a uma boneca da moana até queria compra, mas a Alma disse para Luz que era para espera o aniversário e a Nina disse que podia espera também achei tão bonitinho, a Nina é uma boa amiga.
Quando olhei para o relógio já era quase quatro horas da tarde fomos para o caixa e pagamos nos despedimos e fomos pegar um táxi.
— Tia Rosa — ela só me chamou assim quando entramos no táxi — A senhora pegou o número da mamãe da Luz, eu quero muito brinca com ela outras vezes ela é muito legal — a Nina falou com aquele sorrisinho fofo.
— Sim meu amor, peguei o número dela sim e já marcamos de vocês irem brincar na sexta se seu pai deixar claro — falei fazendo carinho no rosto dela.
— Ebaaa — ela falou pulando sentada rir com ela, não demorou muito para chegamos na sorveteria.
Nós mal descemos do táxi e ela já entrou correndo.
— Vovó Florência, vovô Augustin —ela grita, antes mesmo de entrar na sorveteria, estava com algumas sacolas atrás dela que está dando muita risada, com os avós.
Avisei ao Juan, quando sair que estávamos vindo para cá e assim que entre vejo ele sentando na mesma mesa de ontem com um sorriso bobo olhando para onde a filha estava com os "avós" assim que ele me viu cheia de sacolas correu ao meu encontro, pegando as sacolas para me ajudar, e fomos para a mesa, sento e ele sentou na frente olhando para a Nina.
Ela depois de um tempo veio correndo para o pai o enchendo de beijo.
— Pelo visto o passeio foi muito legal — ele fala sorrindo.
— Foi sim, eu e a Nina nos divertimos bastante — falei mandando um beijo para a minha menina.
— Sim eu amei o filme e fiz uma amiga — ela fala rindo para o Juan parecia muito feliz.
— Que bom filha — ele falou contente e tomamos nossos sorvete rindo da Nina contando o filme para o pai.
— Que família linda, filha hoje não vamos consegui conversar, mas espero que vocês venham sempre — a minha avó falou me beijando.
Acabamos o nosso sorvete e pegamos o táxi e fomos para o apartamento deles, pós o Juan me disse que ia fazer o jantar para nós estava centrada no sofá com a Nina assistindo Frozen é ela sabia todas as músicas, e nos cantávamos juntas ,mas do meio da música livre sou, ela parou do nada, e olhou para mim.
— Tia Rosa, eu contei uma mentira hoje — ela fala um pouco triste
— O que você contou? — perguntei colocando ela no meu colo, para que ela se sentisse mais confortável.
— A Luz disse assim nossa sua mãe é muito legal, ai não disse que a senhora não era minha mamãe, fiquei com medo dela não gosta de mim se não tivesse mamãe — ela falou cabisbaixa toda tristonha.
— Me amor você não deve mentir, eu sei que eu e o seu pai não te demos um bom exemplo...
— Eu sei que eu não posso mentir, mas queria que a senhora fosse minha mãe de verdade a senhora tem está carinha de mamãe, e eu não entendo porque você não pode ser minha mãe na vida real — ela fala tocando no meu rosto com um sorriso fofo que derrete meu coração.
©©©©©©©©©©©
Continua....
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Atualizado até capítulo 91
Comments
Maria Das Graças Crisostomo
É sensacional o seu livro! Parabéns!
2024-11-24
1
Anamaria Dos Santos
tá na hora deles ficarem juntos a bruxa da mãe já apareceu
2024-10-27
2
Maria Lima De Souza
Nossa que história linda e emocionante
2024-08-22
3