Quando Benicio chega na empresa na manhã seguinte, ele vai direto a sala de Bella, ela estava falando com Jully ao telefone, estavam na expectativa de como seria a reação do lindo insuportável como Jully o apelidou, ao vê-la. Benicio entra sem bater à porta, fazendo Bella encerrar a ligação para olhar para ele com raiva pelo abuso, ela o encara e ele apenas permanece a sua frente de braços cruzados.
— Nunca entre na minha sala sem bater.
— Sim, senhora. — Benicio responde serio, sem se deixar abalar — Eu vim perguntar a chefe mor onde fica a minha sala.
— Eu irei acompanhá-lo, quero saber se está a sua altura.
— Escárnio não combina com você. Além disso, eu detesto gracinhas, peço que não faça mais isso.
— Não foi minha intenção o deixar aborrecido, quis apenas dizer que não pretendo ouvir reclamações depois.
Eles seguem em silêncio até o elevador e descem um andar, a sala que Benicio iria ocupar era na ala dos executivos, o escritório dele seria ao lado da sala usada pelo Sr. Germano.
Ao chegar na antessala ele se depara com Jully vestida em um terninho azul escuro e com os cabelos presos em um rabo de cavalo baixo, nos pés um scarpan nude.
— O que faz aqui? — Ele pergunta a reconhecendo, e sabendo bem quem ela era.
— Essa é Jully, a sua secretária...
— Isso aqui é o quê? Cabide de emprego? Essa daí não deve nem mesmo saber fazer um relatório.— Benicio interrompe Bella, era nítido a sua irritação por ver Jully ali.
— Bom Dia senhor! Não se preocupe, além de saber, beber na companhia de amigos do sexo oposto, eu também sei fazer relatórios — Bella se controla para não rir.
— Quero outra secretária — Benicio se volta para Bella ignorando Jully.
— Sinto muito senhor, mas apesar dela ser a minha irmã, ela foi contratada para esse cargo, não podemos dispensá-la, apenas por que quer.
Benicio tenciona o maxilar, os olhos dele eram da cor dos olhos de Gael, mas o seu olhar nem se comparava ao dele, era de puro ódio. Ele volta a olhar para Jully e se aproxima dela calmamente, como um animal a espreita de sua presa. Benicio olha fixamente para Jully sem nem mesmo piscar, mas Jully não se deixa intimidar e sem desviar o olhar, ela o encara com ar inocente.
— Tudo bem, se é isso mesmo o que quer, boa sorte, pois irá precisar, tenha certeza disso...
— Isso é uma ameaça Sr. Benicio? — Bella pergunta preocupada, não queria que ele transformasse a vida de Jully em um tormento.
— É apenas um aviso — Benicio responde sem tirar os olhos de Jully — Traga um café para mim, gosto dele forte e com pouco açúcar.
Benico entra na sala, batendo a porta e Bella e Jully riem disfarçadamente.
— Só faltou dizer, um café igual a mim, forte e amargo.
— Você tem certeza que quer ser a secretária dele? — Bella pergunta, ainda havia tempo de mudar as coisas.
— Agora mais do que nunca.
— Espero que não reclame depois, pela cara, acredito que ele irá fazer de tudo para você desistir do emprego.
— É mais fácil ele desistir de trabalhar aqui — Jully constata rindo.
— Se está dizendo. Agora vá buscar o café dele.
Jully corre até a máquina de café e prepara um café para o seu chefe do jeito que ele pediu, levando para ele em seguida. Ela entra após bater à porta e o encontra em pé encostado a mesa.
— Com licença — Jully entra e lhe entrega a xícara com o café forte e com pouco açúcar.
— O que te fez vir trabalhar comigo, já que eu sou um babaca? — Benicio pergunta com voz mansa.
— Estava precisando de um emprego e surgiu essa oportunidade, mesmo que você não seja o chefe dos sonhos.
— Você acha mesmo que eu acredito nisso? — ele ri debochado — Vai para casa como, de ônibus ou de metrô?
— Como assim — Jully pergunta sem entender.
— Geralmente as secretárias quando começam a trabalhar andam de metrô ou ônibus. Nunca de carro com segurança.
— Está querendo me dar uma carona, não acha que está muito cedo para isso? Além disso, com certeza deve achar impróprio uma mulher aceitar carona do seu chefe — Benicio a olha com visível irritação.
— Nem que você fosse embora a pé eu te ofereceria carona — Benicio dá a volta na mesa e senta-se a encarando — O que ainda faz aqui?
— Estou esperando as ordens do dia, já que não tem nenhuma reunião agendada e nenhum outro compromisso.
— Estou começando a achar que vocês usam essa empresa para brincarem de mulheres de negócio...
— Como chefe, tem o direito de achar o que quiser, mesmo que não seja verdade.
— Já que faz tanta questão de trabalhar comigo, deixa eu fazer alguns lembretes. Primeiro, guarde a sua língua afiada.Segundo, sei que gosta de farra e noitadas, lembre-se eu não irei tolerar atrasos.Terceiro, Gosta de encher a cara, mas saiba que não irei aceitar que trabalhe de ressaca — Benicio saboreia o café calmamente — E por último, mantenha distância de mim — Ele a olha com um olhar indecifrável — Fui claro?
— Clarissimo, Sr. Benicio.
— Qual o seu nome mesmo?
— Jully, Jully Martins.
— Senhorita Jully, aqui você não é a irmã da presidente, aqui você será apenas a minha secretária, nada mais que isso.
— Sim senhor, mas se me permite gostaria de esclarecer uma coisa — Benicio a olha com a testa franzida.
— Estou curioso...
— Ser a sua secretária é o meu único interesse, mesmo sendo muito bonito, não faz o meu tipo, além de velho é rabugento.
— Saia!
— Queria apenas que estivesse ciente que não há nenhum interesse oculto em minha contratação, espero que eu tenha sido clara. — Jully finge não perceber o olhar irritado de Benicio — Com licença, estarei na minha mesa aguardando as suas ordens.
— Espere! — Jully percebe o quanto Benicio está se controlando para não começarem uma discussão como aconteceu no bar.
Ela ainda podia se lembrar de quando o conheceu, estava em um bar com Guilherme e mais dois amigos, um deles conhecia Benicio e quando o viu sozinho em uma mesa próxima, o chamou para se juntar a eles, ela já tinha bebido alguns drinks e já estava alegre, mas não foi isso que a fez achá-lo lindo e elogiá-lo sem timidez ou vergonha.
— Você é sempre assim, oferecida? Não acha que já está na hora de ir embora, ao invés de estar sentada em um bar na companhia de três homens.
— E o que você tem a ver com isso? — Pergunta pedindo mais um coquetel ao garçom.
— Estou apenas tentando te fazer deixar de ser ridícula.
— Você é louco, ou finge ser?
— Seus pais sabem que está enchendo a cara cercada de homens?
— Olha aqui, qual o seu problema? Parece doido, mesmo que eu estivesse em um bordel, não era problema seu.
— Por isso eu digo, dar liberdade a mulher é mandar fazer merda.
— É você quem está sendo ridiculo, seu machista de merda. Por ser homem, com certeza, pode sentar cercado por piranhas. Faça-me o favor...
A discussão continuou até Guilherme a convencer ir embora, e ela só foi por já ter bebido além da conta, mas não antes de chamá-lo de babaca.
Ao lembrar da discussão Jully sente vontade de ri, mas sabia que se fizesse isso, iria irrita-lo ainda mais, por isso ela prefere se manter calada, esperando a próxima asneira.
— Prepare um relatório de todos os clientes que temos.
— São muitos...
— Não te perguntei quantos são, quero saber quais são. — Benico olha no relógio — Espero que não leve o dia inteiro fazendo algo tão fácil, se quer mesmo trabalhar demonstre competência. Agora saia!
O que Benicio não sabia era que Jully já havia providenciado, com a ajuda de Sara, vários relatórios, clientes da empresa, os prazos dos contratos e outras informações que com certeza ele pediria, por isso em poucos minutos ela deixa o relatório sobre a mesa dele, mas nem um muito obrigado ela ouviu, apenas um olhar raivoso e uma outra solicitação.
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Atualizado até capítulo 68
Comments
Raimunda Neves
Autora amada são 2 horas da manhã e não consigo parar de ler essa lindíssima estória ❤️🔥 ❤️🩹 💯 ❤️🔥 ❤️🩹 💯 ❤️🔥 ❤️🩹 💯 ❤️🔥
2025-02-02
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Sonia Tristão
Adorei a Jully, vai domesticar esse Benício rapidinho
2025-02-14
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Patricia Souza
Rindo muito! Arrasou garota! 🤣🤣🤣🤣
2025-02-25
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